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A justiça deixa até nosso passado incerto

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12 de março de 2021

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NOVA BATALHA:  6º colégio eleitoral, Sidrolândia atrai as atenções devido a eleição suplementar no dia 11 de abril. Enelvo Fellini (PSDB) terá Moacir do Vacaria (Patriota)  como candidato a vice prefeito. No pleito anulado Enelvo obteve 9.057 votos (39,51%) e Moacir candidato à prefeito 3.219 votos (14,04%) contra 10.646 votos de Daltro Fiuza (MDB). O ex-prefeito Ari Basso apoia Enelvo e o deputado Gerson Claro (PP)  apoia Vandinha a exemplo do PT, PDT e PSB.

O TABULEIRO:  Vandinha (PP) vereadora ( 689 votos) e presidente da Câmara que hoje administra a cidade, será candidata prefeita tendo como vice Neuzi Fiuza, mulher de Daltro Fiuza.  No pleito de 2020 tivemos 7.177 abstenções (22,94%), 373 votos em branco e 816 nulos. Uma eleição ‘pau a pau’ que vai influenciar no pleito de 2022.

REFLEXÃO: “ Quando a tormenta passar, que a jornada seja tranquila e sejamos sobreviventes de um naufrágio coletivo, com o coração apertado e o destino abençoado, nos sentimos sortudos pelo simples fato de estarmos vivos e daremos um abraço no primeiro desconhecido e comemoraremos a sorte de conservar um amigo. E então lembraremos de tudo aquilo que perdemos e de uma vez aprenderemos o que  não tínhamos aprendido.  Já não teremos inveja, pois todos terão sofrido...” (Alexis Valdez)

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Correia (PSDB) comandou o acordo entre o Grupo JBS, operários e autoridades de Coxim evitando o fechamento do frigorífico. Lucas de Lima (SOL): requer realização de exames oftalmológicos e doação de óculos aos alunos da rede pública; visitou Jaraguari, garantiu  ao prefeito e vereadores emendas à cidade. Zé Teixeira  (DEM) comemora a inauguração do Hospital da Mulher e da Criança de Dourados, tendo sido o responsável por viabilizar o terreno da obra; reivindica obras e melhorias para Alcinópolis, Brasilândia, Bodoquena, Dourados, Itaporã, Ribas do Rio Pardo e Santa Rita do Pardo. Neno Razuk (PTB): aprovado em 1ª. discussão seu projeto criando o Cadastro do 1º Emprego. 

UMA BENÇÃO! Hoje a Caixa de Assistência dos Servidores Públicos (Cassems) é referência no segmento e nesta tragédia pandêmica tem salvado muitas vidas. Fruto do comando ‘cirúrgico’ do presidente Ricardo Ayache - que ao longo destes 20 anos da entidade tem sido competente na semeadura. Hoje colhe elogios e aplausos merecidos. 

O DILEMA: Radicaliza ou tenta atrair os descontentes com Bolsonaro? Lula ensaia a primeira hipótese. Mas sem o Centrão perderá! A ‘tchurma’ do centro é decisiva. Votará com o Planalto em troca de benefícios. E o garganta Ciro Gomes - irá de arrasto com o PT? Mas até 2022 tem muito chão e hoje a nossa prioridade é conseguirmos sobreviver.

DO LEITOR:  “Gilmar Mendes e Sergio Moro: qual deles prestou mais serviços contra a corrupção”? As críticas do ministro Gilmar contra o ex-Juiz  Moro justificam  essa comparação irônica: “É a banana querendo comer o macaco”.  O STF é  cenário de disputa de egos inflados, passa insegurança, quando sua função é o oposto. Nos votos  e entrevistas  - a justiça deixa de ser relevante e cede lugar à politicalha”.

O IMAGINÁRIO popular é fértil. Por aí já se pergunta: as delações premiadas serão anuladas? Aqueles l5 bilhões de reais roubados e recuperados serão devolvidos? Vamos fingir que tudo não passou de fantasia? Que as confissões do ex-ministro Palocci, dos empresários,  o Petrolão, o Mensalão e o departamento de propinas da Odebrecht foram invenções? Algum inocente foi condenado pela Lava Jato?

ROBERTO LIVIANU: “ (-) Fica o sabor amargo de impunidade na boca, decorrentes da decisão de Fachin, pois os casos serão redistribuídos para varas em que não há juízes focados neste trabalho de combate a corrupção de grosso calibre. Pelo contrário – estão abarrotadas de serviço – e o risco de prescrição é real e concreto. E diante da idade do acusado, esses prazos prescricionais caem pela metade. Parece que o sistema não tem força suficiente para punir os poderosos...( - )”

SEM ILUSÕES:  Os ingênuos imaginavam que as grandes nações fariam o pacto com prioridade para a produção gratuita de vacinas e ações contra o covid-19,  para todo o planeta. Mera ilusão; elas continuam visando apenas os lucros políticos e financeiros manipulando como podem. Ainda não foi desta vez que a humanidade se regenerou. Entre a vida e a economia - optou pela última.

A ESTRELA: Das 79 mulheres na Câmara, a deputada Rose Modesto (PSDB) é uma das 3 integrando a mesa diretora. Ela lembra: as mulheres são maioria do eleitores e filiados mas minoria na representação. Rose quer avançar na pauta igualitária daquela casa de leis onde até pouco tempo nem tinha banheiros femininos.  Só no Brasil mesmo.

AÇÕES & DEPUTADOS:  José C. Barbosa (DEM): enalteceu o papel das mulheres no combate do Covid; integrado à campanha contra as taxas cartoriais no MS; porta voz dos índios pela falta de agua nas aldeias de Dourados. Mara Caseiro (PSDB): à frente do evento comemorativo do Dia da Mulher,  muito elogiado pela organização. Capitão Contar (PSL): questionando a origem de produtos hospitalares armazenados no Centro de Convenções Albano Franco. Antonio Vaz ( Rep): propõe programa de telemedicina às gestantes na pandemia; quer isenção da taxa de inscrição para deficientes físicos nos eventos esportivos. João Henrique  (PL); preside a Comissão de Finanças e acompanha o trâmite de seu PL sobre transparência  da imunização do Covid-19.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José