quinta, 04 de junho, 2026
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EMBORA as negociações políticas ainda estejam em curso nos bastidores, mesmo a distância não é difícil perceber que até aqui o grupo político ancorado no PSDB vem levando vantagem sobre os concorrentes. Só a aliança com o cobiçado PSD do prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) representa pelo menos em tese garantia votos na capital, onde o PSDB tinha dificuldades segundo pesquisas.
MARQUINHOS jogou o jogo como devia jogar para inclusive começar a pavimentar o caminho rumo ao Parque dos Poderes. Essa aliança com o PSDB do governador Reinaldo Azambuja era previsível desde o início quando as relações entre eles começaram bem. Vale recordar que Marquinhos e Reinaldo tem algo em comum: ambos tiveram coragem de romper com a tutela do ex-governador Puccinelli (MDB) e conseguiram caminhar com as próprias pernas. E sobreviveram vitoriosos inclusive,
O COLUNISTA advertiu que o MDB havia ficado refém do ex-governador André Puccinelli. Aliás ele retomou o comando da sigla temendo que o então presidente Jr. Mochi (MDB) avançasse nas relações com o Governo Estadual, quando especulou-se que ele poderia viabilizar sua candidatura a vice governador na chapa tucana. Na época falou-se também sobre a ida de Jr. Mochi para o Tribunal de Contas para facilitar o entendimento entre MDB e PSDB.
IMAGINO daqui de Portugal o diálogo havido na cadeia entre Puccinelli e a senadora Simone Tebet, quando ele teria conseguido sensibilizá-la para aceitar a candidatura ao Governo. Afinal, Puccinelli foi o grande responsável pela eleição da senadora, quando lembrava que tinha sido o ex-senador Ramez Tebet (MDB) o responsável pelo seu ingresso na política.
SIMONE deve ter ficado de saia justa diante da situação degradante de seu padrinho político confinado numa prisão e bombardeado pela mídia que não tem dado trégua a corrupção e aos políticos nela envolvidos. Mesmo com seu projeto original voltado aos grandes debates de interesse nacional em Brasília, ela acabou cedendo ao apelo de Puccinelli.
TROCAR a tranquilidade do Senado, longe das picuinhas paroquiais, pelos desafios de uma campanha que promete ser pedreira, não é fácil. Hoje a situação é o anverso daquele pleito que a elegeu senadora, onde a presença o apelo de Puccinelli era certeza de mais votos e consequentemente da vitória. Pelo que tem ocorrido com Puccinelli, a presença dele ao lado de Simone pode sim ser mais nociva do que benéfica a candidatura dela.
E MAIS... O envolvimento de velhas lideranças nacionais do MDB ( alguns presos) em denúncias de corrupção também devem intimidar o discurso do partido aqui no Estado. E não se pode esquecer que a senadora Simone sempre se pautou pelo discurso ético desde a época em que era deputada estadual – seguindo aliás os passos de seu progenitor. Antevejo uma candidata tímida, de saia justa, pouco à vontade. Concorda?
RECADO O deputado federal Zeca do PT já enviou sinais de como a candidatura de Simone será tratada pelo seu partido. O parlamentar lembra das contas bloqueadas da senadora por conta da denúncia de supostas irregularidades em sua gestão na Prefeitura de Três Lagoas. Zeca também recorda do alinhamento dela ao Planalto em várias situações em vários episódios. , votando inclusive a favor da manutenção do mandato do senador Aécio Neves (PSDB). Como sempre palanque eleitoral é implacável. Vale tudo.
O ABSURDO Os políticos andam perdendo a noção ou os parâmetros do bom senso, para não dizer outra coisa. Ainda recentemente o governador Luiz Fernando Pezão (MDB), do Rio de Janeiro - teve a coragem de dizer que os políticos estão sendo injustiçados e que está havendo fiscalização em excesso por parte das autoridades fiscalizadoras. Cá entre nós: fiscalizando eles aprontam, imagine sem essa vigilância.
REPETINDO Toda essa situação reinante na política – em todos os níveis – traz uma angustiante indecisão para o eleitor. Apesar de suas declarações as vezes intempestivas e contraditórias, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) vai conseguindo congregar aqueles que são contra o PT e todo tipo de corrupção. Se ele terá sucesso lá frente não se sabe, mas hoje é o único com um discurso de indignação.
SONHO Na minha última semana aqui um olhar para a imigração de brasileiros e de outros trabalhadores de países da América Latina no velho continente. No hotel onde hospedei em Madri a camareira boliviana ganha 120 Euros por dia – o equivalente a R$570,00 aproximadamente. É autônoma, diarista sem seguro social.
NO ESTÁDIO Santiago Bernabeu (Real Madrid) uma segurança imigrante do Equador ganha 900 Euros mensais. No Aeroporto de Orly (Paris) um funcionário imigrante português feliz com o salário de 1.600 Euros. Em Lisboa uma brasileira ganha no Metrô 1.200 Euros. Na cidade do Porto um ex-caminhoneiro virou churrasqueiro e fatura 900 Euros; após 2 anos trouxe a mulher e o filho e sonha com o próprio negócio.
A QUESTÃO A primeira vista parece que é bom porque a moeda Euro é forte: quase 5 por 1 - mas não se pode esquecer que os gastos também são feitos na mesma moeda e não em Real. O brasileiro que mora no Brasil acha que o imigrante fatura uma nota preta nos países europeus esquecendo-se dessa particularidade. Aferi num açougue do
Porto: um quilo da ponta de costela minguinha custa o equivalente a R$30,00 e a carne de primeira chega ao equivalente a R$110,00. O açougueiro diz preferir carne do gadp local, mas num restaurante serviram carne vinda da Polônia. Achei esquisito.
EM LISBOA uma brasileira que mora em Miami confessou que não se faz patrimônio financeiro e que a questão do plano de saúde do Governo seria uma grande enganação. Em Cáceres na Espanha perto de Portugal - fundada 26 AC, - vários brasileiros na luta pela sobrevivência e com ares de frustração.. Em Évora (capital do Algarve), um professor está se aposentando com 1.700 euros apenas após 35 anos de trabalho.
OBSERVAÇÕES Minhas origens rurais permitem avaliar a realidade em trechos por onde passei. Muita terra ruim, de pedras, montanhas e areia na região da Extremadura na Espanha e no Algarve em Portugal. Vi gado solto no pasto só 3 vezes em mais de 200 kms. Conta também a seca crescente nos últimos 40 anos, segundo os moradores.
Pontes enormes mas sem água no leito. Usam irrigação com poços artesianos utilizando o líquido precioso em pequenas pastagens ou lavouras de milho. Será que compensa? Nessa hora não há como não lembrar do potencial do agronegócio brasileiro.
A EUROPA envelhecida mas oxigenada com o dinheiro injetado pela Comunidade Europeia. Obras fantásticas implementadas em Nice (França) e em Madri que estão mudando o perfil delas. Mas é inegável: a população envelheceu e motiva intenso debate sobre os caminhos a seguir. Previdência é hoje um debate mundial.Em Portugal
existem, 1.500.000 aposentados ganhando salário mínimo.
EM PORTUGAL com salário mínimo de 580 Euros ( o menor da Europa) os aposentados conseguiram agora um aumento de 5 Euros após muita luta. Enfim, a Europa não só Mônaco como imaginam alguns. Tudo é relativo. Aqui na cidade do Porto são 8 meses de muito frio e vento, o que praticamente amordaça algumas atividades econômicas. As pessoas não usam o metrô por diletantismo e sim por necessidade. No comércio tudo é contado milimetricamente. Sem colher de chá.
MUITO DIFÍCIL Como sobreviver bem ganhando 580 Euros e pagando 200 Euros só com o aluguel do apartamento com 40 mts-2 de um quarto? Um barbeiro brasileiro que já morou na Inglaterra , partilha a ideia que viver na Europa é uma grande ilusão. Cobrando 7 Euros por um corte de cabelo, diz que pretende voltar quando a situação melhorar no Brasil. Pelo jeito apenas os japoneses, dentro do rígido sistema de planejamento, conseguem economizar preparando o regresso ao Brasil.
INVERSO Aqui no Porto há um restaurante famoso chamado ‘Mengos’. A enorme bandeira tradicional do Flamengo chama a atenção de todos os turistas e a explicação é bem interessante. O proprietário morou no Rio de Janeiro onde deu duro danado por 27 anos, Aí voltou para a ‘terrinha e abriu seu próprio negócio. Um dos atendentes é brasileiro e se diz feliz aqui. Detalhe: o delicioso café servido é da Colômbia. E vale dizer que o pessoal do Porto nos trata bem e dizem que ‘nossa fala é doce”.
COMPARAÇÃO O passe do jogador Neymar foi vendido por 220 milhões de euros. Pois e! Nestas andanças pela Europa estive na Freixenet – fundada em 1861 - a maior fabricante de vinhos espumantes da Espanha (entre Barcelona e Saragoza) que emprega 600 funcionários em época normal e mais de 1000 na safra – engarrafando 140 milhões de unidades por ano. Agora a parte interessante da nota. O grupo alemão de bebidas Oetker, a Henrel Co, segundo o jornal ‘La Vanguardia - adquiriu 50,67 das ações desta empresa pela mesma quantia paga pelo Paris Saint Germain ao nosso craque, os 220 milhões de euros
INVERSÃO de valores. Comparar a trajetória meteórica de Neymar com a história devida dos fundadores e sucessores desta empresa sobrevivente a duas guerras mundiais, Revolução Espanhola e outras crises econômicas europeias nestes nestes 157 anos, é inadmissível. Isto ajuda-nos a duvidar da realidade do mundo futebolístico com transações/salários milionários. A história de vida destes pioneiros e empresários sonhadores documentada e mostrada aos visitantes inclusive – vale muito mais que todos os feitos do atleta. A Freixenet produz 140 milhões de garrafas anuais, exporta para 109 países, com subsidiárias em 19 países.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José