segunda, 06 de julho, 2026
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Os estudantes que desejam ingressar no ensino superior com bolsas de estudo já podem se inscrever no processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao segundo semestre de 2026. O período de inscrições começa nesta terça-feira (7) e segue até sexta-feira (10), exclusivamente pela plataforma oficial do Ministério da Educação (MEC).
Criado para ampliar o acesso ao ensino superior privado, o Prouni disponibiliza bolsas integrais, que cobrem 100% das mensalidades, e bolsas parciais, que custeiam metade do valor dos cursos oferecidos por instituições particulares em todo o país.
Para participar da seleção, o candidato deve ter concluído o ensino médio e realizado uma das duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2024 ou 2025. Também é necessário alcançar média mínima de 450 pontos nas provas e não ter obtido nota zero na redação.
Além do desempenho no Enem, o programa exige que o estudante atenda aos critérios estabelecidos pelo MEC. Estão aptos aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola pública, estudantes que frequentaram instituições privadas na condição de bolsistas integrais ou parciais, além de candidatos que dividiram a formação entre escolas públicas e particulares. Pessoas com deficiência e professores da rede pública interessados em cursos de licenciatura ou pedagogia também podem concorrer, desde que atendam às regras previstas no edital.
Outro requisito importante envolve a renda familiar. Para disputar uma bolsa integral, a renda bruta mensal por integrante da família deve ser de até um salário mínimo e meio. Já para as bolsas parciais, o limite é de até três salários mínimos por pessoa. Professores da rede pública que buscam formação em licenciatura ou pedagogia estão dispensados dessa exigência de renda.
O MEC destaca que candidatos que participaram do Enem apenas como treineiros não poderão participar desta edição do programa. Durante o processo de classificação, será considerada automaticamente a melhor média obtida pelo estudante entre as edições válidas do exame, além da modalidade de concorrência, curso escolhido, instituição de ensino, turno e local de oferta.
No momento da inscrição, os participantes também deverão escolher se desejam concorrer às vagas da ampla concorrência ou às reservas destinadas a pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
O cronograma já foi definido pelo Ministério da Educação. A primeira chamada dos selecionados será publicada em 15 de julho, enquanto a segunda está prevista para 5 de agosto. Após cada convocação, os candidatos deverão apresentar a documentação exigida para comprovar as informações declaradas na inscrição.
Quem não for convocado nas duas primeiras chamadas ainda poderá manifestar interesse na lista de espera, que ficará disponível nos dias 26 e 27 de agosto. O resultado dessa etapa será divulgado em 1º de setembro, encerrando o processo seletivo do Prouni para o segundo semestre de 2026.
Considerado um dos principais programas de acesso ao ensino superior no Brasil, o Prouni já beneficiou milhões de estudantes desde sua criação, ampliando as oportunidades de formação acadêmica para candidatos de baixa renda em diversas áreas do conhecimento.
Fies 2026
Edital define regras, critérios de participação, cronograma e reserva de 50% das vagas para o Fies Social.
2 de julho de 2026
As inscrições para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026 יהיו abertas de 14 a 17 de julho, exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O edital com as regras foi publicado pelo Ministério da Educação (MEC) e prevê mais de 44,8 mil vagas nesta etapa, em Brasília, na quarta-feira, 2 de julho de 2026.
O Fies financia cursos presenciais não gratuitos em instituições privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), do MEC. O programa é voltado prioritariamente a estudantes que ainda não concluíram o ensino superior e que não tenham sido beneficiados por financiamento estudantil anterior.
Para se inscrever, é necessário ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, ter obtido média mínima de 450 pontos nas cinco provas, não ter zerado a redação e comprovar renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos. Participantes do Enem na condição de treineiro não podem concorrer.
O MEC informou que a oferta total do Fies em 2026 soma mais de 112,1 mil vagas, sendo 67.301 no primeiro semestre e 44.867 no segundo. O ministério também poderá destinar ao segundo semestre as vagas não preenchidas, até o limite total definido para o ano.
Metade das vagas é reservada ao Fies Social, modalidade destinada a estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal. Os pré-selecionados poderão solicitar financiamento integral e ficam dispensados de comprovar renda diretamente na instituição de ensino, mas devem validar as demais informações na comissão permanente de supervisão da faculdade privada.
O cronograma divulgado pelo MEC prevê resultado em 30 de julho, complementação das inscrições entre 31 de julho e 4 de agosto e lista de espera de 7 a 24 de setembro. Candidatos com deficiência deverão apresentar laudo médico com referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).
Educação
Estudantes com altas habilidades ou superdotação passam a contar com uma política pública específica voltada ao reconhecimento de suas necessidades educacionais e...
30 de junho de 2026
Estudantes com altas habilidades ou superdotação passam a contar com uma política pública específica voltada ao reconhecimento de suas necessidades educacionais e ao desenvolvimento de seu potencial. O Governo Federal sancionou a Lei nº 15.436/2026, que estabelece a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD), criando um conjunto de diretrizes para ampliar a inclusão e garantir atendimento adequado em todo o país.
A nova legislação representa um avanço na educação inclusiva ao determinar que os sistemas de ensino adotem medidas para identificar precocemente esses estudantes, oferecendo acompanhamento especializado desde os primeiros anos da vida escolar. O objetivo é assegurar que crianças, adolescentes e jovens com potencial acima da média recebam oportunidades compatíveis com suas capacidades, evitando que talentos deixem de ser desenvolvidos.
Entre os principais pontos da lei está a criação do Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação, que será administrado pelo Ministério da Educação (MEC). A ferramenta permitirá reunir informações sobre esse público, contribuindo para o planejamento de políticas educacionais, distribuição de recursos e ampliação das ações voltadas ao atendimento especializado.
A política também reforça a importância da formação de professores e demais profissionais da educação para reconhecer as características de estudantes com altas habilidades, além de orientar escolas na elaboração de estratégias pedagógicas que respeitem o ritmo e as necessidades individuais de cada aluno.
Outro objetivo da legislação é promover o desenvolvimento integral desses estudantes, estimulando suas competências acadêmicas, criativas, artísticas, científicas e de liderança, ao mesmo tempo em que busca assegurar sua permanência e participação plena no ambiente escolar.
Com a sanção da lei, o Brasil passa a contar com um marco legal específico para esse público, fortalecendo a construção de uma educação mais inclusiva, capaz de reconhecer diferentes perfis de aprendizagem e incentivar o desenvolvimento de talentos em todas as regiões do país.