terça, 14 de julho, 2026
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Os estudantes interessados em disputar uma vaga no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026 têm até 17 de julho para fazer a inscrição no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O programa financia cursos superiores presenciais não gratuitos em instituições privadas avaliadas positivamente pelo Ministério da Educação (MEC).
Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas no Fies em 2026, somando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre. São 67.301 vagas no primeiro semestre e 44.867 no segundo. Além das vagas já previstas para esta etapa, o ministério ainda poderá ofertar as eventualmente não ocupadas, até o limite total definido para o ano.
O cronograma do processo seletivo prevê inscrições de 14 a 17 de julho, divulgação do resultado em 30 de julho, complementação da inscrição entre 31 de julho e 4 de agosto e chamada da lista de espera de 7 a 24 de setembro.
Para se inscrever, o candidato deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, ter obtido média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas, não ter tirado nota zero na redação e possuir renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos. Estudantes que fizeram o Enem como 'treineiro' não podem participar.
O programa beneficia prioritariamente estudantes que ainda não concluíram o ensino superior e que não tenham sido contemplados anteriormente com financiamento estudantil.
Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras de carência do Fies. Pela norma anterior, a carência abrangia principal e juros, e era vedada a capitalização desses juros. Com a Resolução CMN nº 5.328, a carência passou a valer apenas para o principal, e os juros não pagos nesse período podem ser incorporados ao saldo devedor.
A nova resolução manteve os prazos máximos de financiamento para beneficiários adimplentes: até 60 meses para pessoas físicas e até 96 meses para pessoas jurídicas.
O processo seletivo inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Os pré-selecionados nessa modalidade podem solicitar a contratação do financiamento integral, com cobertura de todos os encargos educacionais.
Nesses casos, os candidatos ficam dispensados de comprovar a renda diretamente na instituição privada de ensino superior, mas ainda devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da faculdade para validar as demais informações prestadas na inscrição.
Educação
Pesquisa com mais de 7,4 mil participantes também identificou vulnerabilidade social, renda baixa e falta de rede de apoio.
14 de julho de 2026
Mais de 54% das alunas e dos alunos de graduação já precisaram trancar a matrícula ou desistir do curso para cuidar dos filhos, segundo levantamento de um grupo de trabalho vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Na pós-graduação, o índice é de 36,4%, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 14 de julho.
O estudo ouviu mais de 7,4 mil pessoas e mostra que a maior parte dos participantes da graduação é formada por mães que buscam concluir o ensino superior. Nesse grupo, a média de idade é de 33 anos, e a rotina de estudos ocorre, em geral, de forma presencial e no período noturno.
Entre os graduandos, predominam pessoas solteiras, negras, vinculadas a instituições públicas federais, com um filho, que vivem com outras três pessoas e têm renda de até um salário-mínimo.
A segurança alimentar dos filhos é apontada como uma das principais preocupações do grupo de trabalho. Segundo o levantamento, mais da metade dos estudantes de graduação e de pós-graduação com filhos afirma que as crianças não têm direito à alimentação nos restaurantes universitários (RUs).
Entre os que têm acesso, apenas 7,1% na graduação e 2,9% na pós-graduação informaram que a refeição é gratuita. O pagamento pelo serviço aparece em 10,7% dos casos na graduação e em 9,2% na pós-graduação. O estudo também registra que uma parcela significativa dos estudantes não sabe se os filhos têm direito ao benefício.
Os dados sobre renda reforçam a vulnerabilidade social. Entre os estudantes, 16,1% disseram viver sem nenhum rendimento, 14,5% recebem até meio salário-mínimo e apenas 2,5% informaram renda acima de 10 salários-mínimos.
O apoio pessoal é o mais citado pelos participantes, sendo mencionado por 43,3%. Para 32,9%, porém, a rotina é solitária, sem suporte de outras pessoas no cuidado diário com os filhos.
Na graduação, apenas 5,9% disseram ter condições de contratar serviços como babás. Outros 7,5% recorrem a serviços públicos, e menos de 1% conta com apoio de organizações não governamentais e projetos comunitários.
Entre os estudantes de especialização, mestrado e doutorado, o perfil econômico é mais favorável do que na graduação. Nesse grupo, 3,3% não têm renda, 4,8% vivem com até um salário-mínimo e apenas 1,1% sustentam a família com até meio salário-mínimo.
Mais de um terço dos pós-graduandos vive com até cinco salários-mínimos. Outros 23,1% têm renda entre cinco e dez salários-mínimos, e 13% recebem acima de dez salários-mínimos. No grupo, a maioria se declara branca, seguida por 42,1% de pessoas negras, além de indígenas e amarelas em proporções menores.
Concurso MS
O Governo de Mato Grosso do Sul deu início aos preparativos para um novo concurso público destinado ao fortalecimento da educação estadual. Publicada nesta segunda-feira...
6 de julho de 2026
O Governo de Mato Grosso do Sul deu início aos preparativos para um novo concurso público destinado ao fortalecimento da educação estadual. Publicada nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial do Estado, a autorização oficializa a abertura de um processo seletivo que ofertará 2 mil vagas para professores efetivos da Rede Estadual de Ensino.
A medida representa um importante reforço no quadro de profissionais da Secretaria de Estado de Educação (SED) e tem como objetivo ampliar o número de docentes concursados atuando nas escolas estaduais. As vagas serão destinadas ao cargo de professor, na função de docência, integrante da carreira da Educação Básica.
Com a autorização formalizada, a responsabilidade pela organização do certame ficará a cargo da Secretaria de Estado de Administração (SAD), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. Os dois órgãos serão responsáveis por definir todas as etapas do concurso, desde a elaboração das regras até a execução do processo seletivo.
Embora o concurso já esteja autorizado, os candidatos ainda terão de aguardar a publicação do edital, que trará informações essenciais como a distribuição das vagas por disciplinas, municípios e áreas de atuação, além do cronograma completo da seleção.
O edital também deverá apresentar os requisitos para participação, o formato das provas, os critérios de aprovação em cada fase, o conteúdo programático e o prazo de validade do concurso, além das exigências para a posse dos futuros servidores.
A autorização foi assinada pelo governador Eduardo Riedel, pelo secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, e pelo secretário de Estado de Educação, Hélio Queiroz Daher.
Até o momento, o Governo do Estado não informou quando o edital será publicado nem definiu a data para aplicação das provas. A expectativa é de que essas informações sejam divulgadas nas próximas semanas, dando início oficialmente ao processo de seleção dos novos professores que irão atuar na rede pública estadual.