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13 de dezembro de 2017

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1-REPAROS Sindicalistas e políticos do PT criticam a postura do Governo Estadual, mas ‘esquecem’ dos fatos ocorridos durante o Governo de Zeca do PT. Veja bem: em 2000 foi extinto o Previsul, transferindo o ativo, passivo patrimonial e pessoal à Secretaria de Administração, com o Governo arcando com o pagamento dos benefícios
naquele ano.

2-REPAROS Em 2001 a Lei Estadual 2.346 autorizou o governo a alienar todos os bens do extinto Previsul e a assistência à saúde foi para a Cassems. Ainda em 2001 foi implantada a reforma da previdência junto com a contribuição para aposentadoria de civis e militares, elevando a alíquota de contribuição do servidor de 6% para 9%.

3-REPAROS A Lei 3.150 em vigor data de 2005, retificou, ratificou e consolidou a Lei 2.207 ( de 2001), ajustou o MSPREV às regras da EC nº 41 e 47, dando condições de compensação pelos poderes e órgãos independentes de necessidades financeiras do MSPREV. Tudo isso no Governo do PT. Se o déficit em 2014 foi de R$800 milhões, a
culpa não é da atual gestão que gastou R$160 milhões com assistência médica só em
2016.

O DISCURSO do PMDB nos tempos do regime militar era ancorado na volta da democracia. Aqui, a sigla também atuou neste sentido. Mas isso é passado, passou. Com o fim do período de exceção colheu dividendos, elegeu governador Wilson B. Martins, parlamentares , prefeitos,disputando o espaço com outros partidos.

PODER Com a derrota do ex-governador Pedro Pedrossian e a vitória de Zeca do PT para o Governo, a polarização passou a ser entre peemedebistas e petistas. Anote-se: a semente foi plantada em 1996 nas eleições da capital com a vitória de André Puccinelli (PMDB) contra Zeca por 411 votos de diferença.

ELEITO e reeleito prefeito de Campo Grande, André firmou-se como a maior liderança anti petista e com esse discurso associado a sua boa gestão chegou ao governo em 2006 derrotando o petista Delcídio do Amaral (senador) com mais de 61% dos votos. Em 2010 André se reelegeu também contra outro petista – Zeca do PT.

NOVA FASE Após tantos anos de poder o PMDB ficou sem a prefeitura de Campo Grande e o Governo Estadual. Os dois poderes mais influentes ficaram em mãos de um ex-deputado ( Marquinhos) que deixou o PMDB por discordar da imposição de André e de ex-aliado tucano ( Reinaldo) dissidente por não ter o apoio na disputa da prefeitura
em 2012. Restou ao PMDB presidir a Assembleia Legislativa e ficar na base do
Governo.

QUE FASE! Como diria o locutor Galvão Bueno: “Pode isso, Arnaldo?” Além das denúncias contra a qualidade das obras (aquário & rodovias) e seus critérios de gastos pelo governador Reinaldo, André foi também atingido pela Lava Jato e acabou preso como alguns cardeais do partido: ex-deputado Eduardo Cunha, ex-ministro Geddel
Vieira e o ex-governador Sergio Cabral (RJ).

QUANTO ao discurso do PMDB, com a paternidade democrática e moralista de Ulysses Guimarães, foi depredado em níveis nacional e estadual. Como defender a boa ética com as práticas duvidosas? O progresso, com obras e benefícios sociais pouco vale sem a lisura. A implosão do Estádio do Maracanã tinha a prioridade igual do aquário da
nossa capital. Suspeitíssimas ‘prioridades’ peemedebistas.

QUESTÕES André seduzirá o prefeito Marquinhos (PSD) afinado com o governador Reinaldo? O ex-prefeito Nelsinho (PTB) tem motivos para ficar distante de André. Quais os reflexos da gestão de Michel Temer à época das eleições? Há riscos de desdobramentos do caso que levou André à prisão? Sem o poder de fogo da prefeitura da capital, do governo estadual e das principais cidades a situação é difícil para o PMDB.

ARREMATE Qual o discurso de André? Como derrotar a bandeira adversária da anticorrupção na campanha? Italiano, aos 70 anos de idade em 2018, André conhece o episódio do Gal. Júlio Cesar que ousou a travessia proibida do rio Rubicão com suas tropas. “Alea jacta est?” Acho que não. O PMDB fadigou junto com André e antes
da derrota tentará compor.

HONESTO Precisam ser levadas a sério as declarações do deputado Tiririca (PR), eleito e reeleito com mais de 1 milhão de votos. Acertou ao dizer que o Congresso trabalha muito e produz muito pouco. Também denunciou o jogo de bastidores e as propostas de tentadoras de dinheiro fácil em algumas votações. Enfim somos ( eleitores)
todos palhaços.

‘BELEZA’ “Precisamos dos profissionais da política”. Essa frase do ministro Gilmar Mendes justifica a postura do seu STF - que até agora não brindou o país com uma condenação sequer do pessoal encurralado na Lava Jato. Anel de brilhante e malas de dinheiro não sensibilizaram aquela corte. 2018 vem aí!

ALELUIA! Torço para que o sonhado acordo de cooperação entre Brasil e Bolívia produza os frutos desejados, reduzindo a criminalidade na fronteira. Senti no Secretário José Carlos Barboza, da Justiça, otimismo em relação ao evento ocorrido em Brasília, com o governador Reinaldo presente. Mas pergunto aos meus botões: até onde o
Governo Boliviano é confiável? Mas tentar é preciso.

ENTENDI... Você já notou? Os petistas pararam com o papo de ‘golpistas’ quando se referem ao pessoal do PMDB? Pois é! É que o PT tende a compor com o PMDB em alguns Estados, entre eles Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pará e Paraná. E pergunta-se: o que o eleitor brasileiro está achando de tudo isso?

‘BICUDOS’ A vice governadora Rose Modesto e o deputado Beto Pereira são os tucanos mais bem cotados para a Câmara Federal em 2018. A primeira, com base eleitoral consistente na capital tem alçado voos ao interior. Já o segundo também não perde tempo e a chance de abraços e sorrisos por onde passa. Ambos são exemplos para
outros pretendentes ao clima seco de Brasília.

BOBAGEM O PDT não deve expulsar o deputado George Takimoto pela sua posição na reforma da previdência. É o parlamentar que todo partido quer ter, pois passa credibilidade. Tem luz própria e faz sua própria campanha no campo minado de Dourados onde é reconhecidamente um médico notável. Seria intriga da oposição.

CAPITAL Um ano desafiador para a administração. Dívidas, obras abandonadas, falta de credito junto aos fornecedores, contas a receber e com nome sujo junto aos órgãos federais, o que travou convênios. Mas ao seu estilo articulado, o prefeito Marquinhos conseguiu superar a pior fase e 2019 promete ser bem melhor. Passa credibilidade.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José