quinta, 04 de junho, 2026
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BALANÇO Não perdemos para Cuiabá de Julio Campos e cia, mas pela incompetência de nossos políticos. Focados na luta pelo poder, não investiram na boa relação com o Planalto para termos condições especiais ao nosso desenvolvimento ( como fizeram os cuiabanos). Nossos primeiros senadores e deputados federais disputavam espaços no Governo local, cada qual cuidando do próprio umbigo. E agora? Bem, são outros quinhentos! Somos o que temos! O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não tem a varinha mágica. Faz o possível.
AVISOS: Pesquisa eleitoral é igual biquíni: mostra o principal mas esconde o essencial. Eleição não se ganha eleição por antecipação com base nos números das pesquisas – manipuladas, estranhas ou ainda subjetivas, que nem sempre revelam os contrastes e as complexidades do cenário. Na política – como aprendemos desde menino – não há favas contadas.
EXEMPLOS de surpresas. Além dos casos locais conhecidos, dois são marcantes: de Fortaleza em 1988 onde Maria Luíza Fonttenele com 17% nas pesquisas 10 dias antes do pleito bateu o cacique Paes de Andrade (PMDB) com 54% das intenções de voto. No mesmo ano Luiza Erundina (PT) venceu Paulo Maluf (PDS) para a prefeitura de São Paulo com 270 mil votos de diferença em turno único. Foi favorecida pelo excesso de candidaturas ( 13) e a desistência de Airton Soares ( 7 dias antes do pleito) com seu nome constando da cédula de votação.
CUIDADO É preciso consultar o eleitor quando o assunto é composição com grupo adversário pensando em facilitar a vitória e acomodar interesses. Os exemplos mostram que o tiro costuma sair pela culatra nestes ‘casamentos’ espúrios aos olhos da oão pública. Além do mais, está em curso a formação de uma terceira via liderada pelo PDT para disputar as eleições de 2018.
MUDANÇAS se os tempos são outros – onde homem casa com homem e mulher casa com mulher – não se pode esperar que o eleitor continue pensando e agindo como no século passado, como se fosse aquela múmia egípcia enfaixada que nada via e ouvia. As pessoas tem pressa, querem mudanças e não se conformam com o velho discurso saudosista do ‘rouba mas faz’.
OS INVISÍVEIS Em todas as pesquisas vem aparecendo um contingente assustador de eleitores que simplesmente preferem não se manifestar ou ainda tendem a votar em branco ou nulo. É possível que boa parte de meus leitores pertença a esse time, que critica, ironiza ao longo da campanha e só resolve decidir na última hora, contrariando os especialistas e as próprias pesquisas.
CLASSE MÉDIA É dela que sai a maioria dos integrantes do ‘eleitorado invisível’. É o cara que tem formação superior, sem entusiasmo com os políticos, discute futebol e política só no churrasco, chama os políticos de ‘cachorrada’ - mas de vez em quando dá uma ‘zapeada’ nas notícias para saber os últimos escândalos. Esse eleitor reclama do custo da mensalidade escolar, supermercado, plano de saúde, juros do cartão de crédito e por aí afora.
‘PANELINHA’ Como explicar ao eleitor esse fundo de quase dois bilhões de reais para o pleito de 2018 quando falta tudo na saúde? O eleitor da classe média com quem converso muito tem uma concepção muito ruim dos políticos . Acha que eles são mais iguais do que diferentes e que independentemente de partido – se servem da mesma ‘panelinha’, de mordomias, vantagens diversas resultantes do poder.
INFELIZMENTE o político não se preocupa em saber quais assuntos interessam de fato ao eleitor. Há uma falta de sintonia, diferente do que acontece nos Estados Unidos, onde 97 a 98% dos congressistas são reeleitos. Lá, antes de apresentar qualquer projeto, eles consultam todas as pesquisas existentes sobre o assunto para saber o que pensa o eleitor.
IGNORAR o que pensa o eleitor, não é exclusividade dos legisladores em todas as instâncias. Também os detentores de mandatos executivos agem assim, por vantagens diversas e falta de oposição competente. O presidente Michel Temer (PMDB) dará aposentadoria integral e imoral aos ex-congressistas afrontando a população. Sorte dos vampiros de todos os partidos.
EXEMPLOS locais: aciativa do ex-governador André Puccinelli (PMDB) em privatizar o serviço de água e esgoto da capital e eleger como prioridade na capital a construção do aquário, caríssimo e de utilidade duvidosa. Acertou com a Assembleia Legislativa e deu banana pra todos nós. Assim, desde a época dos megalomaníacos Imperadores de Roma – onde um cavalo foi nomeado senador – pouca coisa mudou.
OUTRO CASO A generosa prorrogação por mais 30 anos e 10 meses ( até 2060) do contrato de concessão do serviço de águas e esgoto da prefeitura da capital – pelo então prefeito Nelson Trad Filho (PTB) para a empresa Águas Guariroba. Na época, a Câmara Municipal silenciou-se, mas o vereador Marcos Alex (PT) fez denúncia ao Tribunal de Contas que agora decidiu pela anulação das clausulas irregulares. Todos os cidadãos – pobres e ricos – precisam saber destas ‘pérolas’ adstrativas.
MAIS OUTRO... Como esquecer o caso do Porto de Murtinho que ‘milagrosamente’ acabou caindo no colo dos familiares do ex-governador Zeca do PT? Sem alongar no campo jurídico pastoso, há de se destacar a decisão judicial que após tantos anos decidiu pela ilegalidade da negociação. Parafraseando o velho ditado: “Não basta o dirigente público ser honesto, tem que parecer honesto”. Pergunto: o que o meu fiel leitor pensa disso?
‘VAMPIROS’ A stra Carmem Lúcia (STF) menosprezou a inteligência do povo brasileiro ao dizer: “Se o brasileiro soubesse do que eu sei não dormiria”. Ora! Ora! O cidadão brasileiro tem uma leitura razoável das patifarias e negociatas – onde vale absolutamente tudo – que ocorrem no andar superior do país. O brasileiro só é covarde, mas sabe da zorra brasiliense.
DESMORALIZAÇÃO Silêncio total sobre a reportagem da ‘Veja’ mostrando a venda de sentenças no STF. A ‘grande’ OAB ignorou. Para piorar a imagem da justiça assistimos nesta quinta feira ao triste espetáculo de conciliação do STF com o Senado para resguardar os interesses comuns. Enfim, o STF fez jogo de cena sem perder a compostura e o Senado preservou o lobo Aécio da sua alcateia. Portanto, a festa continua na ‘Ilha da Fantasia’.
FOLCLÓRE Conselho do velho coronel nordestino ao filho sucessor: “Se queres ser bem sucedido na política, cultive duas verdades: a sinceridade e a sagacidade.” O rapaz questionou: “ O que é sinceridade, meu pai?” – Respondeu o patriarca: “É manter empenhada a palavra, custe o que custar”. Repicou o filho: “ E o que é sagacidade?” Finalizou o velho: “É nunca empenhar a palavra, custe o que custar”.
‘UM SANTO’ O deputado Bonifácio Andrade (PSDB-MG) é da 5ª. geração da família do‘Patriarca da Independência’ e que há 195anos mama no poder. São 15 mandatos: vereador em Barbacena (MG) , deputado estadual e deputado federal (10 mandatos seguidos). A tinhosa cabeça mineira fez dele um São Jorge às avessas como relator do caso do senador Aécio Neves (PSDB). Em vez de salvar a mocinha, acabou casando com o dragão.
A PERGUNTA que não se cala: acabou a ‘temporada 2017’ das prisões de políticos e gente do poder por aqui? A última ‘leva’ foi no caso do Detran, com direito inclusive ao constrangimento da nudez no exame de corpo de delito. A expectativa agora fica por conta do processo “Maquinas de Lama’ na Justiça Federal por conta de desvio de R$150 milhões em obras na adstração estadual, com o ex-governdor André Puccinelli (PMDB) obrigado ao uso da tornozeleira eletrônica inclusive.
A PROPÓSITO “Você está preso”. “Sua mãe morreu”. Para um ex-policial já aposentado, essas duas notícias contém os maiores efeitos devastadores aos protagonistas. A primeira delas provoca desmaio, dor de barriga, queda de pressão e até vômito. A segunda é emocional, arranca lágrimas e desespero dependendo das circunstâncias da morte anunciada. O leitor, inteligente, tem a própria leitura destas situações que marcam muito. Ambas terríveis.
‘VICIADOS’ Incrível a dificuldade de readaptação de ex-políticos ao mundo dos mortais comuns. Não vivem sem o ‘osso’. Acostumados com as benesses , alguns deles ainda sonham com a volta, não importa como. Seria o caso de gente que anda frequentando o escritório político do ex-governador André Puccinelli (PMDB), ignorando o calendário e o relógio implacáveis.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José