terça, 21 de julho, 2026
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Os estudantes aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao segundo semestre de 2026 precisam ficar atentos ao calendário. O período para comprovação das informações prestadas durante a inscrição termina nesta sexta-feira, e o cumprimento dessa etapa é indispensável para garantir a bolsa de estudos.
Após a divulgação da lista de pré-selecionados, os candidatos devem apresentar à instituição de ensino escolhida todos os documentos exigidos para confirmar os dados informados no momento da inscrição. A conferência envolve informações como renda familiar, escolaridade, identificação pessoal e demais critérios previstos pelo programa.
A documentação pode ser entregue conforme os procedimentos definidos por cada universidade ou faculdade, que poderá realizar o atendimento de forma presencial, digital ou combinar os dois formatos. Por isso, a recomendação é que o estudante consulte diretamente a instituição para verificar as orientações e evitar contratempos.
O Ministério da Educação alerta que a ausência da documentação, a entrega fora do prazo ou a constatação de informações incompatíveis com as declaradas na inscrição podem resultar na perda da vaga, abrindo espaço para a convocação de candidatos da lista de espera ou das chamadas seguintes.
Criado para ampliar o acesso ao ensino superior privado, o Prouni concede bolsas integrais e parciais a estudantes que atendem aos critérios socioeconômicos estabelecidos pelo programa. A iniciativa beneficia milhares de brasileiros todos os semestres e representa uma oportunidade para quem busca ingressar na graduação sem arcar com o valor integral das mensalidades.
Os candidatos que não forem contemplados nesta primeira convocação ainda devem acompanhar o cronograma oficial, já que novas chamadas poderão ocorrer após a conclusão da etapa de comprovação documental.
A orientação é que os estudantes não deixem a entrega dos documentos para os últimos dias, garantindo tempo para corrigir eventuais pendências e assegurar a participação no processo seletivo.
Educação
Consulta está disponível no site do programa; cronograma prevê segunda chamada em 5 de agosto e lista de espera no fim do mês.
15 de julho de 2026
O Programa Universidade para Todos (Prouni) divulgou o resultado da primeira chamada do processo seletivo do segundo semestre de 2026, e os candidatos podem consultar a relação de pré-selecionados no site do programa, nesta quarta-feira (15).
Nesta edição, o Prouni oferece 471.304 bolsas de estudo em instituições privadas de educação superior em todo o país.
Do total, 219.725 são bolsas integrais e 251.579 são bolsas parciais, que cobrem 50% do valor do curso.
Os estudantes pré-selecionados na primeira chamada devem comprovar as informações prestadas na inscrição entre 15 e 24 de julho. A etapa é obrigatória para a concessão da bolsa pela instituição de ensino.
O cronograma prevê a divulgação do resultado da segunda chamada em 5 de agosto. Os candidatos não selecionados poderão manifestar interesse na lista de espera nos dias 26 e 27 de agosto, com divulgação prevista para 1º de setembro.
O Prouni oferece bolsas de estudo a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior para cursar graduação e cursos sequenciais de formação específica em instituições particulares de ensino superior.
A seleção foi destinada a estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 ou 2025, obtiveram média mínima de 450 pontos nas cinco provas e nota superior a zero na redação. Para fins de classificação, foi considerada a edição do exame em que o participante alcançou a melhor média.
Educação
Pesquisa com mais de 7,4 mil participantes também identificou vulnerabilidade social, renda baixa e falta de rede de apoio.
14 de julho de 2026
Mais de 54% das alunas e dos alunos de graduação já precisaram trancar a matrícula ou desistir do curso para cuidar dos filhos, segundo levantamento de um grupo de trabalho vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Na pós-graduação, o índice é de 36,4%, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 14 de julho.
O estudo ouviu mais de 7,4 mil pessoas e mostra que a maior parte dos participantes da graduação é formada por mães que buscam concluir o ensino superior. Nesse grupo, a média de idade é de 33 anos, e a rotina de estudos ocorre, em geral, de forma presencial e no período noturno.
Entre os graduandos, predominam pessoas solteiras, negras, vinculadas a instituições públicas federais, com um filho, que vivem com outras três pessoas e têm renda de até um salário-mínimo.
A segurança alimentar dos filhos é apontada como uma das principais preocupações do grupo de trabalho. Segundo o levantamento, mais da metade dos estudantes de graduação e de pós-graduação com filhos afirma que as crianças não têm direito à alimentação nos restaurantes universitários (RUs).
Entre os que têm acesso, apenas 7,1% na graduação e 2,9% na pós-graduação informaram que a refeição é gratuita. O pagamento pelo serviço aparece em 10,7% dos casos na graduação e em 9,2% na pós-graduação. O estudo também registra que uma parcela significativa dos estudantes não sabe se os filhos têm direito ao benefício.
Os dados sobre renda reforçam a vulnerabilidade social. Entre os estudantes, 16,1% disseram viver sem nenhum rendimento, 14,5% recebem até meio salário-mínimo e apenas 2,5% informaram renda acima de 10 salários-mínimos.
O apoio pessoal é o mais citado pelos participantes, sendo mencionado por 43,3%. Para 32,9%, porém, a rotina é solitária, sem suporte de outras pessoas no cuidado diário com os filhos.
Na graduação, apenas 5,9% disseram ter condições de contratar serviços como babás. Outros 7,5% recorrem a serviços públicos, e menos de 1% conta com apoio de organizações não governamentais e projetos comunitários.
Entre os estudantes de especialização, mestrado e doutorado, o perfil econômico é mais favorável do que na graduação. Nesse grupo, 3,3% não têm renda, 4,8% vivem com até um salário-mínimo e apenas 1,1% sustentam a família com até meio salário-mínimo.
Mais de um terço dos pós-graduandos vive com até cinco salários-mínimos. Outros 23,1% têm renda entre cinco e dez salários-mínimos, e 13% recebem acima de dez salários-mínimos. No grupo, a maioria se declara branca, seguida por 42,1% de pessoas negras, além de indígenas e amarelas em proporções menores.