quinta, 04 de junho, 2026
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ASSUMIDO Temendo perder votos ou mesmo ficar antipatizados junto a opinião pública muitos candidatos procuram evitar temas espinhosos e emitir opiniões. Esse não é o caso do jornalista Antonio João (PTC) que disputa vaga na Assembleia Legislativa. Na sua propaganda ele marca posição mandando o recado direto, sem subterfúgios: “Meninos em banheiros masculinos. Meninas em banheiros femininos. Cada um no seu quadrado”.
MANIPULAÇÃO? Os últimos números da pesquisa para o Palácio do Planalto provocam debates nas redes sociais. Não faltam críticas e denúncias contra institutos de pesquisas elevando a aceitação de Haddad (PT) e minimizando o avanço de Bolsonaro (PSL). Principalmente na TV. Globo, Folha de São Paulo e o Globo a tendência é notória. Esse episódio envolvendo a ex-mulher de Bolsonaro mostrou essa verdade.
GRAVAÇÃO da atriz Luana Piovani no WhatsApp: “Por coincidência estou em turnê pelo Nordeste. Passei por Fortaleza, Juazeiro e agora Salvador. O bicho tá pegando aqui. Estou impressionada com o anti petismo. O discurso de todos meus amigos é o mesmo: Bolsonaro não é o ideal. A gente aguenta ele 4 anos só pra desfazer essa máquina do PT de roubar dinheiro. Aqui no Nordeste todos estão com ojeriza do PT. Só se fala em Bolsonaro e PT. Eu estou impressionada: a força dele é grande.”
FRANCAMENTE... Porque esses artistas que hoje são contra Bolsonaro se calaram diante da corrupção praticada nas gestões do PT no Brasil? Seria simplesmente porque receberam dinheiro fácil através do Ministério da Cultura ( Lei Rouanet) para fazer shows, lançar livros e produzir filmes de qualidade duvidosa? Essa visão esquerdopata é interessante. Pedem liberdade e democracia no Brasil - mas apoiam os regimes da Venezuela e Cuba?
ROUBOS A notícia recente de que a generosa Petrobras pagará R$3,4 bilhões para acabar com o processo de corrupção nos Estados Unidos mostra mais uma faceta do petismo. A gente fica ainda mais puto da vida quando o ex-presidente Fernando H. Cardoso (PSDB) reaparece na mídia numa pregação pelo casamento entre o PT e o PSDB. Aí se justifica o desabafo que ouço: “finalmente o sociólogo tirou a máscara.”
MESMICE Acompanho campanhas políticas ainda de calças curtas lá no interior paulista onde UDN, PTB e PSD comandavam o processo. Tempos do Adhemar de Barros e Jânio Quadros. E desde aquela época mentiras e verdades andavam de mãos dadas nos palanques, entrevistas e nos cartazes que forravam os postes e muros. Agora com a onda do ‘Fake News’ tenta-se reinventar a roda, como se as mentiras fossem coisas recentes.
A CAMPANHA mudou nos últimos 10 anos. Nada pode! A tecnologia à serviço das comunicações tem importante espaço na fase que antecede os pleitos. Evidente que existem leis que tentam coibir ou amenizar os estragos das falsas notícias, mas a gente sabe como a justiça funciona no Brasil. Raramente as punições conseguem reparar os estragos à tempo. Quando menos se espera o fulano já está no final do mandato. Justiça tardia não vale!
PROMESSAS Mais intenções do que compromisso. O melhor produto do chamado marketing eleitoral. Se bem inseridas no contexto eleitoral funcionam porque fermentam a esperança. É bem assim: você promete a ponte no rio para quem precisa atravessá-lo e pronto. Ouvindo o candidato Jr. Mochi (MDB) prometer carteira de motorista pela metade do preço pensei com meus botões: ‘ele está certo – não custa prometer – acredite quem quiser’. Já dizia William Shakespeare: “ Contrabalançar promessas com promessas é estar pesando o nada.”
MORDIDAS Ouvi relatos de casos de arrepiar no saguão da Assembleia Legislativa. Pedidos de eleitores que julgamos conscientes – acima de qualquer interesse financeiro para escolha de candidatos – surpreendem e decepcionam. Membros de comissões de universitários tentam o patrocínio dos gastos das festas da formatura, numa postura incoerente de quem se presume um dia irá dar as cartas na sociedade. Os diplomas pelo jeito, não mudarão o pensar deste pessoal. Barganhando o voto na cara dura?Vergonha!
NA TERRA A julgar pelas pesquisas que vem sendo divulgadas nos últimos dias a disputa eleitoral afunilou em dois nomes: Reinaldo (PSDB) e o Juiz Odilon (PDT). Reinaldo vem demonstrando fôlego, viajando e participando de debates e entrevistas na capital e no interior. Também suas obras realizadas estão sendo inseridas com maior destaque no horário eleitoral, fortalecendo seu discurso de administrador municipalista.
DELCÍDIO Candidato ao senado pelo PTC surpreendeu nas pesquisas onde apareceu com destaque. A novidade foi o apoio do grupo do ex-governador Puccinelli (MDB) preso desde 20 de julho. Nas suas manifestações ele não esconde nas entrelinhas sua identificação com Puccinelli. Se isso vai funcionar bem e até onde não se sabe. Mas o eleitor brasileiro é infiel por excelência e Delcídio aprendeu isso naquela derrota em 2014 para Reinaldo.
REFORMAS Qual dos candidatos ao Palácio do Planalto está insistindo com fervor neste tema? São reformas para que o Estado possa garantir serviços de qualidade. Mas para isso, é preciso sim romper com o sistema de toma lá dá cá ( Mensalão) praticado pelos governantes e empresários oportunistas sedentos pelo lucro fácil. A propósito: qual candidato dos partidos que desfrutam do poder defende o fim de privilégios para os congressistas? Lembrando Honoré de Balzac: “ Preferiria um debate violento a uma conformidade silenciosa”.
‘LAVA JATO’ Petistas, emedebistas, petebistas, tucanos e republicanos principalmente evitam falar da necessidade de fortalecer as investigações contra a corrupção. Todos eles de rabo preso, de saia justa diante das denúncias e condenações havidas por força de decisões de tribunais confirmando sentenças de primeira instância. Ao que parece combater a corrupção não seria prioridade desse pessoal. Temas sexuais substituindo a ética, saúde, educação e o combate a corrupção nesta campanha presidencial.
JUNTOS? Evidente que sim: PT e MDB já estariam afinando a viola para ‘garantir a governabilidade’ do futuro Governo Petista. Com aquela tradicional bancada poderosa no Congresso nacional, o MDB através de suas lideranças nordestinas - onde o senador Renan Calheiros é um dos caciques – quer preservar suas conquistas e participação com ministérios, autarquias e outros órgãos importantes da administração federal. Enfim: o 2º turno das eleições já começou.
AS PROJEÇÕES indicam Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL) protagonistas do 2º turno. Notícias apontam a existência de contatos de lideranças destes dois partidos com gente de partidos alinhados à esquerda, centro e direita. O oferecimento de cargos diversos em gestão futura tem sido a grande moeda de troca. O candidato do PDT Ciro Gomes ganharia um ministério importante numa eventual gestão petista. E há outros reflexos: o candidato ao governo paulista João Dória (PSDB) estaria alinhando-se a Bolsonaro que tem bom desempenho no Estado de São Paulo. Uma carona interessante.
REPETIÇÃO Entra eleição – sai eleição e as propagandas mudam muito pouco em relação ao potencial dos candidatos, seus projetos e a forma de se relacionar com o público. Essa mesmice de frases e bordões as vezes chega a provocar risos e irritação do eleitor mais sensato - disposto a aferir e comparar as propostas deste e daquele postulante. Com a palavra os marqueteiros – nem sempre zelosos neste item.
‘MILAGRES’ Pelas propagandas parece que os candidatos redescobrem a ‘Lâmpada de Aladim’ para apresentar soluções para os mais diferentes tipos de problemas. Como diria aquele apresentador de televisão: “Isso é incrível!” Primeiro esquecem de dizer de onde viriam os recursos financeiros para viabilizar as promessas, segundo simplesmente ignoram o aspecto jurídico – isto é – se a lei permite ou não. Enfim, o importante é prometer.
FRACA! Assim pode ser classificada a propaganda dos postulantes de oposição ao candidato do Partido dos Trabalhadores ao Palácio do Planalto. Não se fala por exemplo nos US$ 33 bilhões que os Governos Petistas enterraram em obras em Cuba, Venezuela, Nicaragua e Argentina. Sem contar a grana também emprestada via BNDES para Panamá, Equador e Moçambique. Dinheiro que deveria ser investida em hospitais, escolas e obras que o Brasil precisa. Com essa estratégia tímida não se ganha eleição!
LEMBRANDO mais uma vez: eleição não é piquenique sem mosquitos, formigas ou restaurante onde o cliente come apenas o que gosta. Eleição não é baile onde você dança a música preferida com quem quiser. Eleição exige garra, disposição, tutano e gogó para ir de encontro ao eleitor para abraçá-lo e convencê-lo. Café frio e ovo cozinho de bar não podem ser problemas.
BAÚ FORENSE A Comarca de Miranda foi instalada em 1878. Meses depois foi desativada e incorporada à Comarca de Corumbá, mas em 1903 a Comarca de Nioaque foi transferida para Miranda. Em 1906 perdeu o distrito de Aquidauana, elevada a município. Miranda foi o maior município do Estado abrangendo área ocupada hoje por Aquidauana, Rio Brilhante, Dourados, Ponta Porã, Nioaque, Amambai, Bela Vista, Porto Murtinho, Bonito, Paranaíba, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Três Lagoas. Em 1912 foram inaugurados o telégrafo e a estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José