quinta, 04 de junho, 2026
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FIO DESENCAPADO no passado de candidato é coisa séria. Prejudica o desempenho e provoca até a desistência. Busca-se provas de pratica de ato ilegal ou imoral no currículo do candidato para denegri-lo. Caso marcante: em 2002 a senadora Roseana Sarney (PFL) liderava as pesquisas para o Planalto, mas a denúncia de corrupção do caso ‘Lanus’ envolvendo seu marido Jorge Murad obrigando-a a desistir. Perdeu a vez. Imagine em tempos de internet e alta tecnologia. Um Deus nos acuda!
ALTA TENSÃO Crescem os rumores sobre eventual delação no caso ‘Fazendas de Lama’. O frio, o desconforto da cela, a última derrota judicial e problemas familiares influenciando. O botão do pânico já teria sido acionado e até o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB) acionado para ‘acalmar os ânimos’. Ora! Se o ministro Marun visitou o ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB) na cadeia, é possível que visite outro amigo – ex-deputado federal Edson Giroto (PR). Porque não?
NO ALVO O Juiz Odilon de Oliveira – pré candidato ao governo pelo PDT fez algumas comparações ao falar do Aquário do Pantanal. Lembrou que o dinheiro gasto daria para construir salas de aulas para 27 mil alunos ( MS tem 575.200 alunos do 1º e 2º grau) ou 800 leitos de internação hospitalar – ou ainda 4.422 residencias de 64 metros quadrados cada. Questão de ‘prioridade$’.
CONTRAMÃO No passado construíram o distante bairro Moreninhas, desprezando áreas vazias perto do centro. Ora! Bairro longe implica em gastos com infra-estrutura inclusive, onerando o poder público, abrigando menos gente por metro quadrado. Agora vejo a notícia de que o Ministério Público Estadual é contra a verticalização de Campo grande. Aí é demais.
O RECADO do eleitor em Tocantins é uma prévia do pleito de outubro: 30,14% de abstenção, 17,13% nulos e 2,06 brancos. O povo revoltado! O fiasco foi a senadora Kátia Abreu (PDT): pagou caro pelo estigma de amiga da ex-presidente Dilma Roussef (PT) – ficando em 4º lugar. Ficou o aviso: quem usar o discurso pró PT deve levar chumbo grosso nas urnas.
PÉROLA O empresário tem mais um motivo para ficar pê da vida com os políticos. A A Câmara Federal acaba de aprovar a licença paternidade dos avós por 5 dias. Sempre é assim: a cada novo direito criado muitos empregos desaparecem. Os deputados parecem legislar numa Dinamarca qualquer – ignorando as agruras dos empresários. Só direitos? Assim ninguém aguenta!
SINAL DOS TEMPOS Será o presidente Michel Temer (MDB) um bom cabo eleitoral para os candidatos de seu partido ? A julgar pela sua popularidade horrível e pelos escândalos de corrupção envolvendo figuras do alto escalão de seu governo -e sem esquecer do próprio ‘chefe da nação’ – acho que será um tiro no pé. Olhando a foto do ministro Carlos Marun discursando sob o olhar lânguido de Temer e tendo ao lado o ex-governador André Puccinelli (MDB) e prefeitos do nosso interior, fica a imagem que o Governo está como aquela loja fazendo liquidação de estoque para fechar.
BARBARIDADE! O conceito de que o brasileiro é alegre/gentil é falso. Os 553 mil assassinatos de 2006 a 2016 mostram um país violento, com 324.967 jovens (entre 15 e 29 anos) mortos estupidamente. Parte dessa realidade poderia ser evitada se os políticos fizessem as coisas certas proporcionando educação e geração de trabalho. As políticas públicas de prevenção não são prioridades da classe política. Alguém duvida disso?
OPORTUNO citar o deputado federal Fabio Trad (PSD) sobre o caso: “...Sim, estamos falando de quase um milhão de brasileiros assassinados à bala em 36 anos, estatística constrangedora de uma guerra civil continuada. Número que, por si só, pela sangrenta brutalidade que encerra, deveria calar os que se postam contra o Estatuto do Desarmamento.”
REPERCUTIU o ofício do Juiz Federal Marcelo Bretas (RJ) ao ministro Gilmar Mendes do STF – lamentando a soltura de 19 acusados na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Disse Bretas: “Casos de corrupção e delitos relacionados não podem ser tratados como crimes menores...os casos que envolvem corrupção de agentes públicos têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas”. No caso, o dinheiro desviado poderia ter sido usado em escolas e na saúde, diminuindo riscos de delinquência juvenil e de mortes.
GILMAR MENDES Deveriam indicar o ministro do STF ao prêmio ‘Oscar’ do cinema por suas ‘interpretações’ nos casos de acusados poderosos. Outra sugestão seria outorgar-lhe a premiação do ‘Nobel’ por suas incríveis ‘invencionices’ – conseguindo atrair a ira da opinião pública.
CÂMARA LENTA O leitor Arieis Santana foi a Justiça contra a cobrança ilegal do ponto adicional na TV a cabo. Pasmem! Na 11ª. Vara do Juizado do Consumidor e no 2º Juizado especial da nossa capital o caso demorou 8 anos até ser julgado procedente, amparado na Resolução 488/2007 e Súmula 09/2010 da Anatel. Mostra a lentidão da justiça e até desanima as vítimas do golpe das empresas de TV em procurar o Procon.
NA RELEITURA de ‘Inveja – Mal Secreto’, de Zuenir Ventura os números do Ibope: 73% admitem esse pecado. O sucesso pessoal (34%) lidera os motivos da inveja. Por aí tem gente que seca pimenteira e leite de vaca holandesa. Mas a inveja é útil – controla a vaidade/orgulho e estimula a inovação, evita a acomodação. Diz Elias Canetti: “os mortos partem cheios de inveja dos que ficaram”, justificando a pratica antigaa de se colocar moedas em cima dos olhos dos mortos para não lançarem olhares invejosos contra os vivos.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José