quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Ampla Visão

A+ A-

Ampla Visão

Icone Calendário

23 de julho de 2019

Continue Lendo...

VALTER DE CASTRO Perdi um leitor. Fui à festa de suas ‘bodas de ouro’. Era difícil não gostar dele. Simples, bonachão, esticava o papo. Uma trajetória de político versátil; vereança na capital (1963/1967); dep. estadual (1967/1971), dep. federal (1975/1979) ( 1979/1983) e Secretário Estadual da Saúde nas gestões de Harry Amorim e Marcelo Miranda. A inquietude notória: passou pelo PMDB, PTB, PDT e PDS; presente nas eleições como vencedor e perdedor. Sua morte no último dia 9, aos 91 anos, deixa um vazio nas boas referências da política. Bem que alguns políticos atuais poderiam ter aprendido um pouco com ele na arte de se relacionar com os eleitores e a imprensa.

ENROSCADO Não se trata de machismo como ocorreu com a atriz Patrícia Pilar. Agora o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem pela frente a deputada federal Tabata Amaral (PDT) (26 anos) – cientista política pela Harvard (USA) que obteve 264.450 em São Paulo. Ameaçada de expulsão por votar pela reforma da previdência, ela questiona as incoerências e diretrizes dos partidos políticos que atendem mais a certos nichos do que aos interesses da sociedade. Mas o PDT teria moral para expulsá-la? Se fizesse perderia eleitores, fundo partidário e diminuiria a bancada. E segundo o TSE, parlamentar expulso não perde o mandato. E Tabata é hoje uma ‘noiva cobiçada’.

PERGUNTA-SE: Será que essas cartilhas partidárias escritas por gente nem sempre sintonizada com as novas tendências da sociedade seriam adequadas? Há quem entenda que essas ‘diretrizes’ mais parecem bulas de remédios. Depois da internet e das redes sociais há uma camada social que não suporta mais o ranço do caciquismo na política. Vejam o caso dessa jovem ( Tabata) preparada que estreou nas urnas sendo a sexta candidata mais votada do Estado de São Paulo. Tabata não recuou apesar do velho discurso ‘trabalhista’ de Ciro Gomes e ela está abrindo uma janela para se debater o verdadeiro atual papel dos partidos políticos. Novos capítulos virão.

ARREMATE Quanto maior for o radicalismo do PDT, PSB e outras siglas da esquerda, maiores serão as possibilidades de ficarem menores. Assim acabarão empurrando políticos de expressão para partidos liberais (centro). Lembro: em 2003 o PT expulsou os deputados Tarso Genro, Heloisa Helena entre outros, porque eles votaram contra a reforma da previdência enviada pelo então presidente Lula (PT). E tem outro componente: os partidos de esquerda – com os velhos caciques e ideologias – não estão conseguindo mais atrair gente nova que não seja ligada a sindicatos e movimentos sociais. Perderam o encanto após o desmascaramento de suas praticas corruptas.

FIDELIDADE Impossível formatar um grupo político sem o fator fidelidade de seus integrantes. Quando converso com Carlos Alberto de Assis percebo sua cumplicidade com o projeto do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Numa entrevista recente a FM Cidade, Carlos Alberto foi taxativo: “sigo o chefe – se ele se atirar do décimo andar também pulo”. Ironias à parte, ele vem usando de sua notória inserção em vários segmentos sociais para consolidar a junção do partido à candidatura à reeleição do prefeito Marco Trad (PSD). Assis é uma espécie de coringa que vem dando conta do recado por onde passou na gestão pública. É bom guardar esse nome.

REFORMA ou remendo? É bom ficar de olho. A reforma tributária tem 3 opções. A primeira é do Governo que funde 5 tributos (Cofins, IPI, CSLL e IOF num só; o IVA, além da criação de um novo CPMF. Outra substitui 3 tributos federal o PIS, a Cofins, IOF – o estadual ICMS e o municipal ISS em um único imposto que é o IBS ( Imposto Sobre Bens e Serviços) cuja receita seria compartilhada entre União, Estados e Municípios. Outra proposta, que é do Senado: criaria o IBS e o Imposto Seletivo – mas extinguindo 7 tributos federais citados nas propostas iniciais, mais o PIS/Pasep, IOF, a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, o Salário Educação e a Cide Combustíveis.

DESAFIO Os homens são movidos a desafios. Alguns mais, outros menos. No caso do ex-juiz federal Odilon de Oliveira ele manifesta desejo de perseguir o sonho político com a candidatura a prefeito em Dourados ou Três Lagoas. Após deixar o PDT analisa o cenário para definir o novo partido. Mas o cargo de ex-magistrado cobra-lhe cautela; será vigiado pelos adversários e olhos da opinião pública. Toda sua postura como julgador ha de ser compatível com suas escolhas/parcerias, sob pena de ser visto como incoerente. Essa ‘sombra’ irá acompanhá-lo; não há como desassociá-lo da antiga função. É oportuno lembrar o que anda acontecendo com o ex-juiz Sergio Moro.

ODILON de Oliveira obteve 56,44 dos votos em Três Lagoas para o Governo; o PSDB chegou a 29,64%; o PT 10,79%, o MDB só 6,13%. Essa votação garantiria a solidez da candidatura do ex-Juiz? Qual seria a reação do eleitor com um concorrente de fora, sem vínculos, militância e convivência social? Eleição municipal é guerra; o discurso diferente; vai até as entranhas dos personagens. Qual time político acolheria o ex-Juiz. Pelo desgaste do grupo emedebista, pela baixa votação do deputado Eduardo Rocha (MDB) em 2018 naquela cidade, Odilon faria opção pelo seu partido. Acredita nisso? Não seria só cascata, marketing para ficar na mídia de olho na prefeitura da capital?

NA HIPÓTESE de Odilon se acertar com o MDB como candidato a prefeito da capital teríamos situações interessantes. Ele teria que esquecer o discurso que fez no 1º turno das eleições Governo, já que no 2º turno ganhou apoio do MDB do ex-governador André Puccinelli. Outra surpresa seria o procurador Sergio Harfouche (PSC) como candidato a vice prefeito. Longe de antever um estranho cenário messiânico, onde a religiosidade ofuscaria as propostas sobre a gestão pública, lembro que Herfouche é da Igreja Batista e ficou famoso pelas concentrações no Estádio Douradão. Bem, como o presidente Jair Bolsonaro (PSL) anda priorizando a religião, tudo é possível.

ALELUIA... Para a economia não há distância proibitiva. Os ex-comunistas e agora capitalistas russos ficaram sócios dos bolivianos que serão fornecedores de gás por 20 anos à gigante russa Acron na fábrica – UFN3) de Três Lagoas com obras paradas desde dezembro de 2014. E há um aspecto a se destacar: os bolivianos serão sócios em 12% na participação da fabrica de fertilizantes. Mas a nossa arrecadação com o ICMS da importação do gás boliviano – desde 2018 – caiu em R$ 43 milhões mensais, cerca de 12% da arrecadação estadual. Em junho último ela foi de R$ 78,5 milhões contra R$121,5 de junho de 2018. Vamos ter que aprender a lidar com essa questão.

JUNIOR MOCHI Ao longo do café amigo falamos da vida, economia e política. Nem parece que perdeu uma eleição majoritária. Sem traços de arrependimento ou de culpa. Tem consciência incrível do jogo político onde se ganha ou se perde. Também nega-se a abandonar suas origens e não irá transferir seu domicilio eleitoral para Campo Grande. Ao lado do filho voltou à advocacia ( pública) sem perder de vista o cenário político onde é personagem. Aos 56 anos - acha essa fase pessoal proveitosa para estudar, observar, repensar, alargar conhecimentos e relações. Também comunga com a opinião de que as relações entre a classe política e a sociedade mudaram e mudarão ainda mais.

ANÁLISE:“...Dallagnol e Moro jogaram eles mesmos a pá-de-cal em nossa admiração. É o espírito da boquinha, como denunciou do PT um entendido e praticante do costume, o ex-governador Garotinho. Lula fez isso com o sítio, o triplex, as oportunidades para os filhos, entregue gozosamente às externalidades do poder. O feio aqui foi imitar o que se reprova no inimigo. Os heróis da Lava Jato encarnaram a moralidade classe média, que reprova mordomias, nepotismos, oportunismos, que se obtém de posições de poder ou da proximidade com o poder. Mas acabaram por fazer o mesmo, não na intensidade, na frequência e na nocividade criticada.” ( Rogério Distéfano/Blog O Insulto Diário)

GENTE SÉRIA Conheci vários profissionais na área do meio ambiente na audiência sobre a situação dos rios de Bonito/Jardim/Serra da Bodoquena na Assembleia Legislativa. Personagens quase que anônimos, mas que realizam trabalho extraordinário e que precisam ter o devido reconhecimento. Foi excelente esse evento comandado pelo deputado Lucas de Lima (SD), presidente da Comissão do Meio Ambiente, que reuniu autoridades, especialistas e proprietários rurais também da região pantaneira. Lembrou o parlamentar que a melhora dos aeroportos da capital e Bonito será um estímulo para o aumento de visitantes, arrematando: “mas antes temos que cuidar do meio ambiente!


INTERROGAÇÃO Como o STF decidirá sobre o entendimento do ministro Dias Tófoli paralisando uma série de investigações que tratam de crimes financeiros como o de lavagem de dinheiro? Juristas e políticos vem se manifestando sem uma conclusão unânime, mas o certo é que – de algum modo – a decisão acabou agradando toda esquerda e parte dos ‘bolsonaristas’ porque acaba livrando a pele do senador Flávio Bolsonaro (PSL). Outra tese jurídica estenderia o benefício a outros políticos que respondem a processos decorrentes de investigações com provas fornecidas pelo COAF e Receita Federal. Mas é preciso perguntar ao cidadão brasileiro: o que acha disso tudo?

HISTÓRIA da terra. Nem todos sabem ou se lembram que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul foi criada nos idos de 1962 ( Governo Pedrossian) com a fundação da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Campo Grande e está presente hoje em 9 cidades. Numa feliz coincidência a universidade irá sediar a 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência ( SBPC) entre 21 e 27 deste mês com o tema “Ciencia e Inovação nas Fronteiras da Bioconomia, da Diversidade e do Desenvolvimento Social’.

VEM VINDO AÍ? Referências ao sistema de ‘Presidencialismo de Coalizão’ ocorre com frequência. Indaga-se; seria uma espécie de parlamentarismo disfarçado? Ninguém até agora soube ou quis definir esse eventual novo regime para. Para 2022, entre a esquerda e o bolsonarismo – abriu-se um espaço a ser ocupado por gente descontente com as duas opções. E nesse vácuo germina a semente do pretenso sistema de governo. Mas como o Brasil é incrível – tudo pode acontecer – é melhor ouvir e ler mais sobre o assunto para opinar melhor. Até aqui - há o sentimento de que estariam ‘preparando a cama’ do atual presidente que já se alvoroça como postulante a reeleição.

‘BRINCADEIRA’ Não me lembro quando ainda existia a União Soviética se era permitida uma entidade aos moldes da União Nacional dos Estudantes (UNE). Quem se atrevia a atravessar o sinal era despachado para a Sibéria, coisa e tal. Aliás as barbáries do regime comunista superaram Hitler na 2ª. Guerra. Mas o que eu quero registrar aqui é a insensatez deste pessoal que usa a UNE exclusivamente para fins políticos em prol da esquerda. Defendem – por exemplo - o regime de Maduro na Venezuela e atacam nosso Governo eleito democraticamente. Aliás, os dirigentes da UNE não tem o que reclamar das gestões petistas em matéria de ajuda financeira. E pelo visto a fonte secou.

‘É DO PERU...’ Também seria tudo mentira sobre a corrupção da Odebrecht que pagou 29 milhões de dólares aos governantes peruanos entre 2005 e 2014? Aliás, Alan Garcia (ex-presidente) não aguentou e cometeu suicídio, com outros 4 ex- presidentes sendo investigados pelo Ministério Público. Sempre é bom lembrar que a empreiteira brasileira foi apresentada pelo ex-presidente Lula (PT) ao seu colega comunista Ollanta Humala, que acabou confessando toda esse rede de corrupção com a patente do Partido dos Trabalhadores. Além do crescimento econômico – o Peru supera ao Brasil em termos de penalizar ex-presidentes. Aqui só dois deles foram parar atrás das grades.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

Continue Lendo...

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

Continue Lendo...

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José