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12 de novembro de 2019

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O CAMINHO Já publiquei a opinião do Sergio Longen presidente da Federação das Industrias de MS sobre a conexão entre o desemprego e a falta de qualificação. Pois é - conheci Miguel, repositor de supermercados da capital. Aos 22 anos, ex-funileiro, ex-garçom e ex-ajudante de estande de tiro ao alvo. Solteiro, não aproveita a noite para se qualificar ou estudar. Mas prometeu mudar de vida em 2.020 especializando-se numa área no sistema S (Sesi-Senai), como aliás fez o Paulo ( feliz da vida), torneiro de aviação pelo Senac desde 2003. Curso profissionalizante; é o caminho!

‘WANTED’ a ex-senadora Marina Silva simplesmente derreteu. Não se vê mais aquela imagem falante de outros tempos em pról do meio ambiente. Deveria estar defendendo a nossa costa oceânica contra o derrame de petróleo. Presume-e que deva estar orando, ou como se diz ‘louvando’. Ma deve reaparecer com a voz messiânica para pedir votos. Quem também não disse um ‘a’ sobre o episódio foi o Papa Francisco ( que ignorou Brumadinho) que se aproveitou com as queimadas da Amazônia. Quanto ao Partido Verde (não plantou um pé de alface) amarelou, como as ONGs, ‘ambientalistas’ e artistas da Globo. E o que falar do midiático ‘GreenPeace’ que fugiu da raia!?

EXPLICANDO As vezes o cara estuda, faz mestrado, tem PHD em várias áreas mas na pratica decepciona. Isso é frequente na vida pública. Aí vem o outro lado do enfoque: aparece um cidadão simples, com olhar e senso prático, substituindo títulos, diplomas, tradição e agrada. Ocorre isso em Três Lagoas - onde até figuras ilustres da oposição aplaudem a gestão do prefeito Ângelo Guerreiro(PSD). Neste ‘Finados’, por exemplo, a sua equipe deu show na recepção aos visitantes no cemitério (bem cuidado): cadeiras, água gelada, tendas e todo um aparato para garantirbem estar. É preciso estar junto do povo e ter visão pragmática. Detalhes preciosos e decisivos. Prefeito presente!

SEM PROTAGONISMO A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual deram provas de maturidade, esquecendo suasdivergências funcionais e se uniram para dar resposta convincente à sociedade na retumbante operação para elucidar uma série de assassinatos principalmente em Campo Grande. Ação sem caras, sem heróis, que resgata a imagem das duas instituições e devolve à comunidade a certeza do fim das ‘pizzas’, das investigações abortadas, de inquéritos e processos colocados no fundo das gavetas oficiais. Há muita saia justa neste palco de figuras classudas flagradas em bilhetes, fotos e conversas. Como sempre o plantio é livre, a colheita – inevitável! ”

‘BEABÁ DO MDB’ Para sair das trevas - a exemplo do PT - o MDB tenta atrair candidatos à vereança em Campo Grande, com aulas de marketing político e aceno de ajuda financeira pelo Fundo Partidário. Deve ser ‘interessante’ o teor das palestras proferidas, uma delas por ex-vereadora. Imagino: como falar de ética combatendo a corrupção com os casos cavernosos envolvendo lideranças nacionais do próprio MDB, inclusive o ex-governador Puccinelli aqui no MS. Aliás em suas entrevistas André não fala de suas prisões e da situação do seu ex-Secretário de Obras Edson Giroto, preso há mais de um ano. Aliás, André jamais voltou ao presídio para visitá-lo. ‘Muy amigo’.

A PROPÓSITO vale citar a definição do ministro Luís Roberto Barroso no plenário do STF: “ Corrupção mata, mata na fila do SUS, mata na falta de leitos, mata na falta de medicamentos, nas estradas sem manutenção adequada, destrói vidas que não são educadas por falta de escolas, equipamentos e cuidados. O fato de o corrupto não olhar nos olhos da vítima que ele produz; a crença de que a corrupção não é crime grave e violento, e que os corruptos não são perigosos, que não usam revólveres, geram um quadro sombrio em que recessão, corrupção e criminalidade elevadíssima nos atrasam na história, num país que não consegue progredir.”

DISCURSO Ainda é arma decisiva na política. Ulysses Guimares ( ex-deputado federal do MDB) dizia que eleição se ganha assim: 70% de prestídio e 30% de saliva. Com o avanço tecnológico, a imagem associada a voz e gestos contam na construção de uma candidatura. Claro que o carisma, o timbre de vez e o domínio do tema pesam. Mas nem sempre a intelectualidade decide. Imagine um candidato falando dos elementos químicos da bomba atômica. Cansaria a plateia. Por outro lado, o candidato mais simpático abordando temas mais simples – pode se sair melhor. Lembro: a música ‘Caneta Azul’ caiu no agrado justamente pelo estilo simples do interprete medíocre.

OLHO VIVO! Os políticos são ocupadíssimos, principalmente após eleitos. Aliás seria ótimo vê-los na fila da lotérica no início do mês e assim poder ouvir as reclamações do intrépido brasileiro ali postado para pagar as tarifas da vida urbana. O assunto da hora não era o futebol, mas a tarifa salgada da gloriosa Energisa e a falta de assinatura na Assembleia Legislativa para instalação da CPI encabeçada pelo deputado Capitão Contar (PSL). Como a opinião pública é pragmática, dispensa detalhes técnicos e mira objetivamente na proposta - questionava os motivos encarecedores da conta de energia. E aí - o prestígio dos deputados foi abalado. Na política vale mais a versão que o fato.

XORORÔ Já começou a bronca dos prefeitos, vice prefeitos e vereadores dos 1.254 municípios que poderão ser extintos – segundo o projeto do Palácio do Planalto. No fundo estão chorando antecipadamente pelo que seria o ‘fim da boquinha’, não só para eles ( 11.277 vereadores, 1254 prefeitos e 1254 vice prefeitos), funcionários e apaniguados de políticos das prefeituras e ‘gloriosas’ câmaras municipais. Veja Jatei (MS): criado em 1977; após 42 anos tem pouca renda e população de 4.034 pessoas. Qual a chance dela melhorar? Criada pela força política como Novo Horizonte do Sul, Figueirão, Taguarussu e Rio Negro. E o mundo não vai acabar por isso.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José