quinta, 04 de junho, 2026
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O golpe eletrônico, feito com a utilização do vírus "Zeus", fez mais quatro vitimas em Mato Grosso do Sul. Somente em dois casos, as vítimaras perderam mais de R$200 mil. Até o momento já foram registrados cinco casos no Estado.
De acordo com a proprietária da empresa Infomaster soluções em T.I. (Tecnologia da Informação) Ana Carolina Lapicirelli, que atende os empresários vitimas do golpe, a ação dos criminosos é motivada pela falta investimentos na área da segurança da informação e descuido das pessoas.
Ana Carolina explica que nos golpes aplicados no Estado, os criminosos se utilizam do vírus Zeus para receber informações das transações bancarias feitas pelos usuários e emitir boletos bancários com informações e valores “reais” direcionando o pagamento para uma outra conta.
A empresária alerta para que o usuário ao receber um boleto bancário, mesmo que as informações e valores sejam corretos, fique atento a qual banco o pagamento está sendo direcionado. “geralmente eles pegam um boleto que é do Banco do Brasil e alteram somente as informações do código de barras direcionando para outro banco. É preciso que a pessoa olhe de qual banco é o boleto antes de fazer o pagamento”, diz.
É o que aconteceu na semana passada com uma empresária de Campo Grande que teve um prejuízo de R$ 183 mil depois que criminosos utilizando o vírus falsificaram boletos bancários emitidos a ela direcionando o pagamento para o Banco Santander.
Carolina orienta aos usuários que além dos cuidados com a checagem das informações, é preciso utilizar a ferramenta correta para combater o vírus que não é detectado pelos anti-vírus gratuitos. “É preciso que haja o investimento em segurança. Principalmente para quem faz movimentações financeiras altas. Muitas vezes as pessoas acham que estão protegidas com qualquer antivírus, mas isso não é o certo”, disse.
Segundo a empresária, o custo médio de um software que consegue detectar o Zeus é de R$579 por mês.
Vírus - O Zeus é um “kit” de desenvolvimento de vírus. Após adquiri-lo, um criminoso consegue gerar um vírus novo, com fins específicos, e às vezes sem precisar de conhecimento de programação.
Segundo as fabricantes de antivírus Trend Micro, a praga está chegando ao Brasil com uma técnica avançada de roubo de informações bancárias. Mas a atuação do vírus ainda é limitado justamente porque o “kit” custa US$ 500 – o que é caro para os padrões do crime virtual brasileiro.
Golpe
Um casal procurou a delegacia após perder mais de R$ 60 mil em um golpe aplicado por meio de um grupo de WhatsApp, em Campo Grande. O caso foi registrado como estelionato e fraude...
28 de abril de 2026
Um casal procurou a delegacia após perder mais de R$ 60 mil em um golpe aplicado por meio de um grupo de WhatsApp, em Campo Grande. O caso foi registrado como estelionato e fraude eletrônica.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher, de 45 anos, e o namorado, de 42, contaram que entraram no grupo ainda em janeiro deste ano. O convite teria sido feito por conhecidos e levava para uma suposta empresa, administrada por uma pessoa com número de telefone internacional.
No grupo, os participantes eram incentivados a investir dinheiro com a promessa de retornos altos, acima do mercado. Para isso, precisavam fazer depósitos e cumprir tarefas simples, como assistir a vídeos curtos e avaliar conteúdos, o que supostamente gerava ganhos dentro de uma plataforma.
O casal afirmou que permaneceu por mais de seis meses no esquema e chegou a realizar saques no início, o que aumentou a confiança na plataforma. Durante esse período, fizeram vários depósitos, de forma semanal e mensal.
No entanto, nesta semana, o aplicativo saiu do ar e todo o saldo desapareceu. Além disso, os administradores do grupo pararam de responder mensagens e limitaram a comunicação apenas a eles. A pessoa que se identificava como responsável também não foi mais encontrada.
A mulher relatou que fez transferências a partir de março, somando cerca de R$ 16,1 mil, por meio de diferentes bancos. Já o namorado disse que perdeu aproximadamente R$ 44,8 mil, incluindo valores enviados de contas pessoais e também de uma conta empresarial da irmã.
Ao perceberem que não conseguiam mais acessar o dinheiro nem contato com os responsáveis, eles concluíram que se tratava de um golpe e procuraram a polícia.
O caso será investigado.
g1 MS
Golpe
Caso foi registrado como estelionato na Depac do Centro de Mato Grosso do Sul, envolvendo negociação por telefone e WhatsApp.
23 de janeiro de 2026
Uma empresária de 30 anos foi vítima de um golpe envolvendo a venda de 30 cabeças de gado em Rio Verde de Mato Grosso, resultando em um prejuízo de R$ 60 mil. A negociação foi realizada por telefone e WhatsApp, e o suspeito não entregou os animais após o pagamento.
De acordo com o registro na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, a vítima recebeu, em 15 de janeiro, contatos de um homem que se apresentou como vendedor de gado, alegando que as 30 cabeças, totalizando aproximadamente 280 arrobas, estavam em confinamento na cidade de Rio Verde de Mato Grosso, a cerca de 203 quilômetros de Campo Grande. O valor total da negociação era de R$ 114 mil, dividido entre entrada e pagamento no momento do abate.
Para dar credibilidade à operação, o suspeito enviou imagens de documentos falsificados da fazenda e utilizou a pressão para que a empresária efetuasse o pagamento inicial. Ela também forneceu contato de uma transportadora responsável pelo transporte do gado até um frigorífico, e, ao confirmar o deslocamento, realizou uma transferência bancária de R$ 60 mil.
Após o pagamento, o suspeito deixou de responder às mensagens, não enviou a nota fiscal do gado e desapareceu. O motorista da transportadora informou que foi orientado a aguardar em um posto de combustíveis, mas a documentação nunca foi providenciada, evidenciando a fraude. A vítima possui registros das conversas e do comprovante de transferência e pretende representar criminalmente contra os envolvidos.