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23 de outubro de 2018

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CAPITÃO CONTAR (PSL): Campeão e recordista para a Assembleia Legislativa: 78.390 votos. Apenas as 10 maiores votações: capital 39.896 votos, Dourados 5.098, Maracaju 2.700,Três Lagoas 2.625, Corumbá 1.955, Coxim 1.611, Navirai 1.465, Aquidauana 1.220, Ponta Porã 1.120, Sidrolândia 830. Enfim: O transporte de seus eleitores exigiria 15.678 ônibus com capacidade de 50 passageiros cada. É mole? 

CORONEL DAVID (PSL): 45.903 votos e só na capital foram 24.218. Três Lagoas 3.091, Dourados 1.916, Paranaíba 1.358, Aparecida do Tabuado 1.168, Rio Brilhante 947, Amambai 867, Cassilândia 677, Ponta Porã 609, Jardim 569. Um crescimento de 28.168 votos contra os 17.735 votos obtidos em 2014. O maior índice de todos eles.

JAMILSON NAME (PDT): 33.870 votos. Na capital 13.064, Aquidauana 1.691, Miranda 1116, Aral Moreira 1.010, Anastácio 1.003, Água Clara 880, Terenos 846, Dourados 817, Angélica 777, Nova Alvorada do Sul 759. Uma incógnita política.

RENATO CÂMARA (MDB): 33.291 votos. Em Dourados 9.375, Ivinhema 3.974, Campo Grande 2.241, Nova Andradina 1.162, Juti 1.040, Miranda 810, Deodápolis 776, Glória de Dourados e Rio Brilhante 697, Jardim 653. Perdeu 3.090 votos dos 36.903 votos do pleito de 2014. Precisa entender o recado das urnas.

ONEVAN DE MATOS (PSDB): 30.813 votos. Em Naviraí 9.856, Campo Grande 1.331, Sete Quedas 1.169, Iguatemi 1.081, Selvíria 980, Itaquiraí 871, São Gabriel do Oeste 845, Cassilândia 844, Fátima do Sul832, Bela Vista 708. Superou em 5.991 votos o total de 24.822 votos obtidos no pleito de 2014. Deu a volta por cima.

ZÉ TEIXEIRA (DEM): 30.788 votos. Em Dourados 6.562, Caarapó 2.869, Campo Grande 2.196, Itaporã 1.903, Rio Brilhante 1.782, Deodápolis 805, Guia Lopes da Laguna 769, Jardim 724, Nova Alvorada do Sul 643, Bela Vista 549. Perdeu 1.281 votos do total de 32.069 votos das eleições de 2014.

LÍDIO LOPES (PATRI): 27.877 votos. Em Campo Grande 9.450, Iguatemi 1.573, Dourados 1.144, Douradina 962, Japorã 864, Paranaíba 562, Paranhos 491, Bodoquena 380, Antonio João 379, Aquidauna 372. Sua votação subiu 4.234 votos em relação aos 23.643 votos registrados em 2014.

PAULO CORRÊA (PSDB): 27.664 votos. Na capital 4.147, Chapadão do Sul 1.274, Aral Moreira 1.207, Inocência 1.121, Caracol 1.096, Paranaíba 986, Ponta Porã 911, Sidrolândia 898, Coronel Sapucaia 894, Sete Quedas 875. Foram 11.876 votos a menos da votação de 39.540 votos obtida em 2014. O maior índice negativo de perda. Fadiga?

FELIPE ORRO (PSDB): 27.661 votos. Em Aquidauana 7.056 votos, Campo Grande 3.449, Anastácio 2.032, Maracajú 1.610, Bonito 1.204, Miranda 995, Jardim 826, Chapadão do Sul 760, Dois Irmãos do Buriti 653, Rio Negro 599. Perdeu 910 votos dos 28.571 votos que conseguira em 2014. No sinal amarelo.

BARBOSINHA (PSDB): 27.492 votos. Em Dourados 7.455, Campo Grande 3.402, Angélica 1.317, Corumbá 959, Ponta Porã 732, Jardim 633, Rio Brilhante 632, Fátima do Sul 626, Anastácio 54, Ivinhema 531. Um crescimento de 5.938 votos comparados aos 21.554 votos de 2014.

MARÇAL FILHO (PSDB): 25.437 votos. Em Dourados 19.021, Rio Brilhante 972, Fátima do Sul 842, Itaporã 781, Campo Grande 596, Ribas do Rio Pardo 557, Maracaju 313, Vicentina 274, Ponta Porã 205, Laguna Carapã 176. O mais votado em Dourados. Vamos finalmente ver seu potencial de perto.

PROFESSOR RINALDO (PSDB): 24.593 votos. Em Campo Grande 11.225, Paranhos 1.077, Bataguassu 743, Rio Brilhante 725, Ponta Porã 696, Dourados 531, Chapadão do Sul 457, Ladário 372, Cassilândia 357, Batayporã 340. Perdeu portanto 4.793 dos 29.386 votos conseguidos em 2014. Excesso de exposição desgasta.

MARCIO FERNANDES (MDB): 23.296 votos. Na capital 5.778, Ponta Porã 1.335, Aquidauana 1.297, Miranda 1.222, Antonio João 992, Sonora 906, Camapuã 862, Maracaju 633, Coxim 631, Sidrolândia 609. Superou assim em 939 votos o total de 22.357 votos obtidos em 2014.

EDUARDO ROCHA (MDB): 22.347 votos. Em Três Lagoas 2.846, Campo Grande 1.935, Costa Rica 2.738, Coronel Sapucaia 1.555, Cassilândia 1.388, Vicentina 1.163, Aparecida do Tabuado 837, Coxim 787, Água Clara 650, Rio Brilhante 621. Perdeu 8.526 votos da votação de 30.873 votos do pleito de 2014. Começo do fim?

CABO ALMI (PT): 21.121 votos. Em Campo Grande 14.683, Glória de Dourados 646, Bonito 544, Sidrolândia 499, Deodápolis 433, Dourados 348, Costa Rica 199, Angélica 193, Nioaque 190, Bela Vista 186. Perdeu 74 votos em relação ao total de 21.195 votos em 2014. Mau sinal.

PEDRO KEMP (PT): 20.969 votos. Na capital 10.428, Caarapó 1.3248, Miranda 609, Três Lagoas 595, Jardim 466, Sidrolândia 458, Nova Andradina 426, Dourados 396, Paranaíba 308, Aquidauana 298. Cresceu só 795 votos em relação aos 20.174 votos de 2014. Limitado politicamente, não agregou novos apoiamentos.

LONDRES MACHADO (PSD): 20.782 votos. Em Fátima do Sul 4.394, Campo Grande 2.932, Vicentina 1.115, Japorã 1.029, Caarapó 560, Terenos 541, Deodápolis 497, Taquarussu 453, Jatei 404, Paranaíba 397. Sua volta bem recebida nos corredores da Assembleia Legislativa.

NENO RAZUK (PTB): 19.472 votos. Em Dourados 6.846, Campo Grande 1.501, Ponta Porã 992, Caarapó 877, Itaporã 833, Corumbá 783, Paranhos 777, Rio Brilhante 660, Miranda 522, Amambai 441, Maracaju 336, Aral Moreira 270. Mais um novato.

HERCULANO BORGES (Solidariedade): 17.731 votos. Na capital 9.480, Dourados 1.504, Aquidauana 582, Bodoquena 435, Três Lagoas 398, Corumbá 326, Maracajú 264, Bela Vista 243, Ribas do Rio Pardo 234, Jardim 227. Foram 918 votos a mais da votação de 16.813 votos do pleito de 2014. Discreto, mas eficiente politicamente.

GERSON CLARO (PP): 16.374 votos. Em Campo Grande 3.109, Sidrolândia 2.052, Água Clara 1.008, Aparecida do Tabuado 967, Paranaíba 810, Cassilândia 730, Selvíria 667, Ponta Porã 658, Itaporã 548, Terenos 540. Pelo movimento de campanha a votação deixou a desejar.

ANTONIO VAZ (PRB): 16.224 votos. Na capital 8.578, Corumbá 869, Dourados 810, Ponta Porã 539, Três Lagoas 444, Cassilândia 236, Chapadão do Sul 227, Paranaíba 227, Ladário 159, Navirai 155. Aí valeu a força religiosa e o estilo competente dele.

EVANDER VENDRAMINI (PP): 12.627 votos. Em Corumbá 10.086, Campo Grande 73’, Miranda 402, Aparecida do Tabuado 87, Aquidauana 26, Anastácio 21, Dourados 17, alcinópolis 17, Ponta Porã 15, Jardim 13.Aleluia: único representante de Corumbá.

LUCAS DE LIMA DO AMOR SEM FIM (Solidariedade): 12.391 votos. Em Campo Grande 9.974, Bonito 819, Três Lagoas 387, Sidrolândia 187, Terenos 183, Jardim 155, Dourados 101, Dois Irmãos do Buriti 81, Ribas do Rio Pardo 67, Bandeirantes 41.

JOÃO HENRIQUE (PR): 11.010 votos. Em Campo Grande 4.943, Paranaíba 4.172, São Gabriel do Oeste 221, Três Lagoas 153, Rio Verde de Mato Grosso 144, Sonora 126, Dois Irmãos do Buriti 82, Aparecida do Tabuado 66, Coxim 62, Maracajú 54. Aos 30 anos o neto do ex-governador Marcelo Mirada será o caçula da Assembleia. Quer mostrar que tem luz própria. Afinal é advogado e bem oxigenado intelectualmente.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José