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Vende tudo o que tens e segue-me! - Saber Escolher Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 10,17-30

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7 de outubro de 2021

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Vende tudo o que tens e segue-me! - Saber Escolher
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 10,17-30 - Naquele tempo: 17Quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: ‘Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?’ 18Jesus disse: ‘Por que me chamas de bom?’ Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!’ 20Ele respondeu: ‘Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude’. 21Jesus olhou para ele com amor, e disse: ‘Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!’ 22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: ‘Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!’ 24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: ‘Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!’ 26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: ‘Então, quem pode ser salvo?’ 27Jesus olhou para eles e disse: ‘Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível’. 28Pedro então começou a dizer-lhe: ‘Eis que nós deixamos tudo e te seguimos’. 29Respondeu Jesus: ‘Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida - casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições - e, no mundo futuro, a vida eterna. Palavra da Salvação. Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM – Saber Escolher - Durante a nossa vida, temos que fazer escolhas. Há muitas coisas que nos atraem, mas não conseguimos conquistar todas. Escolher uma significa renunciar às outras. As leituras desde dia tratam fundamentalmente deste tema sobre a ESCOLHA. A 1a Leitura fala da escolha feita por SALOMÃO: Ele preferiu a Sabedoria de Deus a qualquer outro bem. (Sb 7,7-11) Recém coroado, o jovem Rei vai ao templo oferecer um sacrifício a Deus. Deus, satisfeito, lhe diz: “Pede-me o que queres... e eu te darei...” Salomão: “Sou um adolescente... dai-me um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o Bem e o Mal...” O pedido agradou a Deus: “Já que não pediste nem vida longa, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para governar meu povo..., vou te dar o que pedes... e também o que não pediste...” Salomão escolheu a SABEDORIA como Bem maior, preferível ao poder e às riquezas... A 2ª Leitura convida-nos a acolher a PALAVRA DE DEUS. (Hb 4,12-13) “Ela é viva, eficaz e mais penetrante de qualquer espada de dois gumes”. Ela ajuda a discernir o bem e o mal e a fazer a ESCOLHA certa. No Evangelho, Jesus propõe uma escolha do JOVEM RICO: (Mc 10,17-30) Jesus está a caminho, ensinando aos discípulos as exigências do Reino e as condições para integrar a comunidade messiânica. Um jovem ajoelha-se diante de Jesus e pergunta: “Que devo fazer para conseguir a vida eterna?” Inicialmente, Jesus lhe propõe os Mandamentos. O Jovem responde que já observa tudo isso... Ele quer algo mais... Então Jesus o olha com amor, porque de fato praticava... e “queria mais”... “Convida-o” a integrar a comunidade do Reino, apontando o caminho: Desfazer-se dos bens terrenos. Partilhar com os irmãos mais pobres. Seguir Jesus no seu caminho de amor e entrega. A escolha era muito comprometedora: ou segui-lo, “renunciando” a todos os bens, ou ficar com tudo, mas deixando-o. Era o “algo mais” que lhe faltava para passar da vivência tradicional da religião, para uma vivência mais generosa. Mas o Jovem prefere a segurança da riqueza e recusa o “convite” de Jesus. Não tem coragem de dar um passo a mais... e RETIRA-SE TRISTE... Jesus comenta: “Como é difícil a um rico entrar no Reino de Deus!” A reação do Jovem rico evidencia um fato: Quanto mais riquezas alguém possui, mais forte se faz sentir a tentação de amarrar o próprio coração aos próprios tesouros, a ponto de se tornarem um obstáculo no caminho do Reino. O “caminho do Reino” deve ser um caminho a ser percorrido no amor, na solidariedade, no serviço, na partilha, na verdade, no dom da vida aos irmãos... E os apóstolos não perderam a oportunidade: “E nós que deixamos tudo?”
- Jesus garante: “Vocês terão recompensa em bens e...  perseguições... e a vida eterna...” Quem é esse Jovem do Evangelho? Posso ser eu. Pode ser você... São muitas pessoas que observam os Mandamentos e até “desejariam fazer mais”... Mas quando Deus pede algo mais... elas se retiram tristes, 
porque estão apegadas a muitas coisas, que amarram o seu coração e impedem de dar esse passo a mais. Estão satisfeitas apenas com o “mínimo” necessário... E nós nos satisfazemos como o mínimo... ou procuramos oferecer “algo mais”? Cristo nos dirige ainda hoje o mesmo convite: “Vai e vende TUDO... dá aos pobres... e depois me segue”. Todos nós temos alguma coisa para vender... Quais são as “riquezas”, de que devemos nos desfazer para esse algo mais e que tornam o nosso coração materializado e insensível às coisas de Deus. Será que Cristo nos olha “com amor” porque vê a nossa generosidade? Ou nós “nos afastamos tristes” por que não damos esse algo mais? Quantos pobres estão à espera de nossa oferta!... Pobres da palavra de Deus, de conforto, de entusiasmo, de orientação, educação... instrução religiosa... E nesse mês de outubro, dedicado às missões, a Igreja nos lembra 
que todos devemos nos sentir responsáveis pelas missões. Devemos distribuir as riquezas espirituais e materiais que possuímos, também aos que ainda vivem na miséria religiosa e social. Cristo ainda HOJE continua a convidar: “Vai e vende tudo o que tens... e dá aos pobres... e depois vem e segue-me...” Ele continua nos “olhando com amor”... Ele conta com cada um de nós!... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 10/10/2021

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José