quinta, 04 de junho, 2026
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‘OS INTOCÁVEIS’ “Se somos nós que criamos leis, porque não criá-las em nosso benefício”? É o lema adotado no Senado. Entra Governo sai Governo e nada muda! Custou R$101 mil ao Senado as 4 semanas que o suplente de senador Siqueira Campos (DEM-TO) ficou no cargo e foi homenageado por ter criado o Estado de Tocantins. Deputado em 5 legislaturas também leva R$19,8 mil da Previdência vitalícia do Senado, que atende 191 ex-senadores e cônjuges com direito a reembolso em hospitais como Albert Einsten e Sírio Libanês.O Senado poderia ter dado exemplo na reforma da previdência e cortado na própria carne. Seria sonhar alto demais. (acorda Manoel!!!)
‘EXEMPLAR’ A ‘garra’ pelo poder e a sede com que os iniciantes nos legislativos municipais ‘vão ao pote’ são reflexos negativos do que se passa no Congresso. Menos vontade de servir e mais de usufruir. Eles também sonham em chegar lá! “Por que não”? – diria qualquer um deles - ressaltando os seus ‘talentos’ pessoais. A título de ilustração: os R$19,8 mil que Siqueira Campos e tantos outros ex-deputados federais recebem da Previdência deles é quase 3 vezes e meia o teto do INSS. Pena que o eleitor no final da fila social não tenha acesso aos dados ‘pornográficos’ da gestão pública.
‘PORNOGRAFIA’ Vez ou outra notícias escapam ao controle corporativista, como ocorreu há pouco sobre os ganhos mensais daquele Procurador de Justiça de Minas Gerais. Coitadinho dele! Mas esse caso é apenas uma pontinha do iceberg gigante e horroroso que existe em todos os níveis dos 3 poderes do país. Aliás, foi graças a uma delação premiada que ficamos sabendo que o ex-vice governador Pezão (RJ) recebia (pasmem!) 13º salário, mesada e bônus das empreiteiras corruptoras. Enfim, há um submundo – juridicamente perfeito – mas moralmente podre nos poderes. A lama ( inclusive a ‘asfáltica’) tomou conta literalmente da gestão pública.
‘ANGELUS’ Há no ar um movimento para beneficiar o ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB) aproveitando-se a campanha contra a Lava Jato. Seu mensageiro e amigo Carlos Marum (MDB) com assento no Conselho Administrativo da Itaipu Binacional já vem abordando o assunto. Há de se reconhecer a postura fiel de Marum ao ex-presidente Michel Temer (MDB) e ao ex-deputado Eduardo Cunha preso. Faz parte da política. Mas as notícias decorrentes das gravações do pessoal da Lava Jato, não influenciam no mérito das acusações comprovadas contra Cunha. A opinião pública não avaliza a pretensão de canonizá-lo ou minimamente de vitimá-lo. Menos please!
DESCONFIADOS Papo agradável com um vereador de Bodoquena na Assembleia Legislativa. O cenário igual das centenas das cidades interioranas: sem infraestrutura e pouco a oferecer. Muita gente saindo em busca de oportunidades. A internet mudou hábitos e a cabeça das pessoas. Difícil encontrar alguém sem um celular. Na política admitiu: a juventude em desacordo com o pensamento das lideranças tradicionais da cidade. O salário líquido de um vereador é de R$3.500,00, muito superior ao ganho dos trabalhadores das industriais locais de calcário e da fábrica de cimento. As comparações alimentam o debate nas redes sociais. Surpresas eleitorais continuarão acontecendo.
AMÉM JESU$ A cada dia a gente se convence de que é preciso vigiar melhor as entidades filantrópicas no Brasil. Aliás, o tema é objeto de debates na PEC Paralela da Reforma da Previdência no Senado, onde está prevista a extinção dos benefícios da isenção tributária. Segundo números da Receita Federal temos hoje 48.379 igrejas com CNPJ devidamente cadastrados naquele órgão. Outras 32.654 ‘igrejas’ tiveram atividades suspensas ou foram consideradas inaptas por motivos diversos. Dessa forma elas gozam de isenção de impostos e tributos. Quanto ao final é previsível; pois a bancada evangélica é forte no Planalto. O jogo é bruto! O país não é sério!
A OBSESSÃO: “...Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos... hoje só queremos saber do “melhor”...A casa que é pequena, mas nos acolhe...A TV que está velha, mas nunca deu defeito...O ideal é ter o top de linha... nos faz sentir importantes...E o que era melhor, de repente, nos parece superado ...Novas marcas surgem...Quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente...Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar...Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?” ( do texto “A obsessão pelo melhor; de Leila Ferreira)
A POLÍTICA é interessante, cruel, irônica e às vezes de fácil entendimento. Nesta semana na Assembleia Legislativa fui questionado sobre as chances da ministra Tereza Cristina numa eventual candidatura ao Governo do Estado. Respondi: Ela é excelente no cargo, suas ações limitadas e não rendem politicamente. Embora de família política, não capitalizou prestígio para alçar esse voo. Seu grupo político ainda incipiente e até dividido. O partido tem a imagem de elitista – presa ao estigma que perseguiu o extinto Partido da Frente Liberal (PFL). Ela é sabida e experiente para reconhecer o cenário, tendências e o peso da concorrência. Vai bem – deve ficar onde está com carta branca.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José