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23 de janeiro de 2019

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Lamentável! - Observando o exercício da política ao longo dos anos chega-se a triste conclusão de que para a maioria dos políticos o bem comum é apenas o de cada um – e ponto final! ( Justo Veríssimo?) A ação de grandeza é rara no ‘habito cidadã’. Impressiona a falta de senso de grandeza no exercício de cargo público em prol de uma causa maior.

Os escândalos que tem pipocado no país ultimamente é reflexo direto desta falta de grandeza inclusive. Os casos escabrosos envolvendo políticos e agentes públicos da ‘Lama Asfáltica’, ‘Lava Jato’ e tantas operações deflagradas revelam a estatura moral anã dos personagens envolvidos; os tais espertos competentes no ato de levar vantagem financeira (roubar). E pensar que com o voto assinamos o cheque em branco pra eles!

A esperteza se revela no vereador que recebe diárias imorais, do parlamentar que leva comissão da empreiteira de obras com suas emendas e daqueles que vendem suas passagens aéreas da cota pessoal. A propósito: já causara surpresa em Brasília em 2012 quando o deputado federal Fabio Trad (PSD) renunciou ao 14º e 15º salário (CR$53.000,00). Cada gesto mostra o perfil moral do político, como o ex-governador Wilson B. Martins (MDB) que renunciou ao direito de receber aposentadoria do cargo.

A pergunta que não se cala: como o leitor vê a postura dos ‘3 deputados de verão’ Carla Stephanini (MDB), Coringa (PDS) e Izaias Bitteencourt (PRB) beneficiados sem exercer efetivamente o mandato de deputado federal durante o mês de janeiro em pleno recesso? A nomeação de assessores é a ‘sobremesa’ deste banquete imoral com respaldo em lei corporativista da própria casa. O futuro dirá se a opinião pública tem ou não memória para – se for o caso – avaliar os 3 personagens nas urnas. É esperar.

Unanimidade - O bom senso acabou vencendo as habituais vaidades. O presidente Pedro Caravina (prefeito de Bataguassu) será reeleito na Assomassul no próximo dia 24 tendo como tesoureiro Eraldo Jorge – prefeito de Jatei. Caravina vem conseguindo liderar a classe numa fase difícil para as cidades do nossas carentes de recursos principalmente do Governo Federal. ‘Fuerza Caravina’.

Inexperiência - Ou simplesmente sede de poder? O imbróglio que se formou pelo comando do PSL no Estado seria por causa de uma das hipóteses ou de ambas. O bom desempenho eleitoral nas últimas eleições não é passaporte que garanta a repetição do feito nas eleições municipais de 2020. Política exige habilidade. Para piorar, a viagem dos parlamentares do partido à China provocou um terremoto no partido. Novos capítulos virão.

Internet - Faz sucesso a paródia de ‘Eu nasci há 10 mil anos atrás’ do Raul Seixas com a seguinte versão: “Eu vi o PT deixar de ser vermelho / Vi Manoela cair na igreja de joelho / Vi Haddad negar Lula por 3 vezes diante do espelho, eu vi / Fui testemunha da conversa do infiel / Eu vi a estrela do PT subir ao céu / E pra aquele que provar que estou mentindo eu tiro meu chapéu.”

“Fatalidade” - O advogado Silva Jardim foi um abolicionista e republicano notável. Nome certo para integrar o novo Governo foi antes à Europa com a família. Mas ao visitar o vulcão Vesúvio (Pompéia) aproximou-se demais e foi tragado por uma fenda e acabou morto. O fato causou comoção em todo o país. Em dezenas de cidades há ruas batizadas com seu nome. No Estado do Rio de Janeiro, uma cidade próxima ao local onde nasceu leva seu nome. A vida como ela é!

Musculatura - Ledo engano imaginar o Senai restrito aos segmentos comercial e industrial. Na abertura da Showtec 2019 em Maracaju, o presidente da FIEMS Sergio Longen pontuou a estrutura do Senai para atender também a agroindústria com cursos para manutenção de máquinas agrícolas. Na feira o Senai mostrou produtos inovadores: o programa de energia fotovoltaica e os serviços de análise de qualidade dos grãos.

#Ele não #Pois é – muitos artistas que se posicionaram contra a candidatura de Bolsonaro estariam na longa lista dos beneficiados com a Lei Rouanet, onde o dinheiro público (via abatimento de impostos de empresas) é gasto em seus projetos. Daniela Mercuri uma delas. Já quanto ao apresentador Luciano Hulk, além do jatinho financiado pelo BNDES, teria levado R$19,5 milhões pela Lei Rouanet em seu projeto CRIAR. Essa petezada não brinca.

“Festança” - Com o advento das famosas ou controvertidas Organizações Não Governamentais (ONGs) criou-se um terreno fértil para picaretagens de todas as espécies nas mais diferentes áreas; da educação, saúde e meio ambiente. Muita gente levando dinheiro dos cofres públicos sem realizar obra ou ação alguma. Apurar quem é quem é dever do Governo. O mesmo remédio está sendo usado na questão das aposentadorias irregularidades. O tempo dirá quem tem razão.


Mudanças - As mexidas no Governo Estadual são vistas como positivas. A presença de Carlos Alberto de Assis junto ao Executivo como elo com a Câmara, Prefeitura da capital e lideranças diversas tem motivação política. Já a identificação de Sergio de Paula com lideranças interioranas facilitará sua missão de assessoria. Quanto a Eduardo Ridel, sua posição fica ainda mais fortalecida ali na Casa Civil. Quanto ao senador Pedro Chaves (PSC) para chefiar o escritório de representação em Brasília caindo como uma luva. Aprovação total.

Alerta - A lição dos resultados das eleições municipais de Campo Grande em 2012 não pode ser esquecida pelos políticos. Na política é assim; quando você imagina já ter visto tudo – vem outra surpresa. E agora vivemos numa época sem igual em matéria de relações humanas com a comunicação via internet. Faz sentido o lembrete aos ‘senhores do poder’ em relação ao pleito de 2020. Combinar com o eleitor é preciso!

PLIM... PLIM - As propagandas de estatais ( Petrobras/B. do Brasil etc) que povoavam os intervalos desapareceram da programação da Globo que abocanhava mais da metade das verbas do Governo. Agora é outra realidade com novos critérios para prestigiar outros canais e empresas. A atual postura crítica do jornalismo global nada mais é do que uma consequência disso.

Memória - Ao se eleger presidente em 2012, Lula (PT) foi recebido por Willian Bonner nos estúdios da emissora em São Paulo. Estava selada a aliança PT-Globo que duraria durante todo reinado petista no Planalto. Além das verbas, a Globo tinha a exclusividade das informações em todos os setores do Governo. Um exemplo: as operações da Polícia Federal acompanhadas pelos repórteres e mostradas no JN.

Saia Justa - Aquela entrevista do então candidato Jair Bolsonaro ( PSL) mostrou bem a orientação da Globo quanto a sua postura relacionada ao militar vitorioso. Tanto Willian Bonner como Renata Vasconcelos despreparados, escorregaram nas suas cascas de bananas, aliás, também jogadas na véspera ao candidato Ciro Gomes (PDT). Um fiasco. O eleitor enxergou além das imagens da entrevista.

“Chapa Branca” - Esse tipo de jornalismo que só bajula o poder, sem espaço para críticas e observações menospreza o senso crítico da população. Foi assim com a Rede Globo durante o ‘reinado petista’ e nestas eleições participando do conluio que envolvia até as pesquisas manipuladas. Enfim, o jornalismo dela em associação com os próprios funcionários (artistas) acabou tendo o efeito ‘bumerangue’. E deu no que deu!

Cesare Battisti - Por essas ironias do destino coube ao presidente Evo Morales da Bolívia – afinado politicamente com o Governo Petista protetor do assassino italiano – devolvê-lo à Itália. No episódio saíram desgastados o ex-presidente Lula (PT), seu obediente ex-ministro da justiça Tarso Genro e o STF que interpretou o caso fora do contexto da Lei de Extradição. O atual Governo é quem acabou colhendo dividendos.

Paciência - A torcida é que o STF julgue agora em fevereiro o mérito da ação de inconstitucionalidade promovida pela Advocacia Geral da União para Petrobras fechar a venda a UFN-3 de Três Lagoas á Acron (Russia). O prefeito Ângelo Guerreiro ( PSDB) conta com a geração de empregos (mais de 500) e o aumento de arrecadação do ICMS com as importações do gás boliviano. É o progresso refém da ‘gloriosa’ justiça. Um bom trabalho de bastidores no STF costuma funcionar e bem.
 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José