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Dom Antonino

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Uma Estrela

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4 de janeiro de 2018

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PALAVRA - Evangelho segundo S. Mateus 2,1-12. 
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. Onde está __ perguntaram eles __ o rei dos Judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O. Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: “Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’”. Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: “Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O”. Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. 
E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. 

 

MENSAGEM – Celebramos, no domingo, a festa da Epifania e a conclusão do tempo litúrgico do Natal, lembrando a adoração de Jesus pelos Magos, representantes das pessoas do mundo inteiro. A liturgia de hoje realça o sentido universal da obra de Cristo. A palavra “Epifania” significa: Manifestação de Deus aos homens. Evangelho apresenta Jesus como a LUZ, que atrai para si todos os povos. (Mt 2,1-12) Os MAGOS, representando todos os povos da terra, vão a Jerusalém, ao encontro de Jesus, o aceitam como “Salvação de Deus” e o adoram. A Salvação, rejeitada pelos habitantes de Jerusalém, torna-se agora uma oferta universal. A narrativa, exclusiva de S. Mateus, tornou-se muito conhecida e popular... No entanto, não estamos diante de uma reportagem jornalística que faz a cobertura oficial de três chefes de estado a outro país. Estamos diante de uma CATEQUESE sobre Jesus, destinada a apresentar Jesus como Salvador de todos os homens. A Estrela, inventada por Mateus, não é um astro no céu, mas a pessoa de Jesus. Ele é a “Luz” anunciada pelos profetas, que ilumina todos os povos e nações. Os Magos representam todos os homens que vão ao encontro de Jesus e se deixam guiar pela sua mensagem de paz e de amor. Intenção de Mateus era apresentar Jesus como o Messias, o novo Moisés... o ungido de Deus, recusado pelos judeus e aceito pelos pagãos que formarão o novo Israel, o novo povo de Deus: a Igreja. Duas atitudes diferentes vão se repetir ao longo de todo o Evangelho: O Povo de Israel rejeita Jesus, enquanto os “magos” (pagãos) O adoram; Herodes e Jerusalém “ficam perturbados” diante da notícia do nascimento do menino e planeiam a sua morte, enquanto os pagãos sentem uma grande alegria e reconhecem em Jesus o seu salvador. Mateus mostra que Jesus vai ser rejeitado pelo seu Povo; mas vai ser acolhido pelos pagãos, que formarão o novo Povo de Deus. O Caminho seguido pelos Magos para encontrar Jesus é o caminho a ser seguido por todos nós, em nossa procura de Deus: Estão atentos aos sinais (estrela), percebem que Jesus é a Luz que traz a Salvação, põem-se decididamente a caminho para o encontrar... perguntam aos judeus, que conhecem as Escrituras, o que fazer, encontram Jesus e o adoram como “Senhor”. Nesse relato, descobrimos também as etapas do nosso caminho: Sensibilidade em distinguir os sinais de Deus… Generosidade em aceitar… “Vimos …e  viemos…” Com quem nos assemelhamos? Com os SACERDOTES, que conheciam bem a Religião, mas se mostraram indiferentes aos sinais de Deus? Não tinham a estrela da fé para os conduzir... Com HERODES, que aparentemente se mostra interessado, mas na realidade é hostil ao Menino? Com os MAGOS, que estão atentos aos acontecimentos e generosos em deixar tudo e se pôr ao seu encontro? Os Magos representam todos os povos não judeus, agora associados à História da Salvação. Os magos aceitaram o convite e não perderam a esperança: nem mesmo na incompreensão dos contemporâneos… nas dificuldades da longa caminhada… na ignorância e maldade de Herodes... na indiferença dos sacerdotes... nem estranharam o ambiente rústico do menino, procurado como rei dos judeus. Se olharmos o mundo e os homens com os olhos da fé… tudo será uma manifestação e presença de Deus… uma perene Epifania... Os magos não se apresentam de mãos vazias… Oferecem o que tinham de melhor. O que podemos oferecer hoje ao menino de Belém? Certamente ele gostaria de ganhar um pouco do nosso tempo, um espaço em nosso coração, a partilha dos nossos dons... Os Magos vem de longe: Quem são os longínquos hoje? O povo pobre que fica no funda da igreja ou que não vai à igreja por não tem roupa decente? Os que se afastaram porque seu casamento despencou?
Jesus se aproximou da samaritana, da pecadora, da adúltera... Será que para eles não brilhou alguma estrela em Belém? O papa insiste em SAIR ao encontro deles... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – epi

 

NOTÍCIAS DIOCESANAS
O Santuário Nacional de Aparecida, com a liderança dos Missionários Redentoristas, os guardiões da Imagem da Padroeira do Brasil, tem como objetivo levar uma mensagem de fé e de esperança ao povo Brasileiro.  Por isso, neste ano de 2018, ano de eleições, lança o projeto Eu sou o Brasil Ético.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José