quinta, 04 de junho, 2026
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CASOS IGUAIS O senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL) e o vereador da capital Eduardo Romero ( ) vivem o drama de ‘fugitivos da imprensa’. O primeiro é suspeito de atos ilícitos amplamente divulgados na mídia. O segundo é suspeito de ter cometido estupro contra um menor de idade ainda no ano de 2017 com o processo correndo em segredo de justiça.
MEU GAROTO! Flavio Bolsonaro tenta um contorcionismo sem sucesso, colocando inclusive em risco o discurso de seu pai - de combater a corrupção sem tréguas e exceções.O vexame havido agora nesta recente viagem presidencial mostra o potencial da crise instalada que tende a crescer ainda mais nos próximos dias. Banquete para a oposição.
QUANTO ao vereador campo-grandense parece não ter aferido corretamente a gravidade da suspeita que pode se transformar em denúncia pelo Ministério Público. O caso merece bem mais do que uma simples nota de defensa onde tentou politizar o fato estupidamente desproporcional aos riscos de ser condenado e ainda com reflexos em sua carreira política e mandato.
ENFIM... Tanto o senador eleito como o vereador suspeito poderão – usando de meios e artimanhas previsíveis – driblar os repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Mas pode-se afirmar com plena certeza de que ambos – na solidão frente ao espelho implacável – não conseguirão fugir da própria imagem de preocupação ou culpa refletida. Sem atropelos ou julgamentos precipitados a opinião pública aguarda os próximos capítulos dos dois episódios.
PARA PENSAR Mesmo antes do novo Congresso se reunir o Palácio do Planalto não demonstra a articulação política necessária para enfrentar situações previsíveis. Vejam que o próprio PSL fala línguas diferentes nas bases para o desafio de aprovar as reformas prometidas em palanque. Ainda não há oposição definida ou estruturada, mas ela pode ganhar corpo e fôlego se as lideranças do Planalto se mostrarem frágeis ou dúbias. Vamos aguardar, pois faltam poucos dias.
ASSOMASSUL Na sede da entidade que congrega os prefeitos de nosso Estado conversamos com vários deles sob política e administração, além das mudanças que tem havido no conceito de gestão pública junto a população. Todos eles entendem que a mídia tem exercido um papel influente para informar melhor a opinião pública sobre os parâmetros do binômio ‘política-gestão’.
PEDRO GARAVINA (PSDB) prefeito de Bataguassu e presidente reeleito da entidade inseriu o seu próprio exemplo para mostrar mudanças ou reações dos seus munícipes. Sem os vícios da velha política optou pelos benefícios à sociedade e deixando a questão política em segundo plano, não se importando inclusive com eventuais desgastes pessoais que ele admite ter havido.
‘O DELEGADO’ Conta o prefeito – que antes era delegado de polícia da cidade, que o eleitorado sentia por ele – ao mesmo tempo – grande respeito e temor – pela sua postura no exercício do cargo policial. Eleito, teve a coragem de impor um novo estilo de gestão com transparência total para convencimento geral de que as promessas de palanque estavam sendo materializadas. Garavina admite que políticos e eleitores ligados a velha política interiorana tentaram se aproveitar com críticas, mas sem sucesso.
TAMBÉM servem como exemplos bem atuais de nova visão administrativa os casos dos prefeitos do nosso interior que reavaliaram a conveniência de se gastar nos festejos de carnaval e priorizando gastos em outras áreas sensíveis como saúde. Sobre esses casos todos os prefeitos com quem conversei na Assomassul deram total apoio aos seus colegas. A maioria deles resumiu: ‘responsabilidade e maturidade administrativa’.
‘OUTROS OLHOS’ Um dos prefeitos ( pediu para não se identificar) lembrou que além dos olhos da imprensa, existem os olhos da população cada vez mais vigilante e do Ministério Público ( Federal e Estadual). Deu para concluir nesta rodada de opiniões de quem vive os problemas de gerenciamento, de que caminhamos para uma melhora de nível de gestão pública municipal. Bom assim!
PERGUNTA-SE: Com a tendência da lei trabalhista ser mais enxuta com negociações entre patrão e empregado, qual a justificativa de se manter a onerosa máquina da justiça trabalhista? Ela conta com 1,5 mil varas, 24 tribunais regionais e tribunal superior com 27 ministros, tendo consumido em 2017 R$ 18,2 bilhões dos cofres públicos, dos quais 94% gastos com recursos humanos. Haja grana!
DE VOLTA O nosso comentário “De Leve” - voltando a ser exibido no programa Balanço Geral da Televisão Record MS – comandado por Guto Dobes - que vai ao ar de segunda a sexta feira à partir das 11 horas. É a abordagem de temas políticos, econômicos e sociais com seriedade e a sutileza habitual.
REPETECO? Em 2001 o senador Ramez Tebet (MDB) viabilizou sua candidatura dentro do partido e por uma série de circunstâncias favoráveis acabou eleito presidente do Senado. Agora a senadora Simone Tebet (MDB) pode estar caminhando para o êxito na mesma empreitada. Pode sim ser a vencedora, mas o fator Renam Calheiros ( curiosamente poupado pela Globo) não pode ser menosprezado.
RENAM CALHEIROS Macaco velho do MDB que já foi presidente do Senado por 3 vezes anda meio desgastado por ter o nome citado em várias fases da Operação Lava Jato. Mas nem por isso deixou caprichar no próprio visual e cortejar companheiros e adversários com seu estilo nordestino. Hoje sua arma pode ser decisiva a seu favor: as críticas ao ministro Sergio Moro - visto como inimigo da classe política. Um discurso simpático aos políticos.
SALVAÇÃO? Nos bastidores políticos comenta-se que a eleição da senadora Simone para a presidência do Senado seria praticamente a salvação ou garantia de sua reeleição – até aqui ameaçada por vários fatores. Seu mandato não tem sido expressivo e poderá ter que enfrentar concorrentes de peso – entre eles o atual governador Reinaldo (PSDB). Portanto...
CICLISMO Quem viu o então prefeito Alcides Bernal (PP) praticando esse esporte na Av. Afonso Pena ou no Parque dos Poderes. Mas a conta continua chegando pela sua administração conturbada. A suplementação de recurso no valor de R$175 milhões sem autorização da Câmara ( pedaladas) é objeto de denúncia do Ministério Público Estadual e já aceita pela Justiça. Perderá o restante dos cabelos?
REGISTRO: O elogio deve ter a mesma proporção da crítica. Daí o reconhecimento público à Polícia Civil de MS que em 40 municípios mais de 60% dos homicídios foram elucidados em 2018. Em 32 municípios todos eles foram esclarecido. Já na capital foi de 65%, Três Lagoas 94,1%, Dourados 71,7% e Corumbá 62,1%. Anote-se: em 2018 foram nomeados 72 novos Delegados e o Governo investiu R$ 120 milhões em viaturas e equipamentos diversos.
TUDO EM PAZ O grupo de 10 deputados estaduais jogou certo e no acerto final acabou mesmo levando a 2ª. Secretaria, além da 2ª. e 3ª. Vice Presidência. Com isso desistiu de tentar a 1ª. Secretaria que ficará com o deputado Zé Teixeira (PSDB). Quem saiu sorrindo foi o deputado Paulo Correa (PSDB) que terá um ambiente favorável para comandar a Assembleia Legislativa. Segue a galopeira.
LIXO & LUXO Prefeitura, Câmara da capital e Ministério Público Estadual no centro da questão envolvendo os grandes geradores de lixo. São quase 400 deles além da cota diária permitida. A lei federal é de 2012, mas depois de regulamentada sua aplicação é imperiosa. Vai custar dinheiro ao pessoal dos supermercados, shoppings, hospitais e outros. E logo agora em tempos de vacas magras!
VERGONHA A recente operação pente fina mostrou a cara dura de dezenas de funcionário públicos municipais da capital recebendo dinheiro do ‘Bolsa Família’, além de mais de 100 de pessoas beneficiárias embora sendo proprietárias de veículos avaliados em mais de R$20 mil cada. Mas a sequência desta ação da CGU deve comprovar outras barbaridades no programa que o PT transformou em mero instrumento eleitoral. Imagine só pelo Brasil afora!
NA INTERNET: “Comparando os governos Temer e Bolsonaro vem a conclusão: o Michelzinho dava muito menos trabalho.”
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José