quarta, 03 de junho, 2026
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Palavra - Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém
e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
Quando o rei Herodes ouviu isso, ficou perturbado, e com ele toda a Jerusalém.
Tendo reunido todos os chefes dos sacerdotes do povo e os mestres da lei, perguntou-lhes onde deveria nascer o Cristo.
E eles responderam: “Em Belém da Judéia; pois assim escreveu o profeta:
‘Mas tu, Belém, da terra de Judá, de forma alguma és a menor entre as principais cidades de Judá; pois de ti virá o líder que, como pastor, conduzirá Israel, o meu povo’ “.
Então Herodes chamou os magos secretamente e informou-se com eles a respeito do tempo exato em que a estrela tinha aparecido.
Enviou-os a Belém e disse: “Vão informar-se com exatidão sobre o menino. Logo que o encontrarem, avisem-me, para que eu também vá adorá-lo”.
Depois de ouvirem o rei, eles seguiram o seu caminho, e a estrela que tinham visto no Oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino.
Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo.
Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.
E, tendo sido advertidos em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram a sua terra por outro caminho.
Mensagem
Celebramos neste domingo a festa da EPIFANIA,
que apresenta a visita dos Magos ao Menino de Belém.
Epifania é uma palavra grega, que significa “Manifestação”.
Para os cristãos, epifania é uma manifestação extraordinária de Deus,
pela qual ele se revela em fatos da história da salvação...
- No Antigo Testamento temos muitas epifanias...
- Essas epifanias eram a preparação da epifania definitiva, cuja festa hoje celebramos: É a manifestação de Jesus, como “a Luz” que atrai a si todos os povos da terra.
Essa “luz” encarnou na história, a fim de iluminar os caminhos dos homens
com uma proposta de Salvação.
A 1ª Leitura anuncia a chegada da Luz salvadora de Javé, que alegrará Jerusalém
e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo. (Is 60,1-6)
A 2ª Leitura afirma que a presença salvadora de Deus no meio do povo
não se destinará apenas a Jerusalém, mas a todos os povo. (Ef 5,2-3.5-6)
É uma síntese do pensamento de Paulo sobre o “Mistério”:
O projeto salvador de Deus, definido desde toda a eternidade,
escondido durante séculos, revelado e concretizado em Jesus,
comunicado aos Apóstolos e dado a conhecer ao mundo pela Igreja.
No Evangelho, vemos a concretização das promessas. (Mt 2,1-12)
Os “Magos”, atentos aos sinais da chegada do Messias,
vão ao encontro Jesus, aceitam-no como “Salvação de Deus”.
O texto não é uma reportagem da visita de três chefes de estado.
É uma Catequese para apresentar Jesus como Salvador de todos os homens.
- Belém: aí deveria nascer o Messias, descendente de Davi...
- Os Magos representam os homens do mundo inteiro,
que se põem a caminho de Jerusalém com suas riquezas
para encontrar a Luz salvadora de Deus, que brilha sobre a cidade. (1ª L.)
- A Estrela não é um astro no céu, mas Jesus, a Luz que ilumina todos os homens.
Meditemos as ATITUDES dos principais personagens...
Os Magos: “Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo...”
São “os homens dos sinais”, que sabem ver numa estrela
o sinal da chegada da Libertação.
Deixam tudo... Não desistem perante o cansaço da longa viagem...
Não desanimam com o desaparecimento da estrela,
nem com a indiferença dos habitantes de Jerusalém:
perseveram até o fim e acabam encontrando o que procuram.
Não vão de mãos vazias... Oferecem o que têm de melhor...
Os “Magos” representam os homens de todo o mundo
que vão ao encontro de Cristo e que se prostram diante dele.
É imagem da Igreja, essa família de irmãos, constituída por gente
de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e o reconhecem como “o Senhor”.
Os Doutores da Lei:
Souberam indicar muito bem o caminho aos magos, mas não foram a Belém...
Herodes: Ganancioso, tinha o poder em suas mãos...
E uma criança indefesa amedronta esse rei poderoso e sua luxuosa corte....
DUAS ATITUDES vão se repetir ao longo de todo o Evangelho:
- O povo de Israel rejeita Jesus,
enquanto que os “magos” do oriente (que são pagãos) O adoram;
- Herodes e Jerusalém “ficam perturbados” e planejam a sua morte,
enquanto que os pagãos sentem uma grande alegria e
o reconhecem como o seu Senhor.
- Jesus vai ser rejeitado pelo seu povo; mas vai ser acolhido pelos pagãos,
que entrarão a fazer parte do novo Povo de Deus.
- Diante de Jesus, as atitudes são diversas:
vão desde a adoração dos “magos” até à rejeição total de Herodes,
passando pela indiferença dos sacerdotes e os escribas:
Eles conheciam bem as Escrituras, mas não foram ao encontro do Messias.
Com quem nos identificamos?
- Com os Magos, que se ajoelham:
isto é: reconhecem nele a Luz do Mundo e o seguem por outro caminho.
- Com os sacerdotes e escribas, que ficam indiferentes...
- Com Herodes, que procura apagar essa Luz.
+ A Lição dos Magos.
- O itinerário dos “magos” reflete o processo dos pagãos para encontrarem Jesus:
estão atentos aos sinais (estrela), percebem que Jesus traz a salvação;
põem-se decididamente a caminho para o encontrar;
perguntam aos judeus, que conhecem as Escrituras, o que fazer;
encontram Jesus e o adoram.
A exemplo dos Magos, somos todos peregrinos na fé!...
- ATENTOS aos sinais... e prontos a segui-lo com generosidade?
- PERSEVERANTES, mesmo nos momentos de dificuldades,
quando a estrela indicadora parece ter desaparecido,
ou próprio Deus parece ter-se esquecido da gente?
- FIÉIS, apesar da maldade dos Herodes da vida,
ou da indiferença de tantos católicos, que encontramos
ao longo de nossa caminhada para Deus?
- GENEROSOS em oferecer o que de melhor temos,
ou nos apresentamos sempre de mãos vazias ?
Temos a certeza de que em nossa caminhada para Deus...
Ele sempre se manifesta a quem o procura de coração sincero?
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 06.01.2019
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José