quinta, 04 de junho, 2026
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CONTRADIÇÕES Aumentou o descrédito com a política graças aos escândalos envolvendo os políticos, justamente quando se aperfeiçoam os mecanismos da transparência para fiscalizar e punir os agentes públicos por atos ilegais. Também cresce o temor de eventuais pretendentes a vida pública pelos riscos de ver manchada a biografia perante a comunidade e a justiça. Aí, desistem.
DESAFIO Os candidatos precisam incorporar urgentemente aos seus programas e plataformas o discurso da moralidade administrativa. Mas poucos estarão a vontade para isso. Em quase todos os partidos existem personagens investigados/denunciados por corrupção e outros desvios. Aliás, os partidos são coniventes com a corrupção como ficou demonstrado na Operação ‘Lava Jato’.
O DISCURSO contra a corrupção ainda é tímido, salvo exceções. O combate a corrupção como tema de campanha ou mote de governo incomoda, não é importante. Prefere-se falar de meio ambiente, igualdade racial, desemprego e outros temas. Mesmo na Assembleia Legislativa, não tenho ouvido pronunciamentos contundentes a respeito. Esquisito. Não?
A PERGUNTA que não se cala: o discurso contra a corrupção vai ganhar votos e atrair a indignação dos eleitores inconformados com o atual estado de coisas? Na edição passada citei o conselho da mãe do bilionário americano Nelson Rockefeller que queria entrar na política. Pois é: se vivesse aqui atualmente, ela “não mandaria o filho deixar a política para seus empregados”. Diria: “ não filho, deixa a política para os malandros – vamos continuar trabalhando”.
ESSA ESQUERDA... Vive no mundo da conveniência e sem coerência! Embora alegando “eu sou da paz...” o ex-vereador de Diadema (SP) Manoel E. Marinho (‘Maninho do PT’) e seu filho Leandro Marinho cometeram ato bárbaro na noite de 5 de abril último em frente ao Instituto Lula (São Paulo), quando agrediram o empresário Carlos A. Bertoni, deixando-o gravemente ferido prostrado ao solo e sem prestar socorro como a TV mostrou.
ESSA ESQUERDA... Na manhã do último dia 12, na frente de uma escola em Suzano (SP), a policial militar Kátia da Silva Sastre matou a tiros de revolver o assaltante Elivelton Neves Moreira. Apesar das circunstâncias e da presteza profissional da policial, a esquerda dos ‘Direitos Humanos’ questiona a sua conduta alegando excesso e espetacularização. Já quanto a tentativa de homicídio do ex-vereador ‘Maninho do PT’ e seu filho - não houve qualquer manifestação pedindo as punições deles.
‘ESQUENTA’ Repetir os 8.788 votos em Três Lagoas do pleito de 2014 é o desafio do deputado estadual Eduardo Rocha (MDB). O cenário estadual mudou, a prefeitura está nas mãos do bem avaliado Ângelo Guerreiro (PSDB) e o distanciamento da senadora Simone Tebet (MDB) é visível. O advogado e vereador André Bittencourt (PSDB) é um dos apoiados pelo prefeito Guerreiro para a Assembleia Legislativa. Para a Câmara Federal concorrerá o médico e vice prefeito Paulo Salomão (PSDB), filho de família tradicional da cidade. Portanto, um novo ciclo político em marcha na cidade.
‘REI DO NORTE’ Confortável a situação do deputado estadual Junior Mochi MDB)que tem luz própria. Obteve 35.297 votos no pleito de 2014 e hoje é beneficiado pela atuação também junto a municípios fora de sua base e pelos reflexos da visibilidade política que a presidência da Assembleia proporciona. Tenho conversado com prefeitos e vereadores da região norte e percebo a musculatura política de Mochi.
DESASTRE? No pleito de 2014 o ex-senador e candidato Delcídio do Amaral pelo PT obteve 567.331 votos. Apesar da derrota possibilitou a eleição de 4 deputados estaduais do partido. Virada a página, hoje as perspectivas não são animadoras levando-se em conta os números do pré-candidato Humberto Amaducci nas últimas pesquisas. Para piorar, a candidatura do PT ao Palácio do Planalto tende a naufragar se o ex-presidente Lula (PT) ficar de fora. Cabe o trocadilho: uma coisa afunda a outra.
NELSINHO TRAD Na eleição para o Governo do Estado em 2014, o ex-prefeito da capital era do MDB e obteve apenas 217.093 votos. Sem surpresa, pela falta de estrutura de campanha (preguiçosa) e armações nos bastidores, onde parte do seu partido fez acordo com o então candidato petista Delcídio. A própria postura do ex- governador André Puccinelli (MDB) sinalizava essa simpatia – em retribuição as generosas verbas liberadas pela presidente Dilma Roussef (PT). Será que Nelsinho (PTB) aprendeu a lição?
LULA E GIROTO Ainda presos mas sonhando com o poder. Quanto ao ex-Presidente da República a situação é irreversível. Quanto ao ex-deputado federal (Edson) pelo PR leva a vantagem de não ser condenado em 2ª. instância. Mas há questão moral que nestes tempos de indignação conta muito. No saguão da Assembleia Legislativa comentou-se que ele cederia a vaga para o ex-conselheiro Cícero de Souza – já filiado ao PR. Mas não procede: Cícero tem horror de avião e toparia voltar a Assembleia Legislativa, onde já foi presidente inclusive.
‘MUY AMIGO’ Os políticos se igualam: falam só o que lhes interessam. Em recente entrevista a rádio CBN na capital, o ex-governador Puccinelli (MDB) – embora não tivesse sido perguntado – não fez referências ao ex-deputado Edson Giroto (PR) , aos episódios ( dele André) que culminaram com sua prisão/ tornozeleira eletrônica e nem sobre as denúncias de corrupção nas obras do Aquário do Pantanal com desvios de R$2 milhões segundo a Polícia Federal em 11/05/2017. Puccinelli falou muito, mas escondeu o principal. E pergunta-se: ele já visitou Giroto e o empresário João Amorim ( Solurb) na cadeia?
INFLAÇÃO O eleitor pode até não perceber mas ela existe também nas campanhas eleitorais. Tenho ouvido notícias interessantes sobre a relação entre vereadores e candidatos. Ignorando a tal lealdade partidária e outros aspectos locais, vereador de cidade pequena está pedindo R$30 mil para atuar como cabo eleitoral. O candidato fica em dúvida; se pagar adiantado não há garantia do trabalho e lealdade do vereador; se não fechar o ‘negócio’, pode perder votos para a concorrência. Imagine o papo entre o candidato e vereador. É melhor tapar o nariz.
O PALADINO Em março de 2004 o então ministro de Casa Civil, José Dirceu (PT), disse: “Eu sei que todos que estão nesta convenção sabem que nós estamos mudando o Brasil. Primeiro porque acabou a corrupção no governo do Brasil...( )”. Agora o TRF da 4ª. Região rejeitou seu recurso contra a sentença do juiz Sergio Moro que o condenou a 30 anos e 9 meses de reclusão. Fará companhia aos companheiros do PT ‘hospedados’ na ‘pensão’ em Curitiba’.
RECORDAR é viver. “Nós criamos um partido para ser diferente de tudo o que existia. Esse partido nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, fazer política com ‘P’ maiúsculo” – discurso de Lula em maio de 2014. “Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do “homem mais honesto do país”, enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto Lula são atribuídos a dona Marisa?” ( trecho da carta do ex-ministro Palocci pedindo a desfiliação do PT)
DOIS ANOS... O tempo passa! Em11 de maio de 2016 foi cassado do mandato do ex-senador Delcídio do Amaral (PT). No dia 17 seguinte o suplente Pedro Chaves (PRTB) assumiu e faz bonito: relator da Reforma do Ensino Médio; protagonista do empréstimo no BID para implantar o projeto, relator do Projeto da Ponte Bioceânica do rio Paraguai em Porto Murtinho, responsável pela viabilização econômica do Projeto Reviva Centro na capital, relator da Reforma do Código Comercial e da Lei do Pantanal, além de defender a implantação da Zona Livre em cidades fronteiriças. Ainda viabilizou recursos superiores a R$93 milhões para áreas diversas dos municípios do MS.
PLACAS ZERO Será que é tão difícil e caro identificar as ruas com placas? Em cidades paulistas as prefeituras recorrem aos patrocínio comercial que oferece retorno financeiro aos patrocinadores pela visibilidade proporcionada. Aqui em Campo Grande, os últimos prefeitos não deram importância ao problema e nem os vereadores abraçaram a causa. Vergonhoso cobrar um ato administrativo tão elementar. Francamente...
DR. ODILON O candidato ao governo pelo PDT parece ter convencido a todos de que veio para ficar. Evidente que enfrenta um mar de dificuldades – a começar pela pouca estrutura partidária financeira. Os adversários atentos - não perdoam qualquer deslize dele como a referência à Ditadura Militar. Mas é preciso ser levado em conta o alto índice de eleitores que não se manifestaram nas pesquisas. Elas seriam idôneas ou adotariam o critério PG – pagou ganhou?
PRA PENSAR...Um major e dois tenentes-coronéis entre os 20 militares presos pelo Gaeco e a Corregoria da Polícia Militar. O que estarão pensando os subordinados destes colegas graduados que deveriam dar bom exemplo? O que estará pensando a população destas cidades comandadas pelos ‘ilustres’ oficiais. Fica a dúvida natural: eles seriam capazes apenas de facilitar o crime do contrabando de cigarros ou ‘algo mais’? A polícia virou caso de polícia. Socorro!!! E pra quem? O Chapolim Colorado agora só na TV a cabo.
DECIDE? Com 37% do eleitorado do MS, Campo Grande atrai os políticos. Em tese o seu prefeito capitaliza cacife eleitoral para até decidir a sucessão estadual. Assediado, o prefeito Marcos Trad (PSD) tem sido um contorcionista. Ele é sabido – sabe qual é o caminho para chegar ao Parque dos Poderes. Age como o seu pai (ex-deputado Nelson Trad (PTB), que não se revoltou em público quando o ex-governador Pedro Pedrossian o sacaneou naquela campanha para prefeito da capital. Marquinhos também assimilou discretamente como deputado - as sacanagens do ex-governador Puccinelli.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José