quinta, 04 de junho, 2026
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O RESUMO da frase do filósofo comunista italiano Antonio Gramsci (“A crise consiste no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer”) serve como uma luva para descrever o quadro político, econômico e social do Brasil. Se possível fosse, haveríamos de reinventar o país. A letargia é tal que o cenário acaba inclusive influenciando no ânimo de torcer pela nossa seleção de futebol - como bem postou o deputado federal Fabio Trad (PSD) em artigo recente.
A ECONOMIA não pode ser avaliada apenas pela ilusão da inflação em baixa como ufana o Governo. A pergunta que não se cala: quais segmentos de atividades da iniciativa privada são lucrativos hoje? Do dono do posto de combustíveis ao supermercadista reina um clima de suspense, insegurança. Recorrer ao sistema financeiro – nem pensar! Os juros pela hora da morte. A descapitalização - um fantasma cada vez mais presente.
CONCLUSÃO Se o segundo semestre promete ‘fortes emoções’, é certo que o próximo ano – independentemente de quem ganhe as eleições presidenciais – há mais dúvidas do que certezas. Aliás, a certeza intocável – cristalina - é que 2019 será um ano muito difícil para todos nós. Não é preciso ter ‘PHD’ em economia para fazer essa avaliação, simples, mas apenas calcado no bom senso do brasileiro que trabalha com os pés no chão pagando impostos acharcantes.
O QUADRO já reflete neste período que antecede as eleições. Os eleitores sem motivação. Os próprios políticos confessam a ‘saia justa’ em algumas situações. Na Assembleia Legislativa deputados confessam ao cronista que fazem questão de se identificar pela formação profissional – colocando a titularidade do mandato parlamentar como atividade temporária ou secundária. O deputado Paulo Siufi (MDB) por exemplo, prima-se em colocar a profissão de médico em primeiro lugar quando se identifica.
CANDIDATOS Qual dos postulantes ao Palácio do Planalto preenche todos os requisitos para corresponder aos anseios do eleitorado tão desiludido? Os números das pesquisas – onde brancos e indecisos constituem a maioria – mostram o ceticismo quanto as propostas acenadas. Neste contexto o terreno está adubado para germinação dos ‘Salvadores da Pátria’.
LEMBRETE Nesta fase atual de preparativos da corrida eleitoral proliferam as pesquisas. Aqui cabe ressaltar que dois itens são fundamentais na avaliação correta delas. Primeiro é o índice da rejeição – segundo é o índice conquista na espontânea. Tudo além disso é apenas chantilly no bolo eleitoral.
COISA RUIM! Eleitor indignado pode ir tirando o cavalinho da chuva. Pelas sondagens partidárias, a tendência é que a reeleição ocorra entre 60% e 70% da atual Câmara dos Deputados. A conclusão é simples: a próxima legislatura continuará com os mesmos vícios e praticas indecorosas da atual composição legislativa. Estamos literalmente fritos.
CONVENCE? O PSDB prepara uma série de propostas para sensibilizar o eleitor nestas eleições. Uma delas seria aquela que diminui o número de senadores e deputados na Câmara Federal. Mas convenhamos que há outros pontos a serem atacados. A reforma da previdência, os gastos dos 3 poderes – por exemplo - não podem ser esquecidos.
PARTIDOS Lembram as prateleiras de supermercados lotadas de sabão em pó das mais diferentes marcas, mas que são de um mesmo fabricante. Apenas as embalagens mudam. Sem competição verdadeira, o consumidor – tal qual o eleitor nas urnas – faz a escolha influenciado pelo cheiro ou propaganda. Quanto aos candidatos, parecem mais preocupados em garantir suas posições pessoais do que construir uma nação de verdade.
CAMPANHAS Se nelas falta conteúdo, sobra pompa com o uso de recursos modernos na mídia principalmente. O que vale é a aparência. Esse ufanismo pela democracia em tempos de eleição é falso. É apenas um disfarce para esconder nossos problemas e os vícios das campanhas eleitorais permitidas em leis criadas pelos políticos. O Fundo Partidário é um exemplo desta barbaridade em nome da democracia ( com corrupção). Gastam com jatinhos e marqueteiros inclusive. Será que o eleitor sabe quanto o seus candidatos vão torrar nestas eleições?
VERDADE “O mercado prefere Geraldo Alckmin, mas ‘comprou’ Bolsonaro.” Esse o título de artigo recente do jornalista Itamar Garcez mostrando os resultados de sondagens da XP Investimentos com 204 investidores institucionais tidos como tubarões do mercado. Essa tendência mostra que o pessoal do dinheiro não se preocupa quem seja o dono da bola. Quer apenas que seja permitido ‘jogar’. É assim que funciona na China por exemplo.
SANTA CASA Como paciente estive na Santa Casa de Campo Grande no período noturno. Fiquei impressionado não só com as suas instalações, bem como pelo nível de atendimento – a começar pela portaria de acesso pela rua Rui Barbosa. Tratamento médico de primeira sem burocracia. O registro testemunho se faz necessário para reconhecer e tornar pública nossa impressão sobre a entidade. Parabéns!
‘SAIA JUSTA’ O assassinato do policial da reserva Ilson Martins de Figueiredo, com 35 tiros de fuzil Ak-47 – e que exercia a função de chefe de segurança da Assembleia Legislativa – fomenta a discussão dos critérios para escolhas funcionais naquela Casa de Leis após a divulgação de fatos envolvendo a vítima. Para a opinião pública nas redes sociais a biografia do militar seria incompatível com sua função.
MISTÉRIO Comenta-se nos bastidores de que estaria havendo uma verdadeira guerra de lideranças dentro da Polícia Militar e que aflorou na mídia com a prisão de militares envolvidos no contrabando de cigarros. Não se sabe se a execução do policial Ilson ( que foi condecorado pela Assembleia Legislativa) está incluída neste episódio dos cigarros ou se deveu a fatos ocorridos quando estava na ativa trabalhando sob o comando do coronel Adib Massad.
2º CAPÍTULO No saguão da Assembleia Legislativa comenta-se que Mato Grosso do Sul voltará em breve ao noticiário nacional por conta de operações da Polícia Federal, numa espécie de sequência da Operação Lama Asfáltica. E as previsões apostam que figuras de proa da nossa política serão atingidas a ponto de interferir no processo sucessório. Como diz um amigo: “ Se cadeia já é ruim, imagine com esse frio.”
JUNTOS Confirmada mesmo a aliança entre o PP do ex-prefeito Alcides Bernal com o PSDB do governador Reinaldo Azambuja. Essa união estaria fundada em dois aspectos fundamentais: os minutos preciosos do PP no horário eleitoral gratuito e as chances de transferência dos votos do ex-prefeito – candidato a deputado federal – para o candidato Reinaldo à reeleição.
‘DÍZIMO’ Conta Roberto Rodrigues (DEM) – vice prefeito de Costa Rica – que quando foi prefeito da cidade pleiteou, junto com o ex prefeito Prata Braga, de Maracaju uma verba num ministério . O funcionário indicou o então todo poderoso Paulo Cesar Farias para decidir. Os dois prefeitos se encontraram com PC Farias num hotel e ele disse não, alegando que o empréstimo pretendido era de baixo valor e que assim ‘a comissão de 10% sobre o empréstimo não compensava – seria muito pequena”. Os dois prefeitos voltaram de mãos abanando e horrorizados com o que ouviram.
DELÍRIO 2 Nas últimas eleições municipais de Campo Grande o deputado federal Vander Loubet (PT) exagerou nas previsões quanto ao desempenho do seu candidato Alex do PT – apostando que ele chegaria ao 2º turno. Ao final foi um vexame nas urnas. Agora ele usa o mesmo remédio motivacional colocando o candidato a Governador Amaducci (PT) como forte concorrente ao 2º turno. Vander exagera na dose de humor (de péssimo gosto).
FIM DE FEIRA Enquanto os empregadores elogiam o presidente Michel Temer (MDB) pela reforma trabalhista, os advogados da área reclamam da nova realidade. Em algumas cidades do interior – por exemplo - onde a justiça do trabalho, era a principal fonte de renda dos advogados por conta de ações contra Usinas de Álcool e frigoríficos, o número de processos caiu em mais de 60%.
TIRO NO PÉ O STF decidiu pelo fim da condução coercitiva em vigor há 77 anos, mas esqueceu de que os ‘juízes corajosos’ citados pelo ministro Luiz Barroso em seu voto, poderão se utilizar do expediente legal da prisão temporária. Assim os corruptos e seus asseclas continuarão ao alcance de julgadores do porte de Sergio Moro. Ou será que Supremo vai acabar também com a prisão temporária?
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José