terça, 14 de julho, 2026
(67) 99983-4015
Mais de 54% das alunas e dos alunos de graduação já precisaram trancar a matrícula ou desistir do curso para cuidar dos filhos, segundo levantamento de um grupo de trabalho vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Na pós-graduação, o índice é de 36,4%, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 14 de julho.
O estudo ouviu mais de 7,4 mil pessoas e mostra que a maior parte dos participantes da graduação é formada por mães que buscam concluir o ensino superior. Nesse grupo, a média de idade é de 33 anos, e a rotina de estudos ocorre, em geral, de forma presencial e no período noturno.
Entre os graduandos, predominam pessoas solteiras, negras, vinculadas a instituições públicas federais, com um filho, que vivem com outras três pessoas e têm renda de até um salário-mínimo.
A segurança alimentar dos filhos é apontada como uma das principais preocupações do grupo de trabalho. Segundo o levantamento, mais da metade dos estudantes de graduação e de pós-graduação com filhos afirma que as crianças não têm direito à alimentação nos restaurantes universitários (RUs).
Entre os que têm acesso, apenas 7,1% na graduação e 2,9% na pós-graduação informaram que a refeição é gratuita. O pagamento pelo serviço aparece em 10,7% dos casos na graduação e em 9,2% na pós-graduação. O estudo também registra que uma parcela significativa dos estudantes não sabe se os filhos têm direito ao benefício.
Os dados sobre renda reforçam a vulnerabilidade social. Entre os estudantes, 16,1% disseram viver sem nenhum rendimento, 14,5% recebem até meio salário-mínimo e apenas 2,5% informaram renda acima de 10 salários-mínimos.
O apoio pessoal é o mais citado pelos participantes, sendo mencionado por 43,3%. Para 32,9%, porém, a rotina é solitária, sem suporte de outras pessoas no cuidado diário com os filhos.
Na graduação, apenas 5,9% disseram ter condições de contratar serviços como babás. Outros 7,5% recorrem a serviços públicos, e menos de 1% conta com apoio de organizações não governamentais e projetos comunitários.
Entre os estudantes de especialização, mestrado e doutorado, o perfil econômico é mais favorável do que na graduação. Nesse grupo, 3,3% não têm renda, 4,8% vivem com até um salário-mínimo e apenas 1,1% sustentam a família com até meio salário-mínimo.
Mais de um terço dos pós-graduandos vive com até cinco salários-mínimos. Outros 23,1% têm renda entre cinco e dez salários-mínimos, e 13% recebem acima de dez salários-mínimos. No grupo, a maioria se declara branca, seguida por 42,1% de pessoas negras, além de indígenas e amarelas em proporções menores.
Educação
Processo seletivo para o financiamento estudantil reúne vagas do segundo semestre e prevê reserva para candidatos do Fies Social.
14 de julho de 2026
Os estudantes interessados em disputar uma vaga no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026 têm até 17 de julho para fazer a inscrição no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O programa financia cursos superiores presenciais não gratuitos em instituições privadas avaliadas positivamente pelo Ministério da Educação (MEC).
Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas no Fies em 2026, somando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre. São 67.301 vagas no primeiro semestre e 44.867 no segundo. Além das vagas já previstas para esta etapa, o ministério ainda poderá ofertar as eventualmente não ocupadas, até o limite total definido para o ano.
O cronograma do processo seletivo prevê inscrições de 14 a 17 de julho, divulgação do resultado em 30 de julho, complementação da inscrição entre 31 de julho e 4 de agosto e chamada da lista de espera de 7 a 24 de setembro.
Para se inscrever, o candidato deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, ter obtido média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas, não ter tirado nota zero na redação e possuir renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos. Estudantes que fizeram o Enem como 'treineiro' não podem participar.
O programa beneficia prioritariamente estudantes que ainda não concluíram o ensino superior e que não tenham sido contemplados anteriormente com financiamento estudantil.
Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras de carência do Fies. Pela norma anterior, a carência abrangia principal e juros, e era vedada a capitalização desses juros. Com a Resolução CMN nº 5.328, a carência passou a valer apenas para o principal, e os juros não pagos nesse período podem ser incorporados ao saldo devedor.
A nova resolução manteve os prazos máximos de financiamento para beneficiários adimplentes: até 60 meses para pessoas físicas e até 96 meses para pessoas jurídicas.
O processo seletivo inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Os pré-selecionados nessa modalidade podem solicitar a contratação do financiamento integral, com cobertura de todos os encargos educacionais.
Nesses casos, os candidatos ficam dispensados de comprovar a renda diretamente na instituição privada de ensino superior, mas ainda devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da faculdade para validar as demais informações prestadas na inscrição.
Concurso MS
O Governo de Mato Grosso do Sul deu início aos preparativos para um novo concurso público destinado ao fortalecimento da educação estadual. Publicada nesta segunda-feira...
6 de julho de 2026
O Governo de Mato Grosso do Sul deu início aos preparativos para um novo concurso público destinado ao fortalecimento da educação estadual. Publicada nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial do Estado, a autorização oficializa a abertura de um processo seletivo que ofertará 2 mil vagas para professores efetivos da Rede Estadual de Ensino.
A medida representa um importante reforço no quadro de profissionais da Secretaria de Estado de Educação (SED) e tem como objetivo ampliar o número de docentes concursados atuando nas escolas estaduais. As vagas serão destinadas ao cargo de professor, na função de docência, integrante da carreira da Educação Básica.
Com a autorização formalizada, a responsabilidade pela organização do certame ficará a cargo da Secretaria de Estado de Administração (SAD), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. Os dois órgãos serão responsáveis por definir todas as etapas do concurso, desde a elaboração das regras até a execução do processo seletivo.
Embora o concurso já esteja autorizado, os candidatos ainda terão de aguardar a publicação do edital, que trará informações essenciais como a distribuição das vagas por disciplinas, municípios e áreas de atuação, além do cronograma completo da seleção.
O edital também deverá apresentar os requisitos para participação, o formato das provas, os critérios de aprovação em cada fase, o conteúdo programático e o prazo de validade do concurso, além das exigências para a posse dos futuros servidores.
A autorização foi assinada pelo governador Eduardo Riedel, pelo secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, e pelo secretário de Estado de Educação, Hélio Queiroz Daher.
Até o momento, o Governo do Estado não informou quando o edital será publicado nem definiu a data para aplicação das provas. A expectativa é de que essas informações sejam divulgadas nas próximas semanas, dando início oficialmente ao processo de seleção dos novos professores que irão atuar na rede pública estadual.