quinta, 04 de junho, 2026
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‘HONRA’ Vem do latim ‘honor’, sinaliza a própria dignidade de uma pessoa que pauta seu modo de vida nos ditames da moral. Para o jurista italiano Adriano de Cupis “é a dignidade pessoal refletida na consideração dos outros e no sentimento da própria pessoa.” Dignidade lembra nobreza, respeitabilidade e autoridade moral.
A FRASE “Pode haver honra entre ladrões, mas não entre políticos “ – atribuída a Thomas E. Lawrence, diplomata inglês, agente secreto, arqueólogo e militar conhecido no filme “Lawrence da Arábia”, estrelado por Peter O’Toole (1962) se encaixa como uma luva no Brasíl atual que respira delações dos homens públicos e coligados
(operadores & laranjas).
‘COINCIDÊNCIAS’ que se encaixam num efeito cascata. Primeiro foi o doleiro Lúcio Funaro que abriu o bico para salvar a própria pele em delação homologada no STF pelo stro Fac. Contou coisas do arco da velha. Uma delas é que o ‘nosso’ Ivanildo Cunha Miranda intercedeu para a concessão do empréstimo de R$350 milhões pela
Caixa E. Federal ao Marfrig e levou R$ 9 milhões de propina divididos para ele, Geddel Vieira, Funaro e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves.
AGORA para escapar da cadeia, Ivanildo confirmou a revelação de Funaro em delação premiada que está tirando o sono de muita gente por aqui. Aliás, tirou mais que o sono. Tirou gente de casa direto para a cadeia. É o caso do ex-governador André Puccinelli que experimentou o vexame da desonra pessoal de acabar atrás das grandes
no desconforto de uma cela para 20 meliantes. Pior ainda a experiência de ter ao seu lado – também preso - o filho advogado André Puccinelli Jr. alvo de graves acusações. Foram libertos e justificam o velho refrão: “O que dizer em casa?”
HILÁRIA A oão pública ironiza a situação do advogado André Puccinelli Jr. devido a ‘fantástica’ venda de livros de sua autoria. Pelo visto ele não teria sido aluno presente as aulas de Ética, não assimilando os conselhos dos mestres Sócrates e Demóstenes. Agora, ao lado dos outros dois sócios que acabaram presos, corre o risco de passar pelo crivo do Conselho de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil. O que seus alunos acadêmicos estarão pensando de tudo isso? Boa pergunta.
INVENÇÃO? Para a Polícia Federal, Receita Federal e Controladoria Geral da União o ex-governador André seria chefe de um grande esquema de propina há mais de 10 anos com R$235 milhões comprovados até agora. Quem diz isso é o delegado Cléo Mazzotti, da Polícia Federal. Mais uma vez, as mesmas figuras envolvidas: os empresários João Amorim, João Baird (estão em todas), Mirched Jafar (Gráfica Alvorada), Antonio Cortez, João Maurício Cance e André Luiz Cance. Figuras influentes na adstração de André como constam de várias denúncias.
HORROROSO o cenário em nosso Estado, que lembra o Rio de Janeiro inclusive neste aspecto. O cidadão consciente e desapegado de ‘ interesses pessoais’ está revoltado com tamanha desfaçatez. Eleito e reeleito ao Governo Estadual, André está devendo uma entrevista coletiva à imprensa para se defender e prestar contas à população. Mas aquele político sem meias palavras, ativo, está acuado e fragilizado. Pode estar apenas adiando o anúncio de que jogou a toalha na empreitada de disputar o Governo, optando por alternativa que lhe garanta os benefícios do foro privilegiado indispensável – custe o que custar. A prioridade é a liberdade.
OS ÓRFÃOS políticos já são vistos na tentativa de reconduzi-lo ao comando do PMDB e assim tentar o Governo em 2018. Cada qual com seu discurso, mas com os mesmos objetivos pessoais. Tentam mizar a situação penal-jurídica de André, desqualificam as acusações contra ele e preferem se reportar as suas adstrações marcadas por obras físicas. Mas por insensibilidade ocasional ‘esquecem’ as sequelas na vida sócio-familiar do ex-governador. Agora são filhos e netos também traumatizados pelo episódio que começou com policiais à porta da residência. A frase
“você está preso!” é devastadora. Existem dois ‘Andrés’ – um antes da prisão, outro após a prisão.
SEM ILUSÕES A oão pública que assiste aos noticiários sobre o escândalos ironizam as justificativas ou defesas dos políticos acusados e envolvidos. Todas seguem a mesma linha. Parecem ter saído de um manual de formulários: “O fulano de tal reafirma que não está envolvido no caso, reservando-se ao direito de se defender para provar sua inocência”. Aquela ladainha de sempre. O interessante é que todos esses políticos fogem da imprensa, como está acontecendo também aqui.
DR. ODILON Tirou o passaporte para sua primeira viagem política. É o primeiro nome diferente disposto a ingressar no cenário político. Ouço oões diversas sobre suas chances e eventuais alianças e apoiamentos. Longe de fazer comparações, mas a política é incrivelmente dinâmica e a fila anda. Inegável que há um clima de indignação no ar e Odilon tem ao seu lado o ex- conselheiro João Leite Schimidt. Pode fazer a diferença nos bastidores.
FOGUETES Em que pese o cenário nacional nebuloso a economia do Estado vai se firmando. O governador Reinaldo (PSDB) não esconde sua confiança e projeta números positivos para 2016. Lembra que o corte dos juros é indispensável e que a pecuária tem salvado o Produto Interno Bruto. Sem alarde vai fazendo uma adstração eficiente e atende todos os segmentos sociais e econômicos. Ao seu estilo reitera: não estou
pensando em eleições. ‘Acredito’.
DE VALOR! A chegada do Enelvo Fe (PSDB) à Assembleia Legislativa é saudável. Ex-prefeito de Sidrolâdia, um dos responsáveis – como prefeito – pela transformação social e econômica daquele município. Enelvo é dinâmico, tem uma visão moderna da adstração pública. A população de Sidrolândia que tem seu primeiro deputado,
precisa ter juízo, se unir, para reelegê-lo. Cabe a Enelvo se articular entre as forças políticas locais. Difícil, mas não impossível.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José