quinta, 04 de junho, 2026
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‘CABEÇA FEITA’: Aquele eleitor partidário ou ideológico se define muito cedo e não muda. Já o contingente de eleitores ainda sem um candidato definido depende da cidade, seu ambiente eleitoral e da combinação de uma série de fatores. Isso se conclui ao aferir os números de pesquisas confiáveis. Mas lembrando: cada caso é um caso.
INTERROGAÇÃO: Prefeito, governador e presidente conseguem transferir votos para qualquer candidato – independente dos predicados exigidos? Vai pesar o ambiente de entusiasmo, confiança e a questão do bolso. Mas a diferença de prestígio entre o fiador e o candidato não há de ser grande - a ponto de ensejar comparação instintiva do eleitor. É como o noivo bonito com a noiva muito feia. Provoca suspeita.
ESQUISITO! Nem sempre o currículo e o apelo do candidato são suficientes para vencer. O eleitor até que reconhece o bom momento, a boa gestão do apoiador, mas foca na necessidade de mudança de estilo e das pessoas no entorno do poder. Resultado de influências vindas da mídia ou da própria inquietude do homem urbano de hoje.
EMBLEMÁTICO o pleito municipal de 2012 em Campo Grande. Alcides Bernal (PP) só com 3 minutos e 1 segundo na TV, venceu Edson Girotto, apoiado pelo governador Puccinelli e o prefeito Nelson Trad, na coligação do MDB, PRB, PDT, PTB, PSL, PSC, PR, DEM, PSDC, PRTB, PTC, PSB, PRP, PPL, PSD, PC do B – com 13 minutos, 26 segundos no horário eleitoral.
EXEMPLOS não faltam em todas as instâncias e locais. Pedro Pedrossian nunca elegeu um sucessor; Obama não elegeu Hillary Clynton (2016); J. Kubitschek não elegeu marechal Lott (1960); Carlos Lacerda não elegeu Flexa Ribeiro (1965) ao governo da Guanabara; o poderoso George W. Bush não elegeu John Mccain (2008).
DELÍRIO? Ex-prefeito Alcides Bernal (PP) reapareceu com o candidato a prefeito Isaqueu (PP). Aliás, por não dar sequência ao Programa Gisa na prefeitura da capital, foi multado em R$61 mil pelo Tribunal de Contas. Agora é carta fora do baralho. Como dizia o locutor Zé do Brejo da ‘Educação Rural’: “Quem o encontrar, favor avisar”.
OPINIÃO: “...É impensável que o país da NASA, da Microsoft e do Google fique esperando dias pelo resultado da eleição, contando votos um a um que chegam pelo correio, sistema inventado pelos faraós do antigo Egito há 5 mil anos atrás...(-)...Cabe agora a Biden liderar a mudança...(-)...As vezes é preciso um velho para fazer o novo”. (Thales Guaracy)
DE FATO o sistema eleitoral dos ‘States’ é incompatível com os avanços tecnológicos americanos em todas áreas. Até países de quilate menor – como o nosso – já adotaram o voto eletrônico, seguro e rápido. Esse modelo antiquado motivou críticas nas últimas eleições, inclusive nestas onde a apuração dos votos ainda não foi concluída.
CARIOCAS: No mato sem cachorro. Após os escândalos e prisões de tantos figurões da política, o candidato Eduardo Paes (MDB) lidera a corrida rumo ao 2º turno. O pior é que os outros concorrentes também não materializam aquele perfil ideal desejado no imaginário popular. Como diz o ditado popular: “Se não tem tu? Então vai tu mesmo”.
PRETENDENTES: A articulação do apresentador Luciano Huck abriu a cortina. Quer juntar nomes no chamado centro para enfrentar a esquerda e a direita. O problema é que o time desejado não tem votos. Em 2018 os 5 candidatos com esse perfil tiveram só 11% dos votos, inferior a votação de Ciro Gomes. Combinar com o eleitor é preciso.
‘GENEROSO’: Os gastos (82%) dos candidatos a prefeito da nossa capital bancados pelo dinheiro do Fundão Eleitoral reascendem a discussão sobre seus reais benefícios à democracia. No fundo, esse dinheiro facilita aos caciques partidários a continuidade no poder e garantindo-lhes a visibilidade para futuras negociações. Sem grandes ilusões.
PROBLEMÁTICO: Usa o ‘escudo parlamentar’ e avança o sinal. O deputado federal Loester Truts (PSL) na mídia mais pelas bobagens do que pelo mérito legislativo. Esses excessos podem lhe custar caro. É da ‘nova política’? Lembrando Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.
HARFOUCHE: Terá que se contentar apenas com o poderes do cargo no Ministério Público? O seu sonho de ser candidato a prefeito de Campo Grande está na UTI. Se a impugnação da sua candidatura no TRE for confirmada no TSE e ele não ganhar o direito de participar de eventual 2º turno, seus votos serão declarados nulos.
A DECISÃO do TRE não impede inclusive o candidato impugnado, mas pendente de recurso, de disputar o 2º turno. No caso dele ser o vencedor, vai poder ser diplomado e empossado só após a decisão final do processo. Mas se a candidatura for impugnada no TSE e o candidato tiver sido o mais votado, nova eleição deverá ser convocada.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José