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25 de setembro de 2018

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‘O GRANDE ELEITOR’ Tido como forte candidato ao Senado, André segue ao seu estilo como aquele oceano que espraia água para vários nomes e partidos. Isso gera expectativa e até dúvidas entre os companheiros do PMDB e aliados.

CONCORRÊNCIA Faz tempo que Delcídio está pedindo votos por aí. Candidato pela segunda vez, afaga aqueles eleitores que não votaram nele em 2006. Já Nelsinho segue no saguão como aquele passageiro ‘sangrando’ a espera do embarque.

‘SILÊNCIO’ Nem de Jr. Mochi, nem de Marcos Trad ouvi um só discurso político na tribuna da Assembleia em defesa da candidatura própria do partido e consequentemente do ex-prefeito da capital. Se não é pacto, é um fato no mínimo estranho.

CONCEITOS na política tudo é relativo e é claro, negociável nos bastidores. Os companheiros de hoje podem ter sido adversários ontem. As alianças nem sempre passam pelo crivo da moralidade ou da coerência. É o jogo.

EXEMPLO disso está ocorrendo no cenário da sucessão nacional. Marina e Eduardo Campos rompidos com o Planalto, de enlace marcado com o PSDB e Cia, criando uma delicada situação para o PT num 2º turno cada vez mais provável.

TUCANOS Nas previsões, só dois nomes garantiriam lugar na AL. Além dos quatro atuais, virão Guerreiro e Kayatt. Como conseguir 48 candidatos com 30% reservado às mulheres? Além dos nomes, existe a questão da viabilidade econômica.

DINHEIRO Sem ele a candidatura não sai do lugar, morre no ninho sem direito a santinho inclusive. Alguns nomes ventilados e que tem juízo, tentam viabilizar caixa para decidir na época certa se são candidatos se ficam em casa.

CLARO! Como sempre, teremos aqueles candidatos locais de campanhas modestas com o intuito de apenas marcar posição e preservar o território com vistas as eleições municipais. A votação servirá para avaliar o potencial de votos deles.

DR. ODILON Conseguirá interagir direto com a sociedade sem ajuda de vereadores, deputados, prefeitos e cabos eleitorais? Na defesa da bandeira da moralidade terá que ter cuidados redobrados na captação de recursos financeiros de campanha.

‘BINÓCULO’ Não é fácil destronar os 8 atuais deputados federais. Distribuindo recursos (40 milhões cada) das emendas parlamentares, estão vinculados fortemente às lideranças municipais. Furar essa muralha política é tarefa hercúlea.

OPÇÕES Existem outras para o dr. Odilon continuar servindo a sociedade de forma prazerosa pessoalmente. Ganhe quem ganhar, é um bom nome para integrar o Governo num cargo compatível com sua excelente qualificação. Porque não?

AVALIAÇÃO Na conversa que tivemos na AL ele não escondeu essas preocupações e confessou refletir sobre as abordagens do cronista. Vive um momento delicado. Alvo de admiração, intrigas e mágoas, sabe: não pode errar! Tem nome a zelar.

INCOERÊNCIA O Governo faz barulho com a lei contra a corrupção para ‘moralizar’ as relações entre Estado e empresas. Mas esquece das regras pecaminosas que criou nas obras da Copa ‘só para facilitar ou driblar os entraves burocráticos’.

‘ MARKETING’ Enquanto isso os juros sobem, o saldo da balança caiu, temos 13 milhões de analfabetos, ações da Petrobras caem 30%, indústria caiu 3%, a inflação é contida artificialmente e investigados viram ministros. Segue o baile.

‘BEIJA MÃO’ Jerson vive fase esplendorosa. Pelo seu gabinete tem passado gente ilustre: ex-deputados, ex-prefeitos, senadores, deputados, empresários, autoridades e pretensos candidatos. Todos saindo sorrindo pelos afagos e o café amigo.

REAVALIAÇÃO Diante da continuidade do quadro envolvendo Bernal e Câmara, seria bom que os vereadores – candidatos à AL – avaliassem suas chances. O cenário anda nebuloso e o desgaste de Bernal pode contaminar até a vereança.

‘TUDO PASSA’ O clã Pedrossian precisa aceitar essa verdade universal. É desgastante aos olhos da opinião pública e até dos amigos, essa resistência pública à planície natural deste ciclo da vida depois da faustosa fase do desfrute de poder.

IRRETOCÁVEL Assim foi o ex-governador como administrador. Já não se pode dizer o mesmo como político; usou das siglas partidárias a bel prazer, com a classe política ficando refém de sua vontade e aventuras que prejudicaram companheiros.

LAMENTOS Se Pedro reclama na mídia, através de parentes inclusive, antigos companheiros o criticam pelo estilo personalista, acima de partidos e grupo. Aliás, foi essa postura que causou suas derrotas ao governo e senado. Correto?

FRANCAMENTE Essa recente sugestão dele em rebatizar o Parque das Nações Indígenas para ‘Maria Aparecida Pedrossian’ é descabida. Mas o que ela fez mesmo para merecer tantas homenagens? Ora! É preciso administrar a vaidade.

ARREMATE É um direito que seus descendentes militem na política, mas que o façam com as próprias pernas. Prestígio não se consegue pela hereditariedade apenas. Quanto ao dr. Pedro, precisa preservar sua trajetória e imagem. A fila, anda...

FALÁCIA Sem dúvida, a banalização da vida já entrou no cotidiano dos brasileiros. A rápida leitura do noticiário leva-nos a conclusão: estamos reféns de drogados, ladrões e homicidas. Enquanto isso, Dilma viaja e João Paulo resmunga na Papuda.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José