quinta, 04 de junho, 2026
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A COMPARAÇÃO entre as responsabilidades pelos dois cargos feita pelo advogado João Alfredo Daniezi pode parecer uma covardia, mas é válida e oportuna. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem direito ao salário anual (que renunciou) de 400 mil dólares. Certo? Multiplicando essa quantia pela cotação do dólar a R$4,00 (cada) chega-se a R$ 1.600.000.000,00 – que divididos por 12 meses resultará em R$133.333,00 (salário mensal). Dividindo esse montante pelo total mensal de horas trabalhadas - 220 - de um trabalhador comum brasileiro chega-se ao valor de R$606,00 a hora trabalhada.
ENQUANTO isso, um vereador de Ribas do Rio Pardo (MS) sem a responsabilidade de ‘xerife do mundo’ e tantos outros encargos recebe por mês R$5,700,00 por mês para atuar em 4 sessões semanais com duração máxima de duas horas cada – perfazendo assim o ganho de R$712,50 por cada hora trabalhada. Vale destacar que o vereador tem direito a férias de dezembro a janeiro. Essa quantia é superior ao salário de R$606,00 de Donald Trump – que trabalha praticamente todos os dias do mês pela dimensão oceânica do cargo. E a gente lembra: há centenas de municípios do porte de Ribas, gastando muito com seus vereadores e com os benefícios às vezes incompatíveis.
ACUADA Esse é o melhor termo que encontrei para definir a atual postura do pessoal da esquerda em face aos últimos acontecimentos políticos. Aquela classe média, contra o PT, que sempre pagou a conta – gerando empregos e pagando impostos – tida como covarde, tímida ou cagona – é coisa do passado. Essa classe média que se intitula ‘do centro’ mudou de postura. Depois que saiu as ruas em 2013 foi ganhando musculatura e coragem para assumir o seu papel que lhe cabia. Aliás, as postagens nas redes sociais contestando o PT e os personagens da esquerda, é a melhor amostra destes brasileiros que definitivamente decidiram lutar pelo país que construíram e sustentam.
A ESQUERDA no Brasil – como em todo o mundo – esconde seu passado assassino que matou milhares na Rússia, China, Cambodge – mas incoerentemente prega e fala em democracia. Como dizia um amigo: “Stalin e Mao Tse Tung morreriam de rir se ouvissem seus discípulos de hoje falando em liberdade e regime democrático”. Aqui no Brasil os intelectuais e ícones do mundo artístico – que vivem noutra galáxia sem os problemas dos mortais comuns – preferiram o discurso fácil do comunismo. Mas essas figuras – felizmente – envelheceram e não são mais reconhecidos e seguidos pelo pessoal jovem e livre destas amarras ideológicas superadas no tempo e no espaço.
FRANCAMENTE... Desde os tempos de faculdade observo as falas de personagens como Chico Buarque, Maria Betânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso. Burgueses, mas por falta de quem ousasse contraditá-los, surfaram nas ondas da esquerda apoiados pela mídia. Mas na chegada ao poder, o PT e amigos da esquerda demonstraram que as pregações eram simples falácias. Os casos de corrupção detonaram o falso moralismo e seus líderes foram acabar na cadeia. Finalmente a máscara da ‘honestidade’ da esquerda foi jogada na lata do lixo. Com o advento das redes sociais é possível maior divulgação de ideias e e fatos até então camuflados pela mídia comprometida com a esquerda.
ENFIM... o país está claramente dividido – entre aqueles que querem colocar o país no novo rumo e aqueles que querem o retorno ao passado com o discurso da igualdade e da’ democracia’. O que não poderia acontecer é a esquerda – iniciada no Governo de Fernando Henrique Cardoso e com pretensões de se perpetuar através de outras siglas e personagens. Felizmente há uma nova geração de brasileiros vendo outras nações em fase de prosperidade na qual se baseiam. Esses jovens cidadãos tem outra visão, mais pragmática deste mundo cada vez mais competitivo. Eles não estão vendo a Venezuela e Argentina e Cuba como bons exemplos.
O MUNDO MUDOU! O brasileiro também; deletou a Globo, Folha, Veja e Uol -; O Google faliu a Listel, Páginas Amarelas e as Enciclopédias: o Netflix faliu as locadoras; A Trivago complicou os hotéis; o Whatsapp sufoca as telefônicas; o Booking complicou as agências de turismo; as mídias sociais infernizam as comunicações; o Uber compete com os taxistas; OLX acabou com os classificados de jornais; o Smartphone acabou com revelações e câmeras amadoras;o ZipCar compete com as locadoras de veículos; o Email arrasou os Correios; o Waze acabou com o GPS; o Youtube compete com a TV. - o Facebook complicou os portais de conteúdo; o banco online veio para ficar.
‘1- POLE POSITION’ Observadores permanentes no saguão da Assembleia Legislativa prevendo que as eleições na capital em 2020 – dependendo de alianças e poder de fogo dos adversários, poderá ser mais fácil do que se imaginava antes. Os números da pesquisa recente IPEMS detectaram melhora crescente na aceitação da gestão de Marcos Trad (PSD). A aprovação chegou a marca dos 86,12% - formada pelos grupos de ‘ótima’ com 5,88% - ‘boa’ com 46,88% e ‘regular’ com 33,36%. Na amostra 11,12% dos eleitores consultados consideraram a gestão ruim e péssima.
‘2-POLE POSITION’ A boa posição do prefeito Marcos Trad é confirmada por outra pesquisa – do ‘Paraná Pesquisas’ ouvindo 810 eleitores em duas situações. A primeira: Marquinhos 35,8% - Puccinelli 11,2% - Rose 10,4% - Contar 6,7% - Zeca do PT 6,2% - Harfouche 5,8% - Coronel David 4,3% - Ayache 2,5% - Beto Pereira 2,9% - Bluma 1,4% - Miglioli 1%. Nenhum 8,5% e não sabe 5,4%. A segunda: Marquinhos 44,6% - Rose 13,8% - Contar 10,4% - Zeca do PT 7,8% - Beto Pereira 3,% - Bluma 2,5% - Miglioli 1,9%. Nenhum 10,7% e não sabe 5,4%. Os números confirmam o desgaste do prestígio do ex-governador Puccinelli com apoio de apenas 11,2% dos entrevistados.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José