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Gastronomia
De acordo com o diretor do Senac MS, Vitor Mello, além do apoio à agricultura familiar, a iniciativa se faz relevante por incentivar o aprimoramento das técnicas aplicadas pelas profissionais nas escolas.
16 de maio de 2024
(assessoria)
Profissionais de cozinha das Redes Municipais de Ensino demonstraram a importância da merenda escolar para o desenvolvimento das crianças ao apresentarem, de fevereiro a maio deste ano, receitas nutritivas e saborosas para um time de jurados. Em seis municípios de Mato Grosso do Sul, pertencentes ao programa Cidade Empreendedora, executado pelo Sebrae, em parceria com as Prefeituras Municipais, foram escolhidos os melhores pratos elaborados e que agora disputam a grande final do SuperChef Merendeira.
A etapa estadual da competição, que será realizada nesta quinta-feira (16), em Campo Grande, é organizada pelo Sebrae/MS e conta com o apoio do Sistema Fecomércio, por meio do Senac MS. Esta fase da disputa acontece pela manhã, no prédio do Senac Turismo e Gastronomia, quando os participantes serão divididos em dois grupos para preparar as receitas e apresentá-las a uma banca de jurados composta por cinco avaliadores.
Na mesma data, no período noturno, será promovida a cerimônia de premiação quando serão reconhecidos os três melhores pratos, sendo classificados em 1º, 2º e 3º lugar. O evento será no hall do Sebrae/MS e transmitido, ao vivo, no canal do Sebrae no Youtube, por meio do link:bit.ly/FinalSuperChefMerendeiras
2024.
Segundo a diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, mais do que valorizar o trabalho desenvolvido pelas merendeiras, o intuito do desafio foi promover a qualificação profissional e incentivar o uso de produtos da agricultura familiar nas receitas preparadas, fomentando a compra dos itens pelas Prefeituras Municipais o que fortalece o empreendedorismo no campo.
“O SuperChef Merendeira reconhece o trabalho que é feito nas escolas, pelas merendeiras e nutricionistas, o empenho dos produtores da agricultura familiar, e a atuação do poder público em fornecer alimentos de qualidade para os estudantes. É uma ação de valorização profissional e fomento ao empreendedorismo, pois quando a prefeitura garante um cardápio adequado para as crianças com itens de produtores locais, garante renda para as famílias rurais e fomenta o desenvolvimento dos municípios”, destacou Amarilha.
De acordo com o diretor do Senac MS, Vitor Mello, além do apoio à agricultura familiar, a iniciativa se faz relevante por incentivar o aprimoramento das técnicas aplicadas pelas profissionais nas escolas. “O projeto se destaca por levar qualificação profissional às merendeiras que já estão inseridas no mercado de trabalho, então, para o Senac, é de grande valia fazer parte dessa ação por contribuir para a melhoria do desempenho dessas profissionais e auxiliar no processo de crescimento profissional”, ressaltou o diretor.
Sobre a etapa estadual
Participam da etapa estadual representantes dos municípios de Aparecida do Taboado, Brasilândia, Deodápolis, Ladário, Miranda e São Gabriel do Oeste. Cada finalista foi selecionada a partir da etapa municipal, realizada nos municípios, em parceria com as prefeituras, e concorre na etapa estadual com a receita que garantiu o primeiro lugar na cidade onde mora.
Para a criação dos pratos, não foi permitido o uso de alimentos ultraprocessados. Além disso, foi preciso utilizar a carne bovina, suína, de frango ou de peixe como proteína principal e incluir, no mínimo, três itens da agricultura familiar previstos no edital.
Os critérios foram adotados para incentivar os municípios a adquirirem os itens dos produtores locais, uma exigência prevista pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de estimular a criação de cardápios mais saudáveis a partir de hortaliças, leguminosas e frutas. Nos seis municípios, foram realizados workshops para auxiliar os profissionais a melhorarem a técnica de manipulação de alimentos e o preparo de receitas e, ao todo, 150 profissionais foram capacitadas.
Na grande final do SuperChef Merendeira, os pratos serão avaliados por uma banca de jurados composta profissionais convidados, como Rafael Gomes, vencedor do programa MasterChef em 2018. Formado em gastronomia pelo Institute of Culinary Education, em Nova York, o renomado chef é destaque no setor, principalmente, pelo domínio técnico e criatividade. Em 2023, ele foi eleito Chef do Ano, segundo o Prêmio Comer & Beber, da Veja Rio.
Também compõem a comissão avaliadora a nutricionista da secretaria de Estado de Educação, Adriana Rossato Souza, e três profissionais que atuam no Senac MS: Míriam Arazini, consultora de gastronomia; Vera Krabbe, docente de Turismo e Gastronomia e Melina Ribeiro Fernandes, nutricionista e docente de Turismo e Gastronomia.
Conheças as finalistas:
Brasilândia: Bia de Lima Doó, com o prato “Arroz temperado com a farofa da Tia Bia”;
Deodápolis: Marta Soares, com o prato “Galinhada nutritiva”;
Ladário: Marilza Mendes de Souza, com o prato “Tilápia à moda pantaneira”;
Miranda: Sara Ramirez Aragão, com o prato “Bobó nutritivo”;
São Gabriel do Oeste: Mônica Morais Batista, com o prato “Maravilha de frango”.
Mais informações sobre o programa Cidade Empreendedora podem ser obtidas por meio do número 0800 570 0800 ou pelo site cidadeempreendedora.ms.sebrae.com.br.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José