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A crise econômica & consequências políticas

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17 de março de 2015

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‘DAY AFTER’ Divulgada a Lista de Junot, veio o desabafo do senador Delcídio pelas especulações desgastantes na campanha eleitoral. Mas ele evitou o confronto, não citou Azambuja e nem Antônio João, os maiores predadores de sua imagem na TV.
VIDA NOVA: As compensações financeiras – via justiça – não reverterão os prejuízos políticos. Só amenizam a bronca, massageiam o ego lavando a honra. Claro, é uma questão personalíssima, que não admite palpites de quem quer que seja.       
INEGÁVEL: O prestígio do senador está em alta no Planalto. A escolha para presidir a ambicionada Comissão de Assuntos Econômicos prova isso. Cicatrizadas as feridas, ele vai se reinserindo no contexto alinhavando seus projetos. A vida como ela é... 
DESGASTES: André perdeu politicamente. Reinaldo poderá provar do mesmo veneno ao insistir na cobrança da taxa de inspeção veicular.  Qualquer instituto de pesquisa comprovaria: a opinião pública é contra essa herança do governo anterior. 
A QUEDA da arrecadação é real. Reflete no governo e em nós. A inflação estrangulou o orçamento; qualquer real faz falta. A procura pela gasolina mais barata, por exemplo, tem provocado uma verdadeira peregrinação pelos postos das cidades. 
O DESAFIO de Reinaldo continua sendo aquele compromisso de campanha em adotar mecanismos para tornar os preços os combustíveis mais baratos. Essa inquietação nas lideranças do setor pode desembocar naturalmente na Assembleia Legislativa. 
BOA VONTADE: Não tem faltado aos deputados na apreciação dos problemas da atual administração. O próprio deputado Rinaldo, líder do Governo, reconhece. Mas diante do dinamismo da política, é inadmissível que essa ‘lua de mel’ não tenha fim.  
IMPRESSIONA, mas negativamente! Com o país sendo sacudido pelas manifestações de insatisfação, nossos deputados estaduais se mantém anestesiados. Ora! Não há como separar os temas nacionais do nosso dia a dia.  Ou seriam eles estrangeiros?
INFELIZMENTE a nova legislatura começa com os vícios da anterior. Temas atuais, de suma importância, que poderiam trazer dividendos eleitorais, são ignorados. Indago: mas os deputados são seriam – em tese – os representantes e voz do povo? 
A TRIBUNA: Ela ainda parece atemorizar alguns deputados. E pensar que ao longo da história dos povos, ela simboliza o espaço de luta, reivindicações e criticas. Parlamento sem debate de ideias acaba perdendo sua essência, própria da democracia. 
ESTRANHO Com seu partido (PP) envolvido até o pescoço na ‘Lava Jato’, o ex-prefeito Bernal continua se movimentando. Estaria ele inelegível ou não? Há quem garanta que isso só seria questionado pelos adversários no momento certo. 
LEMBRA o advogado André Borges, craque em direito eleitoral, que Bernal estaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa embora o TSE tivesse deferido sua candidatura ao senado. Por consequência, admite que Bernal terá problemas para 2016.
AGUARDEM: Os membros da comissão presidida pelo deputado Amarildo poderão conferir as entranhas dos acertos indenizatórios junto a Cesp pelas inundações  da Usina de  Porto Primavera.  A questão: será que tudo foi feito corretamente? 
MEMÓRIA: Sete municípios da região perderam suas melhores terras devido a inundação. O impacto ambiental grave, pois 80% do lago fica do nosso lado; a geração de energia diminuta. É a 3ª hidrelétrica mais ineficiente do mundo. Pode?
PROCEDE: Ligado ao agronegócio, o deputado Marcio Fernandes lembra: o Estado – além de oferecer vantagens fiscais aos investidores, deve divulgá-las. Citou sua ação junto a Cocamar (Cooperativa de Maringá) que está investindo mais aqui. 
A PROPÓSITO: Corre solta a tese de que MS seria um dos destinos alternativos de algumas empresas por conta da crise hídrica de São Paulo. Claro, cabe ao Governo aferir as reais vantagens sociais/econômicas que elas trarão ao Estado. 
GUERREIRO: Boa a imagem do deputado na Assembleia por conta de seu estilo. É simples e de visão prática sobre todos os assuntos. Preocupado, admite: essa crise econômica de Três Lagoas não será resolvida a toque de caixa. Tem toda razão. 
A PERGUNTA: Qual seria mesmo a prioridade atual para a Petrobras? Cobrir os rombos, redirecionar seus planos de pesquisas, de extração de petróleo, concluir a refinaria  de Pernambuco ou essa fabrica de Três Lagoas? Complicado. 
JR. MOCHI Não tem sido fácil superar os desafios diários à frente do parlamento estadual. Conhecedor das leis, sabe: não pode avançar o sinal. Como político, tem que ter habilidade para se livrar das armadilhas e pegadinhas em seu caminho. 
NA PRESIDÊNCIA deságuam todos os interesses dos deputados, políticos em geral e de vários segmentos da sociedade. Uma loucura que daria um bom livro de memórias.  Mas isso não se revela publicamente. Fica por conta da imaginação do leitor. 
SUJOU!  Se a imagem dos nossos políticos não era das melhores, com o advento da ‘Lava jato’ piorou de vez.  O noticiário mostra com detalhes a falta de escrúpulo dessa gente insaciável. Não há distinção de partidos: eles são absolutamente iguais. 
O BRASILEIRO pergunta: diante das denuncias, a justiça – via STF – se vergará aos interesses do Palácio do Planalto para proteger alguns envolvidos? Esse encontro do ministro Dias Toffoli com a presidente Dilma repercute negativamente. De leve... 
“No Brasil a justiça é eficiente: na condenação do pobre e absolvição do rico” 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José