quarta, 15 de julho, 2026
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O Programa Universidade para Todos (Prouni) divulgou o resultado da primeira chamada do processo seletivo do segundo semestre de 2026, e os candidatos podem consultar a relação de pré-selecionados no site do programa, nesta quarta-feira (15).
Nesta edição, o Prouni oferece 471.304 bolsas de estudo em instituições privadas de educação superior em todo o país.
Do total, 219.725 são bolsas integrais e 251.579 são bolsas parciais, que cobrem 50% do valor do curso.
Os estudantes pré-selecionados na primeira chamada devem comprovar as informações prestadas na inscrição entre 15 e 24 de julho. A etapa é obrigatória para a concessão da bolsa pela instituição de ensino.
O cronograma prevê a divulgação do resultado da segunda chamada em 5 de agosto. Os candidatos não selecionados poderão manifestar interesse na lista de espera nos dias 26 e 27 de agosto, com divulgação prevista para 1º de setembro.
O Prouni oferece bolsas de estudo a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior para cursar graduação e cursos sequenciais de formação específica em instituições particulares de ensino superior.
A seleção foi destinada a estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 ou 2025, obtiveram média mínima de 450 pontos nas cinco provas e nota superior a zero na redação. Para fins de classificação, foi considerada a edição do exame em que o participante alcançou a melhor média.
Educação
Pesquisa com mais de 7,4 mil participantes também identificou vulnerabilidade social, renda baixa e falta de rede de apoio.
14 de julho de 2026
Mais de 54% das alunas e dos alunos de graduação já precisaram trancar a matrícula ou desistir do curso para cuidar dos filhos, segundo levantamento de um grupo de trabalho vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Na pós-graduação, o índice é de 36,4%, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 14 de julho.
O estudo ouviu mais de 7,4 mil pessoas e mostra que a maior parte dos participantes da graduação é formada por mães que buscam concluir o ensino superior. Nesse grupo, a média de idade é de 33 anos, e a rotina de estudos ocorre, em geral, de forma presencial e no período noturno.
Entre os graduandos, predominam pessoas solteiras, negras, vinculadas a instituições públicas federais, com um filho, que vivem com outras três pessoas e têm renda de até um salário-mínimo.
A segurança alimentar dos filhos é apontada como uma das principais preocupações do grupo de trabalho. Segundo o levantamento, mais da metade dos estudantes de graduação e de pós-graduação com filhos afirma que as crianças não têm direito à alimentação nos restaurantes universitários (RUs).
Entre os que têm acesso, apenas 7,1% na graduação e 2,9% na pós-graduação informaram que a refeição é gratuita. O pagamento pelo serviço aparece em 10,7% dos casos na graduação e em 9,2% na pós-graduação. O estudo também registra que uma parcela significativa dos estudantes não sabe se os filhos têm direito ao benefício.
Os dados sobre renda reforçam a vulnerabilidade social. Entre os estudantes, 16,1% disseram viver sem nenhum rendimento, 14,5% recebem até meio salário-mínimo e apenas 2,5% informaram renda acima de 10 salários-mínimos.
O apoio pessoal é o mais citado pelos participantes, sendo mencionado por 43,3%. Para 32,9%, porém, a rotina é solitária, sem suporte de outras pessoas no cuidado diário com os filhos.
Na graduação, apenas 5,9% disseram ter condições de contratar serviços como babás. Outros 7,5% recorrem a serviços públicos, e menos de 1% conta com apoio de organizações não governamentais e projetos comunitários.
Entre os estudantes de especialização, mestrado e doutorado, o perfil econômico é mais favorável do que na graduação. Nesse grupo, 3,3% não têm renda, 4,8% vivem com até um salário-mínimo e apenas 1,1% sustentam a família com até meio salário-mínimo.
Mais de um terço dos pós-graduandos vive com até cinco salários-mínimos. Outros 23,1% têm renda entre cinco e dez salários-mínimos, e 13% recebem acima de dez salários-mínimos. No grupo, a maioria se declara branca, seguida por 42,1% de pessoas negras, além de indígenas e amarelas em proporções menores.
Educação
Processo seletivo para o financiamento estudantil reúne vagas do segundo semestre e prevê reserva para candidatos do Fies Social.
14 de julho de 2026
Os estudantes interessados em disputar uma vaga no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026 têm até 17 de julho para fazer a inscrição no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O programa financia cursos superiores presenciais não gratuitos em instituições privadas avaliadas positivamente pelo Ministério da Educação (MEC).
Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas no Fies em 2026, somando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre. São 67.301 vagas no primeiro semestre e 44.867 no segundo. Além das vagas já previstas para esta etapa, o ministério ainda poderá ofertar as eventualmente não ocupadas, até o limite total definido para o ano.
O cronograma do processo seletivo prevê inscrições de 14 a 17 de julho, divulgação do resultado em 30 de julho, complementação da inscrição entre 31 de julho e 4 de agosto e chamada da lista de espera de 7 a 24 de setembro.
Para se inscrever, o candidato deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, ter obtido média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas, não ter tirado nota zero na redação e possuir renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos. Estudantes que fizeram o Enem como 'treineiro' não podem participar.
O programa beneficia prioritariamente estudantes que ainda não concluíram o ensino superior e que não tenham sido contemplados anteriormente com financiamento estudantil.
Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras de carência do Fies. Pela norma anterior, a carência abrangia principal e juros, e era vedada a capitalização desses juros. Com a Resolução CMN nº 5.328, a carência passou a valer apenas para o principal, e os juros não pagos nesse período podem ser incorporados ao saldo devedor.
A nova resolução manteve os prazos máximos de financiamento para beneficiários adimplentes: até 60 meses para pessoas físicas e até 96 meses para pessoas jurídicas.
O processo seletivo inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Os pré-selecionados nessa modalidade podem solicitar a contratação do financiamento integral, com cobertura de todos os encargos educacionais.
Nesses casos, os candidatos ficam dispensados de comprovar a renda diretamente na instituição privada de ensino superior, mas ainda devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da faculdade para validar as demais informações prestadas na inscrição.