quinta, 18 de junho, 2026
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A Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) alertou os produtores rurais de Mato Grosso do Sul que os prazos da campanha de vacinação contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas permanecem inalterados no Estado. A imunização é obrigatória para animais com idade entre três e oito meses e segue o calendário estadual já estabelecido.
A campanha de vacinação contra a brucelose em Mato Grosso do Sul é realizada em duas etapas ao longo do ano. A primeira ocorre entre 1º de janeiro e 30 de junho, enquanto a segunda é realizada de 1º de julho a 31 de dezembro.
De acordo com a Iagro, os produtores rurais devem registrar os atestados de vacinação até o último dia de imunização de cada etapa. As regras estão previstas na Portaria Iagro nº 3.617, de 28 de maio de 2019, que estabelece os procedimentos necessários para o cumprimento da campanha no Estado.
Nesta terça-feira (16), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou uma campanha nacional de vacinação contra a brucelose destinada aos estados que não possuem legislação própria, com o objetivo de padronizar as ações em todo o país.
Segundo o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, a nova portaria do Mapa não modifica as normas vigentes em Mato Grosso do Sul, nem os prazos já estabelecidos para vacinação e registro dos atestados.
Dessa forma, os produtores sul-mato-grossenses devem continuar seguindo o calendário estadual e apresentar os registros de imunização dentro dos períodos definidos pela legislação local.
A brucelose é uma doença infectocontagiosa causada por bactérias e pode atingir tanto animais quanto seres humanos, sendo considerada uma zoonose.
A transmissão pode ocorrer por meio do consumo de leite ou carne de animais infectados. Nos bovinos, a enfermidade compromete principalmente o sistema reprodutivo, podendo causar abortos, má formação fetal e partos prematuros.
cultura
A abertura oficial da 28ª edição do Sonora Brasil, festival de música brasileira que percorre o país, será realizada nos dias 19 e 20 de junho, na cidade de...
17 de junho de 2026
A abertura oficial da 28ª edição do Sonora Brasil, festival de música brasileira que percorre o país, será realizada nos dias 19 e 20 de junho, na cidade de Santarém, no Pará. Com o tema “Reverberações Afro e Indígenas”, a turnê nacional, que é uma realização do Sesc, percorrerá 42 cidades, em 15 estados, com shows inéditos.

Na sexta-feira (19), o Sesc Santarém terá shows de Gean Ramos Pankararu e Suraras do Tapajós. No sábado (20), a programação acontece na Praça Tiradentes, com apresentações de Nderé Oblé e Cabokaji. Ao longo do ano, esses artistas farão um total de 130 apresentações e 30 ações formativas em todo o país.
Original do nheengatu, língua indígena do tronco tupi-guarani, a palavra “suraras” que significa guerreira ou guerreiro é utilizada como grito de resistência. O grupo Suraras do Tapajós surgiu desse contexto de mobilizações, que eram encerradas com rodas de música formadas por mulheres indígenas no ritmo do carimbó, tradicional do Pará.
“Hoje, a gente já ganhou um destaque muito grande na cena cultural e na música brasileira em si. Isso nos fortalece como mulheres indígenas, como defensoras do território, porque primeiramente a gente quer levar a nossa mensagem em defesa dos territórios, em defesa das mulheres”, disse Marina Arapiun, integrante do Suraras do Tapajós.
Ela ressalta que o trabalho na música é parte da resistência indígena por garantias de direitos.
“Todo ano a gente sofre um ataque. A gente está em uma luta contínua, sempre, mas a luta não precisa ser só árdua. No começo do ano, queriam privatizar o Rio Tapajós, e foi uma luta muito intensa e muito desgastante, e a gente conseguiu que isso não ocorresse”, lembrou.
“O carimbó é também para fortalecer o movimento indígena. Você passa ali o dia inteiro no sol quente, enfrentando sol e chuva, e, à noite, você quer ter um momento de descanso, de alegria”, explicou Marina.
Para as Suraras do Tapajós, a formação ser integralmente de mulheres contribuiu para a desconstrução da lógica em que os músicos eram homens, enquanto as mulheres só podiam ser dançarinas.
“A partir do nosso grupo, já surgiram outros grupos também de mulheres e mulheres indígenas. Então, eu acho que acaba sendo uma referência”, disse Marina. “[O grupo] acaba quebrando esse paradigma de que o carimbó era tradicionalmente dominado por homens. É o primeiro grupo de carimbó formado somente por mulheres, e mulheres indígenas. Ao ocupar esses lugares, a gente subverte essa lógica, trazendo a voz feminina para o centro da cena cultural”.
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Suraras do Tapajós se apresentam no Sonora Brasil. Foto: Bruna Callegari/Divulgação
Para Samara Borari, também integrante do grupo, o festival Sonora Brasil é uma forma de mostrar a ancestralidade dos povos indígenas por meio do carimbó.
“O pessoal fala muito que é música regional, mas o carimbó já se difundiu, já não é apenas uma música regional, é a música brasileira.”
“É uma oportunidade também para compartilhar nossa arte, com essa circulação musical. É uma iniciativa que promove encontros de [grupos de] diferentes territórios, a gente pode dialogar com público de diferentes regiões, não só levar o nosso [conhecimento], mas também aprender”, completou Samara.
Sonora Brasil é um dos projetos mais longevos do Sesc, criado em 1998 para promover a difusão da música e das manifestações culturais brasileiras.
“É um projeto que tem como foco a formação de ouvintes musicais e levar ao [público] conhecimento da sua própria riqueza e diversidade cultural”, disse Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.
Cada artista ou grupo terá de 30 a 40 apresentações por todas as regiões do país ao longo do ano.
“É um projeto muito dinâmico, muito vivo, que responde a demandas conforme os diferentes contextos da cultura brasileira”, explicou.
Segundo ele, a organização do festival trabalha para garantir essa diversidade cultural sempre representada e, a cada edição, trazer novidades da cena musical para o projeto.
Gean Ramos Pankararu (PE), músico indígena contemporâneo, que conecta ancestralidades indígena e negra em seu trabalho, também integra a turnê deste ano. O artista traz ainda em sua trajetória ações educativas voltadas à valorização de saberes indígenas.
O grupo Cabokaji (BA) une referências indígenas e afro-brasileiras a ritmos eletrônicos e dançantes, com performance que envolve música, corpo e elementos rituais. No show, há referência a comunidades como Xukuru-Kariri (AL) e Fulni-ô (PE), além de discussões sobre territorialidade e reparação histórica e ambiental.
Nderé Oblé (RS) reúne artistas do Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Costa do Marfim. A proposta do grupo é criar pontes entre ancestralidade e futuro por meio de música, palavra e corpo, dentro do circuito de música afro e indígena contemporânea.
Geral
Conforme edital, 25 estudantes do Ensino Médio com os melhores textos receberiam celulares doados pela Receita Federal
16 de junho de 2026
Pais de alunos do Ensino Médio alegam ‘falcatrua’ em premiação do 1° Concurso de Redação da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Conforme edital, autores dos 25 melhores textos com o tema ‘A Rota Bioceânica: desafios e oportunidades para Mato Grosso do Sul’receberiam celulares doados pela Receita Federal.
A questão apontada pelos familiares, contudo, é que os aparelhos não seriam novos e ‘de ultima geração’, como indicado em matéria da universidade. A entrega dos itens, que ocorreu nesta segunda-feira (15) em Campo Grande, gerou revolta entre os pais.
“O edital falava que os alunos que fossem ganharia um iPhone zero, está escrito assim no edital, ‘zero quilômetro de última geração’. Os telefones que foram entregues foram tudo telefone velho, telefone reformado, telefone com 87% de bateria, iPhone 11, ou seja, defraudaram os alunos”, comenta um dos responsáveis.
Além disso, outro ponto abordado pelos familiares seria a quebra de expectativa de alunos do interior de Mato Grosso do Sul. “Os alunos tudo defraudados, coitados, estudaram, fizeram a redação, ganharam. Alunos que vieram de Paranaíba, alunos que vieram de Paranhos, 400, 500, 600 quilômetros de distância, e foram enganados aqui na cidade de Campo Grande”.
O que diz a UFMS?
O Jornal Midiamax buscou um posicionamento da UFMS perante aos relatos de familiares. Confira a nota da universidade na íntegra:
‘O 1º Concurso de Redação da UFMS “A Rota Bioceânica: desafios e oportunidades para Mato Grosso do Sul” premiou as 25 melhores redações, conforme o item 3 do Edital nº 120/2026, com aparelhos Iphones doados pela Receita Federal, conforme ordem de classificação final.
Segue abaixo o resultado da redação: https://boletimoficial.ufms.br/publicacao?id=598810‘
1° Concurso de Redação da UFMS
Realizado pela UFMS com apoio do Senado Federal e da SED (Secretaria de Estado de Educação), o 1º Concurso de Redação da UFMS premiou os 25 melhores textos no tema ‘A Rota Bioceânica: desafios e oportunidades para Mato Grosso do Sul’. Na ocasião, poderiam participar alunos do Ensino Médio regularmente matriculados em unidades escolares vinculadas à SED-MS.
Conforme a UFMS, a competição tinha por objetivo valorizar o papel estratégico do estado na integração da América do Sul. Assim, a proposta visava estimular alunos sul-mato-grossenses a refletirem criticamente sobre os impactos da Rota Bioceânica e aproximá-los os do universo acadêmico.
Cada escola pôde encaminhar suas cinco melhores redações para representação na etapa estadual. Os trabalhos passaram por análises de uma comissão julgadora, avaliou critérios de Compreensão e pertinência do tema; Capacidade argumentativa; Originalidade e reflexão crítica; Coerência e estrutura textual; e Norma padrão da língua portuguesa.
Midiamax