quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Ampla Visão

A+ A-

Ampla Visão

Icone Calendário

26 de novembro de 2019

Continue Lendo...

‘RENOVAÇÃO’ O MDB Estadual repetindo a estratégia do MDB nacional: fala em renovação e escolhe personagens ligados aos velhos caciques. Amei a pérola dita pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), na sua eleição (chapa única) para presidente da sigla: “o partido não precisa de governo para sobreviver”, esquecendo que o MDB foi sócio do PSDB e PT no Planalto. Aqui o partido com a cara de passado com ex-governador Puccinelli representado pelo ex-deputado Jr. Mochi no seu comando e o ex-senador Moka (MDB), ex-deputado federal Carlos Marum (MDB) também na retaguarda. 

FOTOS IGUAIS Olhe quem estava na eleição do diretório nacional do MDB e nos últimos encontros do partido em Campo Grande. As mesmas caras. Lá, estiveram o ex-presidente Sarney ( 89 anos) e os ex-ministros Moreira Franco e Alexandre Padilha e outros derrotados nas urnas e alvos da Operação Lava Jato. A presença deste time constrangeu gente mais nova. O deputado gaucho Edson Brum desabafou: “Não me sinto à vontade. Vão sair fotos daqui que terei vergonha”. Aqui, a diferença apenas nas imagens desgastadas e envelhecidas pelo tempo de suas lideranças maiores.

TÁTICAS & PLANOS Há uma unânimidade no MDB de que seria suicídio enfrentar o prefeito Marcos Trad (PSD) no estilo ‘mano a mano’. Abre-se aí a discussão para tentar convencer lideres de outros partidos a lançarem candidatos a prefeito para provocar o 2º turno. Até o ex-governador Zeca do PT será convidado a integrar o que seria a reedição da famosa ‘Frente Ampla’ que no passado não saiu do papel contra o Governo Militar. O promotor Sergio Harfouche (PSC), Ricardo Ayache (PSB) e lideranças de partidos que estão longe dos holofotes também na lista de futuros contactos.

‘ARTE DA GUERRA’ Na conhecida obra do chinês Sun Tzu há dicas sobre a estratégia de vencer que se enquadram na situação do MDB que prioriza outra batalha (sucessão estadual) e que tem o pleito municipal como fase preparatória apenas. Mas enquanto isso o MDB tenta tirar o ex-governador Puccinelli do centro do debate para livrá-lo de possíveis medidas judiciais que recomendaram seu afastamento de cargos públicos. Mas André sabe que o político não pode tirar os olhos do calendário e do espelho – implacáveis, cruéis para todos os humanos na luta contra o tempo.

OUTRO ALVO Nos bastidores do MDB fica visível que a preocupação maior é tentar conter o crescimento do grupo político da Família Trad, levando-se a visibilidade que seus membros possuem hoje no cenário. Ao que parece, a lição na derrota para Alcides Bernal (PP) em 2012, sem grupo e estrutura partidária/financeira não foi assimilada como é recomendável no contexto da racionalidade. E olhe que depois disso o partido entrou numa rota descendente com escândalos diversos e até prisões mostradas na mídia nacional e nas redes sociais cada vez mais influentes no mundo da política. 

‘O BODE NA SALA’ Como desassociar o ex-Secretário de Obras da Prefeitura de Campo Grande, ex-Secretário de Obras do Governo Estadual e ex-deputado federal Edson Giroto da figura do ex-governador Puccinelli? As duas pessoas e personalidades se fundiram ao longo desta relação de fidelidade recíproca que todos conhecem em várias situações que dispensam citações. Ainda preso, sem mandato político, Giroto sofre silenciosamente e de forma invejável não dispara acusações ou reclamações contra quer que seja. Tem absoluta consciência do preço que está pagando pelo ocorrido.

LAMAÇAL Não vamos nos enganar. Político idiota é justamente aquele que imagina encontrar o eleitor despreparado, desinformado e sem argumentos para defender seu ponto de vista. Aliás – nós jornalistas - estamos sofrendo a concorrência em matéria de opinar nas redes sociais. Eu tenho tido; com o advento do celular os currais eleitorais simplesmente acabaram. O eleitor está tendo a grande chance de aparecer, de se fazer ouvir e de mostrar sua opinião – doa a quem doer. Com sutileza ou não ele descarrega sua revolta contra o cenário e personagens. É a democracia da opinião.

ESPAÇOS Vão aparecendo e motivam batalhas internas nos partidos e grupos aliados. Falo disso porque especula-se sobre eventuais pretendentes a candidatura de vice prefeito de Marquinhos Trad em 2020. Além daqueles que a mídia já tem noticiado, sinto um movimento dentro do PSDB em tentar emplacar o nome do atual Secretário do Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente Jaime Verruck, economista com graduações até no exterior, ex-diretor corporativo do Sistema FIEMS. Ele vem se destacando em várias pautas relacionadas aos projetos econômicos do Estado.

MIRIAM LEITÃO: “...Sim, o PT precisa fazer autocrítica. Na economia, certamente. Não por qualquer exigência de humilhação pública, mas porque é preciso saber se o partido, na eventualidade do retorno, repetirá ou não os mesmos erros. Quando o PT saiu do Planalto a economia estava em ruínas: o PIB encolhia 3,5%, a inflação havia batido em 10%, os juros estavam em 14% (hoje estão em 5%).o desemprego haviam disparado de 6% para 11,4% em um ano e meio, a dívida pública subia em espiral, o país perdera o grau de investimento, as contas públicas estavam no vermelho...”

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

Continue Lendo...

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

Continue Lendo...

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José