quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
POLÍTICA Ela sempre foi feita com meias verdades e mentiras inteiras. Mas com a tecnologia nas comunicações isso ficou latente. O papel do Facebook é forte para denunciar, mentir, agregar, propagar ideias irônicas e agressivas. A tal ‘margem de erro’ das pesquisas, por exemplo, ironizada numa postagem com a foto da cantora Gretchen, mas identificada como a atriz Angelina Jolie!
PESQUISAS Assunto batido mas atual. Quem está em desvantagem chia criticando critérios e incoerências nas comparações dos itens. Pergunta-se: pesquisas manipuladas decidem as eleições? Influenciam no eleitorado até então indeciso que não quer perder o voto? O pelotão de indecisos não seria muito maior nestas eleições do que nos pleitos anteriores? Mas as ‘surpresas’ havidas em outras eleições reforçam essa desconfiança.
ENFIM... É grande a possibilidade de termos um percentual recorde de votos brancos e nulos, além daqueles que simplesmente não se sentem motivados a sair de casa para votar. Claro que isso acabará favorecendo os candidatos estruturados, com mandato e que estão expostos na mídia, tendo portanto maior visibilidade. Essa diminuição do horário eleitoral houve só para proteger os políticos veteranos. O resto é conversa fiada.
A NOTÍCIA de que os medalhões do MDB já conversam com o pessoal do PT é uma prova da continuidade do sistema corrupto para derrotar a Lava Jato inclusive. Se você verificar a lista dos investigados e daqueles que poderão cair na malha da justiça, não terá dúvidas de que não há interesse em moralidade administrativa. Esse é o Brasil que você quer? Dane-se então!
E AGORA? É a pergunta inevitável após a operação Vostok da Polícia Federal que sacudiu o cenário eleitoral. As prisões – principalmente - do deputado Zé Teixeira (PSDB), do conselheiro do Tribunal de Contas Marcio Monteiro, de Rodrigo Souza e Silva (filho do governador Reinaldo Azambuja) são as mais comentadas e fomentam especulações de toda espécie.
DESGASTES Para os observadores, após o ‘tsunami’ que invadiu a praia do MDB prendendo o ex-governador Puccinelli inclusive, o PSDB pode também sofrer efeitos devastadores se não reverter logo juridicamente a situação. O problema: a opinião pública tem a leitura pragmática dos termos que permeiam o universo ‘juridiquês’. Vai pesar também a postura do governador Reinaldo nesta prova de fogo.
COMPLICAÇÕES A primeira delas já deu as caras na Assembleia Legislativa onde foi apresentado pela candidata ao senado Soraya Thronicke (PSL) e seu suplente Danny Fabrício (PSL) – pedido de impeachment do governador Reinaldo. Evidente, o fato será explorado politicamente na tramitação, o que é próprio do legislativo. Mas o insucesso previsível do projeto não evitará os desgastes.
PREVISÕES O MDB aproveitará para endurecer o discurso ao estilo ‘Bolsariano?’ As opiniões no saguão da Assembleia Legislativa unânimes: não pode e nem deve fazer isso por razões políticas óbvias. MDB e PSDB parceiros nos projetos administrativos, com os deputados emedebistas enaltecendo essa postura pela governabilidade. Aliás, ao visitar na Itália a igreja em Assis, (terra de São Francisco de Assis) lembrei bem das relações políticas e de poder.
JUIZ ODILON O candidato ao Governo do PDT deve sim mudar o tom do discurso nas entrevistas e no horário eleitoral. Concorrente direto do candidato Reinaldo (PSDB) nas pesquisas – insistirá no mote do combate a corrupção para viabilizar educação, saúde e segurança. Aliás, isso já é feito de modo mais contundente pelos concorrentes Marcelo Bluma (PV) e João Alfredo (PSOL). Um filão que pode render votos.
‘ESCONDIDINHOS’ Aqui, dois partidos ‘esquecendo’ de seus respectivos candidatos a Presidente da República. A desculpa seria a regionalização do debate. Mas não é bem assim: o candidato Henrique Meirelles (MDB) pouco acrescenta ao partido no Estado e palidez do estilo de Alckmin (PSDB) não é aditivo energético de campanha. Na outra ponta o candidato Ciro Gomes (PDT) vem dando força notável à candidatura do Juiz Odilon (PDT) ao Governo. Combustível que vem de fora e que funciona bem.
LONDRES MACHADO No pleito de 2014 foi o cabo eleitoral dos 39.374 votos da filha Grazielle Machado (PSD) para a Assembleia Legislativa. Na capital foram 5.584 votos, Fátima do Sul 5.849 e Dourados 2.210. O tempo passou, mas o ‘Chinês’ – hoje no PSD – jamais perdeu o contato com suas bases onde tem bom trânsito garantindo-lhe 12 mandatos. Ao Londres estaria reservado importante papel de articulador no futuro cenário eleitoral.
ESPERANÇOSO Estive com Dorival Betini (PMB) postulante ao Senado e que vem crescendo nas pesquisas . Aposta que possa continuar recebendo cada vez mais votos de eleitores ainda sem o 2º voto ao Senado definido ou sem identificação com seus candidatos ao Senado. Municipalista por excelência, ele transita bem em todos segmentos da gestão pública. Sucesso.
ESTATURA O reconhecimento do fechado clube do Senado ao senador Pedro Chaves (PRB) mostra o seu preparo notadamente na área da educação. Após seu desempenho na relatoria da Reforma do Ensino Médio em 2017 e de projetos viabilizando recursos para implementação de escolas de tempo integral e elaboração do novo currículo escolar, foi guindado a presidência da Comissão de Educação. Anote: ele fará falta no Senado.
O PODER Gente poderosa nos camburões da polícia, exposição pública que denigre, a honra no lixo, a família em situação humilhante e o ressarcimento de dinheiro aos cofres públicos. Todos esses ingredientes compõem o quadro político brasileiro que mais parece um queijo tomado por ‘espertos’ sem limites, insaciáveis como mostram os casos de corrupção nos mais diferentes patamares da administração pública.
CORRUPÇAO Apesar de enraizada nos ‘negócios públicos’ só agora é vista com a grande praga a combater. Mas há fatores que favorecem a sua sobrevivência. É possível que os exemplos de punição rigorosa intimidem a sua pratica, mas isso não será ‘vapt-vupt’. Exige sim a participação da população fiscalizando; do vereador que frauda as diárias de viagem à capital, ao empreiteiro da obra superfaturada ou de qualidade ruim.
RECLAMA-SE: ‘A justiça é lenta, acaba incentivando a corrupção’. Detalhe que precisa melhorar. Ainda agora tivemos o caso de Dourados, onde um episódio entre 1995 e 1997 naquela prefeitura municipal só agora foi resolvido - com os ex-prefeitos envolvidos – Braz Mello (PSC) e Humberto Teixeira (PV) condenados a ressarcir quantias consideráveis, além de pagamento de multa e perda de direitos políticos inclusive.
QUE SITUAÇÃO! Foram 23 anos com o processo se arrastando e causando aquela preocupação angustiante aos envolvidos. O desgaste emocional incomensurável e jamais recuperado mesmo se a condenação pecuniária envolvesse valor insignificante. Não é por acaso que os ex-prefeitos não escondem o temor pelas ‘pegadinhas’ que possam haver na futura apreciação das contas de suas gestões.
OUTRO CASO Só após 16 anos o TRE da 3ª. Região decidiu pela condenação do ex-prefeito Jr. Mochi (MDB) no caso da construção do aterro sanitário de Coxim ( 2.002), devendo pagar os valores referentes ao dinheiro da União gasto, multa e correção. O total perto de R$2.500 milhões. Para observadores de plantão é estranha a decisão da corte justamente quando Mochi candidatou-se ao governo do Estado. Mero detalhe? Para pensar.
ATENTEM! O tempo em que os coronéis tocavam as prefeituras como se fossem suas propriedades é passado. A gestão pública tem suas regras que exigem conhecimento técnico. As verbas estaduais e federais oriundas de convênios por exemplo, precisam ser aplicadas com critério sob risco de incorrer em penalidades. Esse, apenas um ângulo da gestão pública, caracterizada pela burocracia, carimbos e prazos.
BAÚ FORENSE A Comarca de Sta Cruz de Corumbá, criada em 1873 e instalada em 19/02/1874, abrangendo Ladário e Albuquerque. A sua história inicia com a construção do Forte Coimbra em 1775 e a fundação do povoado de N. Senhora da Conceição de Albuquerque em 1778. Em 1862 foi elevado a Vila; em 1865 foi arrasada pelas tropas paraguaias e retomada em 1867 pelo cel Antonio M. Coelho. Em 1871 foi restaurado o município de Corumbá. O Juiz titular em 1964 era Antonio Luiz Fraga Moreira.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José