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A impotência da nossa bancada federal

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8 de julho de 2015

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BASTIDORES: Ganha corpo a tese de que o deputado Dagoberto quer reinar sozinho no PDT pelo compromisso assumido junto a ex-vereadora Tereza Naime com vistas as eleições da capital. Felipe Orro e Beto Pereira tem lá suas razões.
BETO PEREIRA: Cuidadoso e incisivo citou sua condição de tetraneto do fundador da capital, rebatendo a pecha de aventureiro imputada por Dagoberto. Lembrou que o PDT encolheu no MS: de 17 prefeitos para 5 e de 7 deputados para apenas 3.  
CONCLUSÃO: Espera-se de tudo neste embate interno do PDT, mas os dois deputados podem se aproveitar da futura ‘janela’ para deixar a sigla. Mas vale registrar: Luppi saiu impressionado com o preparo e postura corajosa do jovem parlamentar.  
DESGASTE: Até aqui a bancada federal de MS não mostrou peso algum para influir na decisão do Planalto na questão das áreas invadidas pelos índios. Onde está a bancada ruralista? Escafedeu-se após a Kátia Abreu virar ‘gente do Planalto’? Só pode. 
IMPRESSIONA: Até o deputado Kemp concorda com as duras e sábias declarações do seu colega Zé Teixeira na análise do quadro. A justiça, impotente propositalmente, a serviço de seu ministro lamentavelmente incompetente e partidário.
OPINIÃO: A bancada ruralista perdeu agora, quando o governo fez mil negociatas para aprovar as recentes medidas fiscais, a chance de ouro de impor a solução fundiária do MS como condição de ‘moeda de troca’ para acompanhar o Planalto.
SEM ILUSÕES: Esse governo só tem bons olhos para o Friboi;  se mantém graças ao agronegócio mas nutre ódio pela classe ruralista;  coloca a Polícia Federal para impedir que produtores rurais tenha acesso a suas propriedades no MS. Pode?
FERMENTO: O PSB é sigla sem desgastes, em condições de atrair gente com bom perfil na capital e interior. O atento deputado Barbozinha, já costura com o secretário geral Sebastião de Almeida, a fundação do partido em Chapadão do Sul.  
GENTE BOA: Assim o operoso deputado Takimoto é tratado pelos seus colegas. Mas seu estilo introspectivo e polido motiva ironias. Alguém já disse inclusive que - para ouvir a voz do deputado médico só mesmo marcando uma consulta com ele. 
ESTÍLO: Conta-nos o médico Douglas H. Borges; doente, o deputado Guerreiro – ainda vereador – foi internado e ficou na área do SUS do hospital. Convidado a ocupar um apartamento, argumentou: “vou ficar aqui com os meus eleitores”. 
A PROPÓSITO: Quanto mais converso com pessoas de Três Lagoas, mais convencido fico de que o deputado, com essa postura, será eleito prefeito. Vários partidos querem indicar o seu vice, mas é bom lembrar: vice não ajuda, mas pode atrapalhar.  
CONFIRMADAS minhas expectativas; a ex-senadora Marisa tem uma postura zelosa como conselheira do TCE-MS. Educadora consagrada, tem o olhar focado nas questões que envolvam todos os gastos dos gestores públicos com a criança e escola. 
MARISA insiste na necessidade dos gestores públicos controlarem gastos com a saúde, merenda, transporte escolar e saúde em cada cidade. É lá que ocorrem desvios de verbas e má gestão que refletem na vida das crianças e no cidadão de amanha. 
A CONSELHEIRA insiste na prevenção até aqui. Além de orientar os auditores que fiscalizam diretamente as cidades, ela vem proferindo palestras no interior com didática objetiva, que não comportam eventuais desculpas por futuros deslizes na área.  
CONSELHO: Bem intencionado também na área de segurança, o governador Reinaldo anuncia novas viaturas. Mas o índice de acidentes com viaturas mostra: nossos militares precisam se reciclar no trânsito, pois como motoristas deixam a desejar. Certo?
QUANTO é o custo mensal de uma viatura? Qual seu impacto nos cofres do Estado? Isso é informado para quem está no volante? Reinaldo deveria adotar o mesmo critério de responsabilidade que tem nas relações com os empregados de suas fazendas.
ESPERTAMENTE  os ex-governadores ignoraram, mas as condições dos prédios  do Parque dos Poderes clamam por reforma. A estrutura é boa, mas o tempo fez estragos. Trata-se de bens públicos, de alto valor, que devem ser conservados. 
‘CULTURAL’ Essa é a desculpa de nossos administradores públicos, que preferem construir que conservar. Isso se aplica aos prédios, veículos, aparelhos, móveis etc. Mas na iniciativa privada não é assim; o dono sabe quanto custou seu patrimônio. 
EM TEMPO: Espera-se que verdadeiramente o governador Reinaldo não esteja focado no pleito de 2016, esquecendo-se do furacão previsto para o 2º semestre. Ele sabe: em agosto terá acabado a grana do bezerro e do milho safrinha. A arrecadação cairá.
A POLÊMICA sobre a questão sexual no ensino é grande. Na capital não foi diferente. Só os vereadores Eduardo Romero e Luiza Ribeiro resistiram a pressão das igrejas. Para muitos, essa postura é cômoda e justificável: ambos não têm filhos. Entendi...   
‘OS RADICAIS’ Temos que admitir a criatividade de alguns petistas em alegar que vão formar um novo grupo para corrigir a rota do Governo do PT. Esse pessoal está vivendo em outra galáxia ou não está vendo as notícias da mídia atual. 
ARREMATE: O PT se mantém também graças a essa oposição incompetente e ao PMDB falastrão e oportunista. Aliás, a Lava Jato está desnudando os chamados santos de todos os partidos.  É por isso que o voto continua sendo obrigatório. Que pena!
“Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem”. (Millôr Fernandes)  

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José