quarta, 03 de junho, 2026
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MISSÃO IMPOSSÍVEL Presidente Michel Temer (MDB) conclamou os políticos a auto-defesa pelas críticas recebidas. Aí vale lembrar a fala do senador Jeferson Peres (PDT) em 30/08/2006: “ Estamos aqui no faz-de- conta. Como disse o ministro Marco Aurélio: Este é o país do faz-de- conta. Fingimos que estamos fazendo a sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar.(...) A classe política apodreceu. Este Congresso que está aqui, desculpe-me a franqueza, é o pior de que já participei, a pior legislatura da qual participei. Nunca vi um Congresso tão medíocre.(...) O que se pode esperar, não sei. De minha parte, cumprirei o meu dever até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar”.”
“VERDADES” Figuras da estatura moral de Jeferson Peres ( falecido em 2008) fazem falta ao Congresso Nacional. O balcão de negócios continua funcionando. Além daqueles já presos, é grande o número de congressistas protegendo-se da justiça através do escudo do foro privilegiado. Os noticiários político e policial se fundem com casos e cenas de prisões, investigações e escândalos. Não é por acaso; mais de 60% dos entrevistados nas pesquisas eleitorais preferiram se omitir.
GEORGE TAKIMOTO O deputado do MDB quer encerrar a carreira política em Brasília onde reside sua família. Como deputado estadual acha que pouco pode fazer pela saúde. Quer aprovar a Loteria da Saúde com fim exclusivo de reverter o caos na rede pública. O dinheiro ficaria no município onde ocorressem as apostas e seria aplicado na reforma de equipamentos, prédios e na melhor remuneração dos médicos. Lembra: “Pode um médico ganhar só R$60,00 por uma operação de vesícula?”
PODEROSO Pelas circunstâncias, personagens envolvidos e as declarações do deputado estadual Barbozinha (DEM), tudo leva a crer que o ex-prefeito Murilo Zauthi terá carta branca para decidir o rumo do partido nestas eleições. Seu cacife político é superior ao do deputado Henrique Mandeta, seu colega de DEM. Nas entrelinhas da fala de Murilo percebe-se que ele não quer repetir mandatos; já foi deputado estadual, deputado federal e vice governador.
CALENDÁRIO Findo o prazo da janela partidária, oficialmente teremos o reinício das atividades partidárias só após a Copa do Mundo; entre 20 de julho a 5 de agosto o período para as agremiações escolherem seus candidatos. A velha brecha para lavrar as atas, acomodar ou alterar situações deve continuar, pois os partidos e coligações terão
até 15 de agosto (10 dias após) para fazer o registro das candidaturas.
DESESPERO Os partidários do ex-presidente Lula tem motivos de sobra para se preocuparem com possíveis depoimentos do ex-ministro Antonio Palloci (PT) e do empresário Marcelo Odebrecht. Nitroglicerina pura. Se não bastasse a condenação que motivou sua prisão, ainda restam mais 7 processos: 2 na Vara Federal de Curitiba e 5 na
Justiça Federal de Brasília. Portanto - Lula continua lá!
‘QUERENDO’ Além dos senadores Pedro Chaves ( PRTB) e Waldemir Moka (MDB), mais sete pré-candidatos já anunciaram a disposição de concorrerem as duas vagas ao Senado. O promotor público Sergio Harfouche (PSC), o ex-superintendente do Ibama Dorival Bettini ( PMB), o ex-presidente da Acrissul Chico Maia ( Podemos), o ex-
Secretário estadual Sergio Miglioli (PSDB), deputado federal Zeca do PT, ex-prefeito Nelson Trad (PTB) e o deputado federal Geraldo Resende (PSDB). As inscrições continuam abertas.
DESAFIOS Quais os critérios que o eleitor adotará para escolher nossos senadores? Afinal, qual o modelo pré concebido para ocupar o importante cargo? Quais seriam os predicados dos escolhidos? Pesariam meramente os fatores partidários ou as biografias? Integrar o Senado vai muito além dos privilégios garantidos por 8 anos a fio.
‘ENGRAÇADO’ Enquanto os flertes se sucedem entre MDB e PSDB, não faltam comparações entre a atual e administração anterior. Os tucanos lembram a crise econômica e a capacidade gerencial do governo em honrar os compromissos financeiros e realizar obras em todos os municípios. Evidente que não esquecem os fantasmas do
aquário do pantanal e das pontes que desabaram, sem contar os vexames das prisões do ex-deputado Edson Giroto (PR) e do ex-governador Puccinelli.
ELEIÇÕES provocam ‘terremotos’ de efeitos secundários e aí segue-se a risca o ditado de que ‘cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém’. Posto isso a mesa da Câmara Municipal de Campo Grande costurou antecipadamente a reeleição para o próximo biênio. Com isso João Rocha (PSDB) e Carlão (PSB) continuarão no comando daquela casa. E segue a galopeira.
PROMESSAS Elas tem sustentado as candidaturas. O deputado federal Rodrigo Maia (DEM) em sua recente visita à Campo Grande não perdeu a oportunidade e prometeu tratar com carinho o pedido de perdão das dívidas dos agricultores. E como ficariam aqueles que já pagaram parcelas anuais dos débitos? Serão reembolsados? É por essas
generosidades políticas que o Governo anuncia que as contas só voltarão a ficar no azul em 2022. Um festival de rombos e roubos.
E AGORA? Primeiro foi o deputado João Grandão (PT) condenado pela 3ª. Turma do TRF da 1ª. Região a pena de 11 anos e 10 meses de reclusão em regime inicialmente fechado por envolvimento no caso da ‘Máfia da Sanguessuga’. Depois o deputado federal Vander Loubet (PT) denunciado pela 2ª. Turma do STF por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Agora o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) condenado a pagar multa superior a R$5.8 milhões por abuso no exercício do cargo de Secretário de Segurança no Governo Zeca do PT.
‘PERSEGUIÇÃO’ Com tantos casos escandalosos envolvendo a nobre classe dos políticos é de se pensar sobre essa espirituosa tese defendida pelo nosso ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun – segundo a qual – o dinheiro do pagamento da reforma da casa da filha do presidente Michel Temer (MDB) seria da mulher do ‘lendário’ coronel João Baptista Lima Filho. Como se diz em competições de programas de auditório: “ponto pra ele - Marun”.
VINGADOR ou conivente? Em qual dos papeis o eleitor se encaixará nas eleições deste ano – em que pese o farto noticiário sobre falcatruas, prisões e escândalos envolvendo a gloriosa classe política? A Lava Jato – por exemplo – seria uma grande farsa? Os políticos locais também enlameados estariam sendo vítimas de uma grande
injustiça? Mas como se diz por aí: é preciso combinar com o eleitor.
REGISTRO No último dia 6, em concorrida solenidade na Assembleia Legislativa, juntamente com colegas jornalistas que militam em nossa capital, fomos agraciados com a ‘Medalha do Mérito Jornalista José Barbosa Rodrigues’ - projeto do deputado Maurício Picarelli (PSDB) para reconhecer o trabalho destes profissionais. A indicação
de nosso nome para receber a honraria foi da deputada Mara Caseiro ( PSDB). Grato mesmo!
‘BOA IDEIA’ O líquido da garrafinha bebericado pelo ex-presidente Lula (PT) naquele discurso antes da prisão rendendo comentários. Alguns alegam que tem tudo a haver com a proposta de Lula em se tornar ‘uma ideia’ (ou: 51 uma boa ideia). Outros lembram o episódio do jornalista Larry Rohter, correspondente do “New York Times”
quase expulso do país por dizer que o ‘habito de bebericar de Lula’ era preocupação nacional.
SOBREVIVENTES Quem serão os políticos em condições legais ou morais para disputar o Palácio do Planalto após a prisão de Lula e das investigações anunciadas contra vários personagens, inclusive o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB)? O eleitor – notadamente da classe média – já faz esse exercício de imaginação e aponta Álvaro Dias ( Podemos) e em último caso o deputado Bolsonaro ( PSL) para medir força contra o candidato da esquerda. Onde chegamos!
DECEPÇÃO João Dória Jr. ( PSDB) apareceu como meteoro no cenário político e com um discurso forte convenceu o eleitorado paulistano. Mas em pouco tempo a ‘obstinação’ de colocar a capital paulista nos trilhos foi substituída pelo projeto de se tornar governador a curto prazo e renunciou ao cargo em favor do vice Bruno Covas (PSDB). O eleitor paulistano – no mínimo – se sente sacaneado.
INSULTO a nossa inteligência. O ex-presidente Sarney (MDB) lamentando a prisão do ex-presidente Lula dizendo-se ser seu amigo. Ora! Em campanha presidencial Lula foi ao Maranhão e desceu a lenha na oligarquia Sarney como mostra um vídeo na internet. Mas pensando bem - o velho MDB de guerra se parece com o PT em suas
praticas delituosas. Taí preso por exemplo o ex-deputado Geddel Vieira, que serviu aos
Governos do PT e do MDB. “A população lincha o rato de praia, mas perdoa o corrupto com a desculpa: ‘ele rouba mas faz’.” (Gabriel – O Pensador)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José