quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Ampla Visão

A+ A-

Ampla Visão

Icone Calendário

6 de novembro de 2018

Continue Lendo...

OTIMISTA E RESPONSÁVEL – Assim defino Sergio Longen, nosso presidente da Fiems e que acaba de se eleger vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Ao adornar o prédio da sede da entidade com as cores verde e amarela, manifestou a preocupação e os anseios da classe nestas eleições –ponto de partida para as reformas inadiáveis e urgentes. Sua presença cada vez mais influente na CNI é o reconhecimento de seu trabalho no contexto econômico do Estado. Mérito para quem tem!

CIRO GOMES – “...O país precisa se renovar...O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje... E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa... Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista... Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele... Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui... A arrogância do Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira”. (Trechos da entrevista do candidato presidencial do PDT)

TIRO NO PÉ – Enfraquecer os candidatos da chamada centro-esquerda foi a tática do ex-presidente Lula (PT) no início da corrida eleitoral – para preservar o postulante Bolsonaro (PSL) que as pesquisas davam como galinha morta no “mano a mano” num suposto 2º turno contra o atual presidiário em Curitiba. Continuar reinando absoluto era o sonho de Lula. Mas deu no que deu.

ANÁLISE – Nesta sucessão presidencial o debate fugiu das questões econômicas e sociais que deu e manteve o PT no poder. A discussão bandeou-se para as questões culturais, a exemplo de países europeus e no último pleito dos Estados Unidos. A moralidade foi a senhora do cenário abrigando os valores da religiosidade e da família tradicional. Os grandes sociólogos e gurus mundiais das teorias socialistas, sucumbiram aos apelos de lideranças evangélicas como o pastor Malafaia.

VAIDADE? – Ao aceitar o convite para Ministro da Justiça, o juiz federal Sergio Moro leva-nos a lembrar do filme “Advogado do Diabo”(1997), onde o ator Al Pacino, no papel do advogado John Milton, num diálogo com o advogado iniciante Kevin Lomax ( ator Keanu Reeves), diz: “Vaidade, definitivamente o meu pecado favorito”. Em 2016 disse:”Jamais entraria para a política”. Aceitar o desafio foi tiro no pé? Só o tempo dirá. Até lá a oposição continuará barulhenta.

‘DAY AFTER’ – Deputado Paulo Siufi (MDB) prometendo dedicação exclusiva ao consultório médico, além de cuidar da própria saúde. Política, nunca mais? A conferir, até o pleito de 2020. Já o seu colega Jr. Mochi (MDB) voltará à advocacia, ao lado do seu filho, na Capital. Disputar a prefeitura de Coxim está fora de cogitação. Aliás, outros políticos reprovados nas urnas, com ou sem netinhos, devem irem para casa. O mundo mudou com as redes sociais. Acreditem nisso!

LAMENTAÇÕES – Ninguém se expôs como os judeus no Muro das Lamentações que o general romano Tito preservou para mostrar a força de seu Império na antiga Judeia. Mas na Assembleia Legislativa, deputados derrotados e até reeleitos manifestavam discretamente a decepção com os seus votos –apesar das visitas as bases eleitorais e dos gastos. Ora! Não sabiam que a comunicação com o eleitor mudou? Essa foi apenas uma amostra do vai ocorrer na sucessão municipal. Quem viver verá!

A LIÇÃO – O poder e influência das mídias digitais não pode ser esquecida pelos políticos, com mandato ou não. Mas essa lição é extensiva para aqueles que pretendem expandir suas mensagens comerciais para seus seguidores, seus futuros clientes. Afinal, o comércio digital está acabando com as lojas físicas que conhecemos ainda crianças. E não esqueçam de agradecer ao Bolsonaro que inovou o setor de cativar eleitores.

MÉRITOS – Questionado recentemente sobre suas relações com a imprensa, o próprio Bolsonaro ponderou: “A imprensa está muito diversificada. Eu chegue aqui graças as mídias sociais. Quem vai fazer a seleção de qual imprensa vai sobreviver ou não é a própria população. A imprensa que não entrega a verdade – vai ficar para trás”. Uma colocação muito interessante e que merece a reflexão necessária.

A PROPÓSITO – Seria negar o óbvio não admitir que a Família Trad emergiu ainda mais forte destas eleições e que não pode ser ignorada nos cenários futuros. Mas é aconselhável não deixar que esses fatores convergentes favoráveis passem uma imagem de caciquismo político –como ocorreu com lideranças que estiveram no poder e que naufragaram. Portanto, cuidado!

BOQUINHAS – Os cargos do Governo Federal em MS já são cobiçados nestes tempos de mudanças. Mas não se sabe com certeza quem sai e quem entra. Mas é evidente que o Planalto deverá analisar cada caso e ouvir as lideranças que lhe foram fieis e decisivas em sua eleição no Estado. Resta saber se o critério também será técnico como o presidente eleito tem se manifestado para os ministérios. Será?

MARUN – O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República (MDB) se diz livre em 2019. Irá advogar aos 58 anos de idade? Desafio para quem está vinculado a vida pública desde 2005 (vereança na Capital). Além do vexame da cantoria em plenário, entrou para o folclore político com a frase lapidar: “Caixa 2 não é propina, não é corrupção... Político não gosta de caixa 2. Gosta de receber e botar na sua conta”.

DESAFIO – Leal aos companheiros de MDB, Marun estará no time de sobreviventes para tentar reerguer o partido. Com uma senadora, 3 deputados estaduais, 2 vereadores na capital e prefeituras sem grande peso eleitoral, será tarefa hercúlea nestes tempos de mudanças. O MDB enfraqueceu, mas ainda tem a maior bancada no Senado: 14 senadores. Caiu de 66 para 34 deputados federais e elegeu só 3 governadores ( Alagoas, Distrito Federal e Pará). Claro, está aberto a negociações.

SENADOR – Hoje cada um deles ganha R$ 33.763,00; R$ 44.276,00 de reembolso e R$ 5.500,00 de auxílio moradia. Pode nomear livremente 39 servidores, plano de saúde extensivo à família, aposentadoria e assistência médica a ex-senadores e esposa. Tem direito a transporte, passaporte diplomático, viagens nacionais e internacionais. Enfim, o custo mensal de um senador seria por volta de R$ 165 mil.

PROJETO – Após passar com sucesso pela Sanesul, José Carlos Barbosinha (DEM) se elegeu deputado estadual em 2014 e aceitou o desafio do comando da Secretaria de Justiça. Como parlamentar brilhou, íntimo do Direito Público e Administrativo, e ingressou no PSDB. Reeleito, anunciou a candidatura a prefeito de Dourados. Ágil, ocupa os espaços disponíveis naquela cidade. Sem desgastes, tem futuro.

A GUERRA – Nos bastidores, trava-se uma batalha muito interessante, mas repetida, para a escolha da futura mesa da Assembleia Legislativa. Há os que têm votos nas urnas mas não agregam simpatizantes, outros têm vontade mas são neófitos e, finalmente, há quem transita bem, conhece os meandros da casa e as relações com o Poder Executivo. Surpresas? Nem pensar. O que é combinado não é caro. De leve...

BOA TACADA – Gostei da iniciativa do senador eleito Nelson Trad Filho (PTB) em prestigiar seus suplentes com a instalação de escritórios de representação em Três Lagoas (suplente Terezinha Bagé, do DEM), Navirai, com o suplente José Chagas (DEM), Paranaíba e numa cidade da região do Pantanal. O mandato ganhará maior agilidade. A frase de Nelsinho: “Falei para eles não ficarem orando e nem rezando para eu morrer. Os dois irão trabalhar comigo agora”.

‘SAI DE BAIXO’ – Mais uma polêmica com a declaração do futuro governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de que vai colocar atiradores de elite para abater traficantes nos morros cariocas. Claro, o pessoal dos Direitos Humanos deve condenar o anunciado em letras garrafais: “Prefiro defender um policial no tribunal do que ir ao funeral dele. Atirou, matou, está correto”. Guerra total.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

Continue Lendo...

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

Continue Lendo...

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José