quinta, 04 de junho, 2026
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SEM MEDO! Para o deputado federal Loester Trutis ( PSL ) é preciso acabar com o monopólio da fabricação de armas no Brasil com preço caro e qualidade baixa. Enquanto uma arma americana consegue detonar 4.000 tiros sem falhas, ao custo de R$2.200,00; a nossa similar detona só 800 tiros custando R$4.700,00. Uma covardia: nossos policiais com suas armas enfrentando bandidos com armamento importado de última geração. Aos prefeitos e vereadores o seu recado: “há dinheiro nos ministérios, mas só é liberado com projetos. Apenas pedir não basta. Façam projetos” – arrematou.
DECORO A quebra dele em cargos públicos é motivo de discussões Decoro é definida com a simplicidade de uma expressão com significado impar – dignidade no exercício do cargo. A propósito: Fernando Collor (PRN) e Dilma Roussef (PT) não perderam a Presidência da República por falta de decoro, mas sim pelo crime de atos ilegais e de responsabilidade. Outros Chefes da Nação atravessaram o sinal nas suas funções, mas o comportamento público deles respeitava as regras sociais do decoro compatíveis ao cargo. Já o presidente Bolsonaro (PSL) exagera, mas não perderia o cargo pelo peso da bancada que o apoia politicamente. Mas é bom não abusar.
CAPITÃO CONTAR O deputado do PSL confessa-me que o viés ideológico e a postura moral são levados em conta na hora de convidar ou aceitar uma filiação em sua agremiação partidária. Contar lembra que jamais a sigla deva ser de aluguel como tem sido habitual com outros partidos por aí. Nestes dias de recesso parlamentar ele visitou Dourados, Três Lagoas, Naviraí e várias cidades do Cone Sul, mantendo contatos para formatar diretórios realmente comprometidos com o projeto do PSL. Sobre eventual candidatura sua a prefeito da capital arrematou: “Estou focando no mandato para o quall fui eleito. É cedo demais para especular. Isso só atrapalha e divide o grupo”.
‘INTERROGAÇÃO’ A corrupção é avassaladora, penetra nas veias da moral e da honra das pessoas como um veneno doce, prazeroso. Esse o introito de uma pergunta bem simples: como os caminhões lotados de cigarros e ‘bagulhos’ - conseguem sair do Paraguai e ir até à Paraíba, atravessando esse Brasil sem serem autuados na fiscalização da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Rodoviária de vários Estados? Ora! Para descobrir como o esquema funciona basta percorrer o itinerário da carga e aferir quais os policiais estavam de plantão nas respectivas datas e horários. Uma varredura nos celulares dos motoristas levaria facilmente aos cabeças das quadrilhas. É a dica.
TABATA AMARAL: “... A combinação de presidencialismo e federalismo, como ocorre no país, faorece as chamadas indisciplinas partidárias. Busca-se reforçar o poder da liderança partidária punindo dissidentes pela máxima de que os partidos não podem passar sinais de fraqueza. Será preciso uma reforma muito profunda do nosso sistema político para produzir os incentivos necessários para “disciplinar” as siglas. Enquanto existir o presidencialismo, o multipartidarismo e a federação, as lideranças partidárias precisarão ouvir e negociar com suas bases, dissidentes ou não...” . ( A autora é deputada federal pelo PDT-SP)
OPINIÃO do deputado Fabio Trad (PSL): “...O Brasil vive um momento político simplificador e reducionista. Sugiro que tenhamos mais temperança porque a vida não tem a exatidão previsível da matemática. Na política, o dualismo nos levará à exclusão de alternativas pela falência do pensamento. Racionalizemos-nos!... (...) Volto a repetir: o debate político do Brasil está doente pela polarização que inibe a reflexão e esteriliza o terreno argumentativo...”
PARA REFLETIR “Levar os outros a sentir inveja é coisa que as crianças começam a praticar em tenra idade. O celular top de linha, a viagem a Disney, o carro novo do pai. Crianças pobres são humanas como as crianças ricas. Põem-se a praticar o mesmo pecado que as crianças ricas quando exibem suas riquezas. Só que elas não tem celular, a maior viagem que fizeram foi de um bairro a outro, e o carro novo do pai é o mesmo carrinho de catar papel que tinha quebrado e o pai consertou. Mas a pobre criança não podia se dar por vencida. Ela tinha uma coisa que o menino rico jamais teria.Meu pai consegue ficar três dias sem comer e o teu não consegue.” (Nelson Padrella)
PONTO FINAL Como sempre nas cidades do interior as eleições já começam a a fomentar hipóteses e especular nomes de um e de outro. Conversei sobre essa ‘febre’ com o deputado Gerson Claro (PP) que – garantiu sua eleição nas bases interioranas. O parlamentar reconhece; seu nome é ventilado como uma das lideranças fortes de Sidrolândia para concorrer ao Executivo Municipal, mas decidiu colocando um ponto final nestas conversas. Diz que precisa retribuir os votos obtidos também em outras cidades e que tem compromisso político de permanecer os 4 anos na Assembleia Legislativa. Gerson ressalta: “sou novo, nada de queimar etapas”...
‘DO LEITOR: “ Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós? A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda noturna da cidade, nem o temor do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, neste este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu pertubar te? Não te dás conta que os teus planos foram descobertos? Não vês que a tua conspiração a tem já dominada todos estes que a conhecem? Quem, dentre nós, pensa tu que ignoras o que fizestes na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontra-se, que decisão tomaste? Oh tempos, oh costumes”.Catilinárias, Marcus Tullius Cícero – 63 – a C).
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José