quarta, 03 de junho, 2026
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Uma Voz no Deserto – O Precursor
Todas as pessoas verão a salvação de Deus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 3,1-6 - 1No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes administrava a Galiléia, seu irmão Filipe, as regiões da Ituréia e Traconítide, e Lisânias a Abilene; 2quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes, foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto. 3E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, 4como está escrito no Livro das palavras do profeta Isaías: ‘Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. 5Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. 6E todas as pessoas verão a salvação de Deus’’. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! - MENSAGEM - Uma Voz no Deserto - Nesse segundo domingo do Advento, João Batista aparece como uma VOZ NO DESERTO, fazendo um forte apelo à CONVERSÃO, para preparar o “Caminho do Senhor”. É o grande pregador do Advento, que ainda hoje nos ensina a preparar o Caminho de Jesus para o Natal. A 1a leitura anuncia o “Caminho” de um novo “Êxodo”. Ao povo sofrido no exílio, o Profeta Baruc dirige uma profecia cheia de esperança e vibrante alegria: o próprio Deus preparará o caminho do regresso: “Abaixará os montes, encherá os vales, aplainará o chão, a fim de que Israel caminhe com segurança.” ADVENTO é um tempo favorável para o nosso “êxodo”: Devemos nos desfazer das cadeias que impedem a ação libertadora de Deus e o regresso à nova Jerusalém da alegria e da liberdade. Quais os sinais de libertação que já podemos ver e sentir em nossa caminhada? O Salmista reza confiante ao Pai, no desejo de ser instruído em seus caminhos. O amor, a justiça e a fidelidade levam a viver na intimidade com Deus que nos faz conhecer sua aliança. A 2ª Leitura é um apelo a progredir da vida cristã através do amor. O amor comprometido para com todos é o caminho da perfeição, é o jeito de se manter vigilante na espera do Senhor. O Evangelho fala da Missão de João Batista: “preparar o Caminho do Senhor”. João Batista é “a Voz que clama no deserto”, preparando o coração dos homens para acolher o Messias. Detalhes do texto: Lucas faz uma longa introdução HISTÓRICA: Situa concretamente, no espaço e no tempo, os fatos da Salvação: A pregação de João e a intervenção de Deus na história. “A PALAVRA DE DEUS desceu sobre João”. Deus rompeu um longo silêncio de 300 anos sem profetas e enviou o último profeta do Antigo Testamento: João Batista. Tudo começou no DESERTO... O “Deserto”, na História de Israel, lembrava muitas coisas: Libertação... Purificação... Aliança... Esperança da Terra Prometida... No tempo de Jesus, era para o deserto que se dirigia quem queria repetir a experiência espiritual dos antepassados. “Ele percorria toda a região do JORDÃO...” Jordão era a fronteira... por onde entraram na Terra Prometida... No batismo de João, cada um repetia o gesto de entrar, através do Jordão, na Terra da Liberdade... na verdadeira Terra Prometida. O ANÚNCIO DE JOÃO BATISTA: Um apelo de conversão: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas... todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixados...” Esse processo de conversão é um verdadeiro êxodo da terra da opressão para a terra nova da liberdade, da graça e da paz. A VOZ do deserto grita e propõe a conversão para desbloquear os caminhos, para ver a “salvação de Deus”. Um anúncio de esperança: “Todos verão a salvação de Deus...” A salvação é oferecida para todos os homens, também para nós... O TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA: Preparou-se no “deserto”: O barulho das festas não é ambiente propício para anunciar nem para ouvir o convite à penitência. Para escutar a voz de Deus, é necessário criar um clima de silêncio, de escuta: Que tal no advento, desligar a TV para temos momentos de “deserto”? Desprendimento: manifestado na sobriedade do comer e do vestir: vestindo pele de camelo e comendo gafanhotos e mel silvestre... Temos o mesmo espírito de João Batista? O CAMINHO A SEGUIR: Endireitar as Estradas: Nem sempre seguimos o caminho reto, indicado por Cristo: do amor, da doação, do serviço... Quais as estradas tortuosas a endireitar para chegar até Deus? Preencher os Vales: Quais os vales a preencher na vida profissional, na vida espiritual, na vida familiar, na vida da comunidade? Aplainar os Montes: Abaixar nosso orgulho, nossa auto suficiência... Os mais simples e humildes encontraram o Messias no seu caminho... Os poderosos e orgulhosos não chegaram até Belém. Baruc e João Batista foram mensageiros de Deus para preparar os caminhos do Senhor aos homens do seu tempo... Deus não poderia se servir também de nós para preparar os homens de hoje para a vinda de Cristo no Natal desse ano? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 05.12.2021
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José