quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Os microrganismos patógenos são aqueles que contaminam os alimentos, podendo causar doenças nos seres humanos e nos animais; já os benéficos modificam as características originais dos alimentos, dando sabor e aroma diferenciados aos mesmos, sendo amplamente empregados na indústria de alimentos.
Os microrganismos podem ser divididos em vírus, bactérias, fungos e parasitas, cada qual com suas características particulares.
Vírus
Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, de tamanho bastante reduzido, que contaminam os alimentos e causam doenças como hepatite A e gastrointerites. Podem ser transmitidos de um hospedeiro para outro por meio do ar, água ou alimentos.
No meio ambiente, os vírus se cristalizam e aguardam a oportunidade de invadirem as células.
Bactérias
As bactérias são microrganismos microscópicos, que podem contaminar os alimentos e causar intoxicações nos seres humanos. Entre elas, as mais conhecidas são as toxinfecções por Clostridium botulinum (bactéria causadora da doença botulismo) e a salmonella.
São microrganismos procatiotas, ou seja, seu núcleo não possui envoltório e podem apresentar-se nas formas cocos (arredondadas), bastonetes (forma de bastão) ou espiriladas.
Existem bactérias anaeróbias, que só crescem em ausência de oxigênio; aeróbias, que crescem apenas na presença de oxigênio; e facultativas, que crescem em presença ou ausência de oxigênio.
Esses seres vivem agrupados, formando colônias no ar, na água, no solo, em objetos e em outros seres vivos e preferem alimentos úmidos, ricos em proteína e de baixa acidez.
Sua reprodução é assexuada, por divisão binária, também chamada de cissiparidade, ou seja, ela se divide em duas. Pode ocorrer, em alguns casos, recombinação genética por transformação, transdução ou conjugação.
A grande dificuldade em eliminar as bactérias do meio ambiente, deve-se ao fato de elas apresentarem-se, também, em forma de esporos, os quais resistem em ambientes desfavoráveis e em condições críticas por longos períodos. O estudo da esporulação ou esporogênese, como é chamado esse processo, é de grande importância para a indústria alimentícia, pois permite evoluir os processos de desinfecção e conservação dos alimentos.
Fungos
Os fungos dividem-se em dois grandes grupos: leveduras e bolores.
As leveduras são formas predominantemente unicelulares, conhecidas como fermentos. Já os bolores são organismos pluricelulares, com células eucariontes (com núcleo bem definido), que podem ser microscópicos ou macroscópicos. São conhecidos, popularmente, como mofos. Os bolores podem ter aspecto aveludado, seco, úmido, gelatinoso, e diversas colorações.
Curiosidades e características dos fungos
- Os fungos, de uma forma geral, proliferam-se em PH mais ácido. Podem contaminar os alimentos e, em alguns casos, também são usados pela indústria alimentícia e farmacêutica. Um exemplo disso, são os cogumelos shitake (Lentinula edodes) e o champignon (Agaricus bisporus A. Campestris), usados amplamente na culinária e o cogumelo e o Agaricus blazei (Murrill), usado na indústria medicinal.
Na agricultura, alguns fungos podem ser usados no controle biológico de alguns organismos nocivos às plantas, como algumas espécies de besouros e cigarrinhas.
- A indústria de cosméticos também utiliza algumas espécies de liquens na fabricação de perfumes e essências.
- As leveduras, por sua vez, são fundamentais no preparo das cervejas, saquês, uísques, pães, vinhos, queijos, entre outros produtos alimentícios. São utilizadas no processo de fermentação, dando sabor e aroma únicos a esses alimentos.
Parasitas
Existe uma infinidade enorme de parasitas na natureza. Eles são pluricelulares e necessitam de um hospedeiro. Normalmente, o hospedeiro para a sua manutenção e sobrevivência é uma pessoa, animal ou planta.
Grande parte dos parasitas possui tamanho reduzido, muitas vezes só podem ser vistos com o auxílio de um microscópio. Apesar de tão pequenos, ainda assim são maiores que as bactérias. É importante saber, também, que existem na natureza alguns parasitas que podem ser visíveis a olho nu, como o piolho, a pulga, a lombriga, entre outros.
Os vermes e protozoários são os parasitas mais comuns e podem ser classificados, basicamente, como ectoparasitas (parasitas que vivem externamente no corpo do hospedeiro) e endoparasitas (aqueles que vivem internamente no corpo do hospedeiro).
A maioria dos parasitas são patógenos, ou seja, podem causar doenças. A amebíase, a giardíase, a trocomoníase e a toxoplasmose, são exemplos disso e a prevenção dessas doenças pode ser feita por meio de congelamento, cozimento ou lavagem adequada dos alimentos.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José