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3 de dezembro de 2020

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SURPRESA! Repercutindo a vitória do Delegado de polícia Cleverson (PP) contra  o candidato (sobrinho) do prefeito  Waldeli de Costa Rica. Postulante a deputado estadual em 2018, Cleverson obteve 6.844 votos, (3.499 votos na cidade). Mas carente de afago o eleitor quis mudanças. Waldeli (MDB) exerce excelente 4º mandato, mas fadigou.

A GUILHOTINA de Costa Rica alerta gestores ao estilo ’Rei Sól’, Luiz XIV (‘L État c’est moi’). Não se critica o nível da gestão, mas sim o estilo centralizador - a falta de diálogo com a sociedade organizada, cada vez mais crítica e exigente; querendo algo mais do que o progresso. E aí a urna eletrônica tem o papel de guilhotina - sem sangue.

TRANSFERIR prestígio é complicado. Outro caso: Em Bataguassu Pedro Garavina (PSDB) com recursos indenizatórios da CEESP revolucionou a cidade que ficou linda. Mas ele não elegeu Dennis Thomazini (PSDB), perdendo para Akira Otsubo (MDB). A exemplo de Costa Rica, o eleitor temia a ‘sombra’ do prefeito na futura administração. 

DICAS aos futuros prefeitos: Não se deve agir como se a cidade fosse sua propriedade, com decisões estritamente do ponto de vista pessoal, sem ouvir técnicos, vereadores e a sociedade. O prefeito há de se conscientizar que após o mandato continuará residente e  ouvirá opiniões sobre sua postura administrativa. Não há como fugir dessa realidade.  

DOURADOS: Acredita-se que o  futuro prefeito Alan Gudes (PP) tenha a dimensão da responsabilidade compatível ao seu feito espetacular. A propósito, as pesquisas e os sociólogos de plantão nem sempre adentram as entranhas do eleitor, às vezes puro, vezes pragmático, frio, incoerente, irônico ou até conivente. Enfim, um pouco de tudo!

AQUIDAUANA: Mantido o protagonismo dos tempos da UDN e PSD e pela primeira vez em 128 anos uma mulher (Viviane Orro) do grupo do deputado Felipe Orro (PSDB) disputou a prefeitura. Mas em 2022  haverá novo embate com espaços já demarcados.  Aquidauana é imune a outros fatores; imutável no tempo ao seu estilo pantaneiro.

1 - ASSEMBLEIA: Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): projeto normatizando o descarte de máscaras e acessórios anti Covid. Deputado Contar (PSL): projeto amplia a transparência e acesso aos atos administrativos. Deputado Lídio Lopes: preside a CCJR; aprovado seu projeto prevendo expedição de diplomas impressos em Braille.

CONFIRA o desempenho partidário que elegeu 838 vereadores nos 79 municípios: PSDB 231 – DEM 120 – MDB 118 – PSD 80 – PDT 51 – Podemos 36 – Patriota 31 – PP  30 – PT 25 – PSB 21 – Republicanos 20 – PSL 16 – SD 12 – PL 9 – Rede 2 – PSC 2. Há 2 critérios de avaliação: pela quantidade e pelo número de seus votos obtidos.

 ‘OS NOVOS’: A expectativa de mudanças pela ‘renovação’ nas Câmaras municipais leva-nos a frase de Lampeduza: “As coisas mudam para ficar como estão”. Impressiona!  Tudo ficará só na intenção? Logo os novatos se encantam com as luzes do poder e suas benesses? Contaminados pelo vírus da vaidade os novos se transformarão em velhos?  

HERÓIS? Opinião pública criticando o envolvimento de oficiais da Polícia Militar em episódios de agressões, contrabando e narcotráfico. Abusam da condição de ‘agentes da lei’, geram insegurança e medo! Aliás, alguns destes oficiais já foram até homenageados na Assembleia Legislativa recebendo medalhas inclusive. Atenta, a sociedade critica.

CARONA: A questão do racismo é aproveitada também por personagens em busca de espaço social/político. Num passe de mágica apareceu gente totalmente fora do contexto proferindo opiniões radicais e cometendo excessos. Mas os holofotes são insuficientes para iluminar esses oportunistas ocasionais. Azar deles - continuarão ignorados.

2-ASSEMBLEIA: Deputado Neno Razuk (PTB): pede recursos para a psicultura em Amambai; quer canal de denúncias contra maltrato de animais. Deputado Marçal Filho (PSDB): é lei seu projeto para escolas e hospitais notificarem automutilação e suicídios. Deputado Evander Vendramini (PP): pede ampliação da rede de esgoto em Iguatemi. Deputado Gerson Claro (PP): ativo nas sessões; entregou benefícios às cidades e entidades via de emendas parlamentares.  

RENOVAÇÃO: Aportará na Assembleia Legislativa. O ex-presidente da Famasul, Ademar Silva Jr -  ligado à ministra Tereza Cristina - tentará uma cadeira pela região do ‘Bolsão’ para ocupar o  futuro espaço à vista pela possível desistência do deputado Eduardo Rocha (MDB) em disputar mais uma reeleição. É o que rola nos bastidores.

SEM MACHISMO: Professora e vereadora Gerolina Alves (PSD) derrotou o prefeito Edvaldo Queiroz (PDT) e o ex-prefeito Silas José (PSDB em Água Clara. Gerolina foi eleita vereadora pelo PSDB, migrou para o PSD viabilizando sua candidatura. Obteve 3.605 votos, contra 3.004 do 2º colocado Edvaldo. Uma personagem interessante. 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José