quinta, 04 de junho, 2026
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EM ABERTO Nelsinho pode ter problemas na candidatura e sofrer desgastes pelas ações do Ministério Público . Quanto a Zeca do PT está inelegível. Abre-se espaço para o senador Pedro Chaves, que já superou o senador Moka nas pesquisas. As duas vagas poderão ser moedas de troca na composição das chapas majoritárias. Nada definido.
INDIGNAÇÃO A Câmara Municipal de Chapadão do Sul desmoralizada na comunidade. Ignorando a realidade, só desistiu de aumentar o número de vereadores graças ao movimento apartidário contra a medida. Pior que a pretensão desastrosa foi a justificativa para retirada do projeto em 2ª. votação. Mostra como anda o prestígio da classe política em todos os níveis.
NOTA 10 Deputado Marcio Fernandes (PMDB) comemora a sanção da lei garantindo gratuidade do exame de trombofilia das mulheres férteis para a detecção de coágulos nas artérias que ameaçam a gestação. Beneficiará as mulheres entre 10-49 anos com assistência na rede pública de saúde. Marcio pomoverá campanha de conscientização já em 2018.
SACO SEM FUNDO Se os Juízes de Direito e Promotores de Justiça podem, porque nós não podemos também usufruir do adicional de 20% ( R$6 mil) dos vencimentos do ‘auxílio transporte? Essa a tese da Defensoria Pública para aumentar seus ganhos no projeto já aprovado pela Assembleia Legislativa. Como o bolo da arrecadação destinado à Defensoria cresce, inventa-se uma maneira de engordar o ganho de cada um. Como dizia Justo Veríssimo: “Eu quero é me arrumá! O resto que se dane!”
PERGUNTO aos deputados estaduais se eles tem consciência da realidade que nos espera a curto e longo prazo? Neste ritmo de concessão de aumentos salariais e vantagens que se incorporam aos vencimentos dos funcionários, vai sobrar pouco do que se arrecada para investimentos na saúde, segurança e outras áreas. E mais: como pagar as aposentadorias recheadas de penduricalhos? E será que os pretendentes ao legislativo estadual tem noção desta barbárie crescente? Estamos literalmente fritos!
APLAUSOS para o delegado Ricardo Cubas Cesar, superintendente da Polícia Federal no MS. Diz que na prisão do traficante ou do ladrão de galinhas ninguém reclama – ao contrário quando se trata de um poderoso. Lembra: o poderoso dá mais prejuízo até do que um assassino que mata uma pessoa só, pois desvia verba pública matando 100, 500 ou mais. O que se roubou era para estar na saúde, nas estradas por exemplo.
FRANCAMENTE... O ambiente da eleição do ex-governador Andre na presidência do PMDB lembrou-me dos eventos da época da Arena ( Aliança Renovadora Nacional). Sem vibração e aplausos exclusivos da torcida organizada. Frustrante a fala de André : não disse que é candidato e não fez referência ao episódio de sua prisão. O ex-deputado Edison Giroto ( PR) era visto cumprimentando o pessoal na chegada do evento.
‘ AQUELA LOUCURA’ Esse foi o termo pejorativo usado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ao responder a pergunta se iria concluir a obra caríssima do controvertido aquário do pantanal. Aliás, essa herança da gestão anterior inspirou uma conhecida frase: “Precisando de assistência médica - procure o aquário do pantanal”.
A VIDA como ela é. O ex-deputado e ex-prefeito de Dourados Laerte Tefila (70 anos) é assessor de gabinete na Assembleia Legislativa. Usa ônibus e circula discretamente pelo saguão. Disse-me; sua aposentadoria inferior - a R$7 mil não dá para as despesas pessoais e o recolhimento das multas administrativas remanescente de sua gestão.
VERDADES “O problema da extrema esquerda é que ela nunca esteve preocupada em ajudar os pobres, mas apenas em prejudicar os ricos.” ( Júlio Bárbaro). “ A esquerda não acredita num mundo em que os pobres odeiam os ricos. Os excluídos odeiam não ter as mesmas chances dos ricos. Isso é diferente da velha luta de classes.” ( Thomas Friedman)
VINGANDO Eleição em Curitiba em 2012. Ratinho Jr. (PSC) e Gustavo Fruet (PDT) no 2º turno. Gleisi Hoffmann (chefe da Casa Civil) foi a TV. para apoiar Fruet ( família tradicional) e de nariz empinado disse : “Meu candidato tem nome e sobrenome”, numa indireta a Ratinho Jr. A fala magoou Ratinho Jr que hoje aproveita a onda antipetista firmando-se como candidato da Lava Jato. Tem chances de virar governador do Paraná.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José