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Uma Mulher – De ti há de sair aquele que dominará em Israel.

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17 de dezembro de 2021

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Uma Mulher – De ti há de sair aquele que dominará em Israel.
Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-45
39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!’ 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu.’ Palavra da Salvação. Glória, a Vós, Senhor!
MENSAGEM - Uma Mulher – De ti há de sair aquele que dominará em Israel. A Liturgia do advento nos apresenta várias pessoas que prepararam o povo para a vinda do Messias: Jeremias, Baruc, Sofonias, Miquéias, João Batista...! Agora aparece a figura privilegiada de uma MULHER que trouxe ao mundo o próprio Salvador. Quem aguarda o Salvador não pode esquecer a sua mãe. As Leituras bíblicas nos fazem sentir o clima do Natal. Deus escolhe instrumentos humildes para realizar suas obras. Na 1a leitura, o profeta Miquéias fala do ambiente humilde onde irá nascer o Messias. (Mq 5,1-4a) Israel, que vivia em guerras e exílio, tem esperança de que um dia um Messias congregará todos os povos na paz. Ele não nascerá numa cidade grande e importante como Jerusalém, mas num pequeno povoado desconhecido, Belém. Ele não sairá de uma família rica e poderosa, mas de uma família pobre e humilde, e agirá como um simples pastor. O Deus grande e poderoso torna-se presente na pequena Belém, na pequena Maria, porque Deus escolhe o caminho da pequenez, da humildade, do serviço. 
A 2ª Leitura afirma que Cristo se ofereceu ao Pai para cumprir a sua vontade: o valor da nossa existência, das nossas orações, dos nossos trabalhos se encontra no cumprir esta vontade. (Hb 10,5-10) O Evangelho narra o encontro de duas Mães, que vibram de alegria com a realização das Promessas. (Lc 1,39-45) Após a Anunciação, em que deu o seu “SIM” a Deus, “Maria se põe a caminho... e vai às pressas à casa de Isabel”. Maria nos ensina o melhor jeito de acolher: estar atento às necessidades dos irmãos, partir ao seu encontro, partilhar com eles a nossa amizade e ser solidário com as suas necessidades. “Logo que entrou, saudou Isabel”: “Shallon”. 
Shallon sintetizava o conjunto dos bens prometidos por Deus ao Povo... Maria era mensageira dessa “PAZ”. Em nossas VISITAS, procuramos levar a Paz? Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, compreendeu os acontecimentos e exclamou com toda alegria: “Bendita és tu entre as mulheres...” Lembra as Palavras dirigidas a duas mulheres fracas e desconhecidas, Judite e Jael, de quem Deus se serviu para libertar seu povo. (Jt 13,18; Jz 5,24) Maria é o instrumento de Deus para concretizar a salvação dos homens... “Donde me vem a honra de que a mãe do meu Senhor me visite?” Lembra palavras de Davi ao receber a Arca da Aliança em Jerusalém... Maria é a nova Arca da aliança, que traz a presença salvadora do Senhor no meio do povo. Davi exultou com a presença da arca da aliança... Isabel exultou de alegria pela visita recebida... Valorizamos as VISITAS recebidas? (Ou toleramos?) O menino saltou de ALEGRIA no seio da mãe. A presença de Jesus provoca a alegria nos que esperam a concretização das promessas de Deus e que vêem na chegada de Jesus a realização das promessas de um mundo de justiça, de amor, de paz e de felicidade para todos os homens. “Bem aventurada és tu porque acreditaste...” É a primeira bem-aventurança que se encontra no Evangelho... Maria é bem aventurada porque confiou na Palavra de Deus. Aceitou também as consequências de seu consentimento: aparecer grávida perante José e o público, sem poder explicar o fato e provavelmente sem ser acreditada... Daí a sua alegria em casa de Isabel, ao ver-se compreendida por alguém... Nem sempre é fácil acreditar nas promessas do Senhor... Maria nos ensina que vale a pena confiar... Então Maria responde: “A minha alma enaltece o Senhor...” É um Salmo de Ação de graças, porque Deus protege os humildes e os salva. É um Salmo de Esperança e de Confiança, porque Deus se preocupa dos pobres. Maria é um sinal do amor de Deus, preocupado em trazer a libertação a todos... Sabemos louvar e agradecer a Deus pelas maravilhas que Deus continua fazendo em nós? “Maria permaneceu..., três meses..., e voltou...” Permanecemos o tempo apenas necessário com os amigos, sem perder tempo e sem fazer perder tempo? MARIA NOS ENSINA TRÊS COISAS: 
1. Levar JESUS no coração: Maria levou a Isabel o que tinha de mais precioso: JESUS. Tinha-o em seu seio e o sentia crescer cada dia. Preparar-se para o Natal significa fazer nascer Jesus em nosso coração e manifestá-lo com o nosso amor, com o nosso sorriso, com a nossa alegria. 
2. A ALEGRIA de encontrar os amigos: Quando Maria e Isabel se encontraram, sentiram uma grande alegria. Quando Jesus vive em nós, também nós podemos sentir mesma alegria ao nos encontrar com os amigos. 
3. A CARIDADE em primeiro lugar: Maria “foi às pressas” a Isabel para se colocar a seu serviço. Nesses dias que nos separam do Natal, também nós podemos fazer com alegria pequenos serviços para as pessoas que convivem conosco. Com Maria, chegaremos até Belém... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 19.12.2021

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José