quinta, 02 de julho, 2026
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As inscrições para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026 יהיו abertas de 14 a 17 de julho, exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O edital com as regras foi publicado pelo Ministério da Educação (MEC) e prevê mais de 44,8 mil vagas nesta etapa, em Brasília, na quarta-feira, 2 de julho de 2026.
O Fies financia cursos presenciais não gratuitos em instituições privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), do MEC. O programa é voltado prioritariamente a estudantes que ainda não concluíram o ensino superior e que não tenham sido beneficiados por financiamento estudantil anterior.
Para se inscrever, é necessário ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, ter obtido média mínima de 450 pontos nas cinco provas, não ter zerado a redação e comprovar renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos. Participantes do Enem na condição de treineiro não podem concorrer.
O MEC informou que a oferta total do Fies em 2026 soma mais de 112,1 mil vagas, sendo 67.301 no primeiro semestre e 44.867 no segundo. O ministério também poderá destinar ao segundo semestre as vagas não preenchidas, até o limite total definido para o ano.
Metade das vagas é reservada ao Fies Social, modalidade destinada a estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal. Os pré-selecionados poderão solicitar financiamento integral e ficam dispensados de comprovar renda diretamente na instituição de ensino, mas devem validar as demais informações na comissão permanente de supervisão da faculdade privada.
O cronograma divulgado pelo MEC prevê resultado em 30 de julho, complementação das inscrições entre 31 de julho e 4 de agosto e lista de espera de 7 a 24 de setembro. Candidatos com deficiência deverão apresentar laudo médico com referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).
Educação
Estudantes com altas habilidades ou superdotação passam a contar com uma política pública específica voltada ao reconhecimento de suas necessidades educacionais e...
30 de junho de 2026
Estudantes com altas habilidades ou superdotação passam a contar com uma política pública específica voltada ao reconhecimento de suas necessidades educacionais e ao desenvolvimento de seu potencial. O Governo Federal sancionou a Lei nº 15.436/2026, que estabelece a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD), criando um conjunto de diretrizes para ampliar a inclusão e garantir atendimento adequado em todo o país.
A nova legislação representa um avanço na educação inclusiva ao determinar que os sistemas de ensino adotem medidas para identificar precocemente esses estudantes, oferecendo acompanhamento especializado desde os primeiros anos da vida escolar. O objetivo é assegurar que crianças, adolescentes e jovens com potencial acima da média recebam oportunidades compatíveis com suas capacidades, evitando que talentos deixem de ser desenvolvidos.
Entre os principais pontos da lei está a criação do Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação, que será administrado pelo Ministério da Educação (MEC). A ferramenta permitirá reunir informações sobre esse público, contribuindo para o planejamento de políticas educacionais, distribuição de recursos e ampliação das ações voltadas ao atendimento especializado.
A política também reforça a importância da formação de professores e demais profissionais da educação para reconhecer as características de estudantes com altas habilidades, além de orientar escolas na elaboração de estratégias pedagógicas que respeitem o ritmo e as necessidades individuais de cada aluno.
Outro objetivo da legislação é promover o desenvolvimento integral desses estudantes, estimulando suas competências acadêmicas, criativas, artísticas, científicas e de liderança, ao mesmo tempo em que busca assegurar sua permanência e participação plena no ambiente escolar.
Com a sanção da lei, o Brasil passa a contar com um marco legal específico para esse público, fortalecendo a construção de uma educação mais inclusiva, capaz de reconhecer diferentes perfis de aprendizagem e incentivar o desenvolvimento de talentos em todas as regiões do país.
Educação
Resultado deve ser consultado na Página do Participante; candidatos com solicitação negada poderão recorrer de 29 de junho a 3 de julho.
26 de junho de 2026
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta sexta-feira, em Brasília, o resultado dos pedidos de atendimento especializado para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Quem teve a solicitação negada poderá apresentar recurso administrativo de 29 de junho a 3 de julho.
O resultado da análise deve ser acessado na Página do Participante, no portal do Inep. Os candidatos que quiserem nova avaliação precisam enviar documentação que comprove a condição informada no pedido.
Segundo o Inep, as informações prestadas no sistema de inscrição devem ser exatas e verdadeiras. Caso haja irregularidade, o participante pode responder por crime contra a fé pública e ser eliminado do exame a qualquer momento. O órgão também pode exigir documentos que comprovem a necessidade informada.
Os participantes com solicitação confirmada poderão contar com recursos como acompanhamento de cão-guia ou cão de apoio emocional, além do uso de material próprio, conforme o caso.
Quando houver aceitação de documento, declaração ou parecer que motive o pedido de tempo adicional, o candidato terá direito a 60 minutos extras em cada um dos dois dias de prova, desde que a solicitação tenha sido feita no momento da inscrição.
De acordo com o edital, o Inep ampliou as condições de atendimento especializado no Enem 2026. Entre as situações previstas estão deficiências, transtornos, gestantes, lactantes, diabéticos, pessoas idosas e estudantes em classe hospitalar, entre outras necessidades.
Pela nova regra, pessoas diagnosticadas com histórico de crise de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), por exemplo, poderão contar com acompanhante.
Após o período de inscrição, quem precisar de recurso de acessibilidade não previsto no edital, ou de atendimento especializado por acidente ou caso de força maior, deverá solicitar o serviço pela plataforma Fala.BR, com envio de documento que comprove a situação, até dez dias antes da aplicação das provas.
Em 2026, o Enem será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro, em todos os estados e no Distrito Federal.
O cronograma divulgado pelo Inep prevê resposta à solicitação de atendimento especializado nesta sexta-feira, recurso à negativa entre 29 de junho e 3 de julho, resultado do recurso em 10 de julho, aplicação das provas em 8 e 15 de novembro e divulgação dos resultados em janeiro de 2027.
O Enem é usado como porta de entrada para o ensino superior por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Instituições públicas e privadas também utilizam a nota em seus processos seletivos.
Os resultados individuais ainda podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal conveniadas com o Inep. Desde 2025, o exame voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que atinjam a pontuação mínima exigida.
Na edição de 2026, os concluintes da rede pública tiveram a inscrição pré-preenchida e precisaram apenas confirmar a participação e informar dados como município de prova, língua estrangeira e necessidade de acessibilidade, quando houve necessidade. Pela primeira vez, o Enem também será usado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro.