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Uma Voz clama no deserto

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8 de dezembro de 2017

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PALAVRA - Evangelho segundo S. Marcos 1,1-8. 
Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Está escrito no profeta Isaías: “Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o teu caminho. Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’». Apareceu João Baptista no deserto, a proclamar um batismo de penitência para remissão dos pecados. Acorria a ele toda a gente da região da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. João vestia-se de pelos de camelo, com um cinto de cabedal em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. E, na sua pregação, dizia: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. Eu batizo na água, mas Ele batizar-vos-á no Espírito Santo». 

 

MENSAGEM - Nesse segundo domingo do Advento, a VOZ profética de ISAÍAS e JOÃO BATISTA ressoa 
num apelo de conversão para a vinda do Senhor. As Leituras convidam a preparar o Caminho. No Evangelho, temos o anúncio de JOÃO BATISTA que aponta o CAMINHO para acolher o Messias Libertador.  (Mc 1,1-8) O Texto introduz o Evangelho de Marcos, que leremos nesse ano (B): A “Boa Notícia” começa com um grande chamado à conversão. Deus já voltou seu coração para nós; resta-nos “voltar” o nosso para ele. Tudo “começou” quando João se apresentou no “deserto” de Judá para pregar. 1. Sua Missão: ser o “MENSAGEIRO” que prepara o caminho para o Messias. Denuncia o pecado, anuncia o perdão e dispõe o homem a converter-se... É o último dos profetas do Antigo Testamento. Não só anunciou o Messias… mas o apontou já presente no meio do povo: “No meio de vós está… Eis o Cordeiro de Deus...” Dele falou Jesus: “É mais que um profeta… o maior dos nascidos de mulher...” 2. Sua Mensagem: “Preparai o caminho do Senhor e endireitai suas estradas.” Proclama um Batismo de CONVERSÃO para o perdão dos pecados. João aponta um Caminho de purificação e de conversão... O Sacramento da Penitência é um gesto que manifesta a vontade de conversão e a esperança dos tempos novos. É um encontro privilegiado com o Deus que salva e perdoa. Quais são os vales a serem preenchidos? (vazios, omissões...) Os montes a serem abaixados? (orgulho, vaidade, ambição...) s caminhos a serem endireitados? (egoísmo, ganância, ódio...) 3. A Reação dos ouvintes: “Todos saíam ao seu encontro e eram batizados no rio Jordão, confessando seu pecados”. 4. Seu estilo de vida: Era uma pessoa sóbria, desprendida, austera e simples... Aparece no DESERTO: Lugar dos grandes encontros com Deus… Foi no Deserto que o Povo de Deus realizou uma longa caminhada de purificação e de conversão... Deus é amigo do silêncio e se revela no silêncio... O barulho das festas não é ambiente propício para anunciar, nem para ouvir um convite de Penitência. Nesse advento, estamos dispostos a fazer momentos de deserto? Oração… Novena do Natal em família... Gestos de solidariedade... Vive na SOBRIEDADE, manifestada no comer e no vestir… “Vestia uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel silvestre...” É com esse espírito que nos preparamos para o Natal desse ano? O “estilo de vida” de João fala tão forte como as suas palavras. 
É o testemunho vivo de um homem, que está consciente das prioridades e não dá importância aos aspectos secundários da vida, como sejam a roupa “de marca” ou o comer e beber... Em nossa vida, quais são os valores, que escolhemos? João Batista nos convida a preparar o Caminho do Senhor, assumindo atitudes novas e um estilo de vida simples e profética. Estamos dispostos a nos preparar para o Natal, nesse espírito de João? 5. Seu testemunho sobre Jesus: “Eu vos batizo com água, Ele vos batizará com o Espírito Santo”. Ele fala de dois tipos de Batismo: Batizar com água consistia em purificar as pessoas convertidas de seus pecados. Batizar com o Espírito, a ser realizado depois por Jesus, consistia em comunicar às pessoas uma vida nova, transformando-as em novas criaturas. JOÃO BATISTA foi um MENSAGEIRO DE DEUS que preparou os homens do seu tempo, para a vinda do Senhor… com a palavra e com o testemunho de vida... Deus não poderia se servir também de nós, de você, para preparar os homens de HOJE, para a vinda do Cristo, no NATAL DESSE ANO e ser uma voz de esperança, que aponta um Caminho Novo para os homens sofridos de hoje, que vivem nesse deserto da vida, escravos de tantas opressões? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 10.12.2017

 

NOTÍCIAS DIOCESANAS
Dia 08 de dezembro – Sexta Feira 
- Crismas no Quartel – 47 BI
19,30 – Jambingo, no salão paroquial.
Domingo, dia 10 de dezembro
Crismas na capela Sta. Maria (Coxim) e
1ª Comunhão na Catedral.
Churrasco na São Romão (Festa de Sta. Luzia).
Dia 11, Segunda Feira – Encontro natalino do Clero, em São Gabriel (Aparecida).
Dia 12, Terça Feira – Dom Antonino celebra na capela Sta.Luzia (Coxim).
Dia 13, Quarta Feira – Festa de Sta. Luzia na Comunidade São Romão (Missa, Procissão e Crismas).
Dia 14, Quinta feira – Conselho Pastoral na paróquia São José.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José