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Pintor sofre descarga elétrica e é arremessado contra parede após encostar em fiação em MS

Ela usava um rolo de pintura com cabo de alumínio e, em determinado momento, a ponta do equipamento tocou na fiação elétrica.

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18 de junho de 2026

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G1 MS

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Um pintor, de 38 anos, ficou gravemente ferido após sofrer uma descarga elétrica enquanto trabalhava no telhado de uma empresa, na tarde de ontem quarta-feira (17), no bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Conforme o Corpo de Bombeiros, ele encostou um cabo de alumínio na rede de energia, foi arremessado contra uma parede e sofreu queimaduras de terceiro grau.

A vítima fazia a pintura do telhado quando o acidente ocorreu. Ela usava um rolo de pintura com cabo de alumínio e, em determinado momento, a ponta do equipamento tocou na fiação elétrica.

Apesar da gravidade do acidente, ele não perdeu a consciência, mas ficou desorientado.

Os bombeiros tiveram que usar um caminhão munck, que é um veículo equipado com um braço hidráulico articulado, para acessar o telhado e resgatar o pintor.

Em seguida, a vítima recebeu atendimento dentro da Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA), ambulância de atendimento avançado da corporação. Após os primeiros socorros, ele foi levado para Santa Casa.

G1 MS

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Iagro reforça que prazos da vacinação contra brucelose seguem inalterados em MS

Iagro reforça que produtores devem manter calendário estadual e registrar atestados até o último dia de cada etapa da campanha.

Iagro reforça que prazos da vacinação contra brucelose seguem inalterados em MS

18 de junho de 2026

Iagro reforça que prazos da vacinação contra brucelose seguem inalterados em MS

 

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A Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) alertou os produtores rurais de Mato Grosso do Sul que os prazos da campanha de vacinação contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas permanecem inalterados no Estado. A imunização é obrigatória para animais com idade entre três e oito meses e segue o calendário estadual já estabelecido.

Calendário estadual permanece o mesmo

A campanha de vacinação contra a brucelose em Mato Grosso do Sul é realizada em duas etapas ao longo do ano. A primeira ocorre entre 1º de janeiro e 30 de junho, enquanto a segunda é realizada de 1º de julho a 31 de dezembro.

De acordo com a Iagro, os produtores rurais devem registrar os atestados de vacinação até o último dia de imunização de cada etapa. As regras estão previstas na Portaria Iagro nº 3.617, de 28 de maio de 2019, que estabelece os procedimentos necessários para o cumprimento da campanha no Estado.

Campanha nacional não altera regras em MS

Nesta terça-feira (16), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou uma campanha nacional de vacinação contra a brucelose destinada aos estados que não possuem legislação própria, com o objetivo de padronizar as ações em todo o país.

Segundo o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, a nova portaria do Mapa não modifica as normas vigentes em Mato Grosso do Sul, nem os prazos já estabelecidos para vacinação e registro dos atestados.

Dessa forma, os produtores sul-mato-grossenses devem continuar seguindo o calendário estadual e apresentar os registros de imunização dentro dos períodos definidos pela legislação local.

Doença afeta animais e humanos

A brucelose é uma doença infectocontagiosa causada por bactérias e pode atingir tanto animais quanto seres humanos, sendo considerada uma zoonose.

A transmissão pode ocorrer por meio do consumo de leite ou carne de animais infectados. Nos bovinos, a enfermidade compromete principalmente o sistema reprodutivo, podendo causar abortos, má formação fetal e partos prematuros.

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Santarém recebe lançamento do festival Sonora Brasil nesta sexta

A abertura oficial da 28ª edição do Sonora Brasil, festival de música brasileira que percorre o país, será realizada nos dias 19 e 20 de junho, na cidade de...

Santarém recebe lançamento do festival Sonora Brasil nesta sexta

17 de junho de 2026

Santarém recebe lançamento do festival Sonora Brasil nesta sexta

 

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A abertura oficial da 28ª edição do Sonora Brasil, festival de música brasileira que percorre o país, será realizada nos dias 19 e 20 de junho, na cidade de Santarém, no Pará. Com o tema “Reverberações Afro e Indígenas”, a turnê nacional, que é uma realização do Sesc, percorrerá 42 cidades, em 15 estados, com shows inéditos.

Na sexta-feira (19), o Sesc Santarém terá shows de Gean Ramos Pankararu e Suraras do Tapajós. No sábado (20), a programação acontece na Praça Tiradentes, com apresentações de Nderé Oblé e Cabokaji. Ao longo do ano, esses artistas farão um total de 130 apresentações e 30 ações formativas em todo o país.

Original do nheengatu, língua indígena do tronco tupi-guarani, a palavra “suraras” ­ que significa guerreira ou guerreiro é utilizada como grito de resistência. O grupo Suraras do Tapajós surgiu desse contexto de mobilizações, que eram encerradas com rodas de música formadas por mulheres indígenas no ritmo do carimbó, tradicional do Pará.

“Hoje, a gente já ganhou um destaque muito grande na cena cultural e na música brasileira em si. Isso nos fortalece como mulheres indígenas, como defensoras do território, porque primeiramente a gente quer levar a nossa mensagem em defesa dos territórios, em defesa das mulheres”, disse Marina Arapiun, integrante do Suraras do Tapajós.

Ela ressalta que o trabalho na música é parte da resistência indígena por garantias de direitos.

“Todo ano a gente sofre um ataque. A gente está em uma luta contínua, sempre, mas a luta não precisa ser só árdua. No começo do ano, queriam privatizar o Rio Tapajós, e foi uma luta muito intensa e muito desgastante, e a gente conseguiu que isso não ocorresse”, lembrou. 

“O carimbó é também para fortalecer o movimento indígena. Você passa ali o dia inteiro no sol quente, enfrentando sol e chuva, e, à noite, você quer ter um momento de descanso, de alegria”, explicou Marina. 

Para as Suraras do Tapajós, a formação ser integralmente de mulheres contribuiu para a desconstrução da lógica em que os músicos eram homens, enquanto as mulheres só podiam ser dançarinas.

“A partir do nosso grupo, já surgiram outros grupos também de mulheres e mulheres indígenas. Então, eu acho que acaba sendo uma referência”, disse Marina. “[O grupo] acaba quebrando esse paradigma de que o carimbó era tradicionalmente dominado por homens. É o primeiro grupo de carimbó formado somente por mulheres, e mulheres indígenas. Ao ocupar esses lugares, a gente subverte essa lógica, trazendo a voz feminina para o centro da cena cultural”.

 

Brasília (DF), 17/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Festival Sonora Brasil. Suraras do Tapajós. Foto: Bruna Callegari/Divulgação

Suraras do Tapajós se apresentam no Sonora Brasil. Foto: Bruna Callegari/Divulgação

Para Samara Borari, também integrante do grupo, o festival Sonora Brasil é uma forma de mostrar a ancestralidade dos povos indígenas por meio do carimbó.

“O pessoal fala muito que é música regional, mas o carimbó já se difundiu, já não é apenas uma música regional, é a música brasileira.”

“É uma oportunidade também para compartilhar nossa arte, com essa circulação musical. É uma iniciativa que promove encontros de [grupos de] diferentes territórios, a gente pode dialogar com público de diferentes regiões, não só levar o nosso [conhecimento], mas também aprender”, completou Samara.

Formação de ouvintes

Sonora Brasil é um dos projetos mais longevos do Sesc, criado em 1998 para promover a difusão da música e das manifestações culturais brasileiras.

“É um projeto que tem como foco a formação de ouvintes musicais e levar ao [público] conhecimento da sua própria riqueza e diversidade cultural”, disse Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Cada artista ou grupo terá de 30 a 40 apresentações por todas as regiões do país ao longo do ano.

“É um projeto muito dinâmico, muito vivo, que responde a demandas conforme os diferentes contextos da cultura brasileira”, explicou.

Segundo ele, a organização do festival trabalha para garantir essa diversidade cultural sempre representada e, a cada edição, trazer novidades da cena musical para o projeto.

Conheça mais atrações

Gean Ramos Pankararu (PE), músico indígena contemporâneo, que conecta ancestralidades indígena e negra em seu trabalho, também integra a turnê deste ano. O artista traz ainda em sua trajetória ações educativas voltadas à valorização de saberes indígenas.

O grupo Cabokaji (BA) une referências indígenas e afro-brasileiras a ritmos eletrônicos e dançantes, com performance que envolve música, corpo e elementos rituais. No show, há referência a comunidades como Xukuru-Kariri (AL) e Fulni-ô (PE), além de discussões sobre territorialidade e reparação histórica e ambiental.

Nderé Oblé (RS) reúne artistas do Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Costa do Marfim. A proposta do grupo é criar pontes entre ancestralidade e futuro por meio de música, palavra e corpo, dentro do circuito de música afro e indígena contemporânea.