quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA Evangelho Mateus 5:1-12
1E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; 2E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: 3Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; 4Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
5Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; 8Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; 9Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; 10Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. 12Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
MENSAGEM - A Solenidade de TODOS OS SANTOS é a festa da Vida e celebra a plenitude da Vida cristã e a Santidade de Deus manifestada em seus filhos, os santos da Igreja Celebramos, como uma antecipação e em comunhão com a liturgia celeste, a vitória daqueles irmãos nossos que superaram “a grande tribulação”, e estão marcados com o selo do Deus vivo. Recordamos aqueles que vivem para sempre diante de Deus, entre os quais, se encontram nossos entes queridos que já faleceram. Nossa fé é culto à Vida, porque o nosso Deus é um Deus dos vivos e pelo Espírito nos dá a Vida em Cristo Jesus ressuscitado dentre os mortos. Por isso a festa de hoje é um convite total à alegria esperançosa,
que nasce das profundezas da Vida, da aspiração da felicidade sem ocaso. A Fonte da santidade cristã é Deus: A santidade tem seu início, seu crescimento e consumação na graça de Deus..., no amor gratuito do Senhor, que derrama seu Espírito em nossos corações para que possamos chamá-lo “Pai”, pois nos faz seus filhos em seu Filho Jesus Cristo (LG 14,2). Portanto, a santidade não é mero produto de nosso esforço somente, nem tão pouco resultado automático da graça, mas efeito da ação de Deus. A santidade tem duas dimensões: A Santidade não é fruto do esforço humano, que procura alcançar Deus com suas forças. É ação de Deus em nós pelo dom do Espírito Santo e resposta do cristão a esse dom e presença de Deus. A Santidade cristã manifesta-se como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja nos oferece, especialmente com os Sacramentos. A Morada dos Santos será o CÉU, que não é um lugar, mas um estado de felicidade na presença e companhia de Deus, dos anjos e dos santos. Em que consiste, supera a nossa imaginação e entendimento: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram nem o homem pode imaginar o que Deus preparou para aqueles que o ama” (1 Cor2,9). “Agora vemos como num espelho, mas depois veremos face a face” (13,12). E a ETERNIDADE não um “eterno descanso”, mas vida ativa e intensa com Deus. Quem é santo? SANTO significa que não tem nada de imperfeito, de fraco, de precário. Neste sentido, só Deus é santo. No entanto, por graça de Deus, participamos da sua Santidade e nos unimos a todos os irmãos. Essa doutrina era tão viva nos primeiros séculos, que os membros da Igreja não hesitavam em chamar-se: “Santos” e a própria Igreja era chamada de “Comunhão dos Santos”. O que é a Comunhão dos Santos? “Essa expressão indica em primeiro lugar a comum participação de todos os membros da Igreja nas COISAS SANTAS: a fé, os Sacramentos, os Carismas e outros dons espirituais”. (CCIC 194) “Designa também a comunhão entre as PESSOAS SANTAS, ou seja, entre as que pela graça estão unidas a Cristo morto e ressuscitado. Alguns são peregrinos na terra; outros, tendo deixado essa vida, estão se purificando ajudados também pelas nossas orações; outros enfim já gozam da glória de Deus e intercedem por nós. Todos juntos formamos em Cristo uma só família, a Igreja, para a glória da Trindade.” (CCIC 195) Quem são os santos? Não são apenas aqueles que estão nos altares, declarados santos pela Igreja. Não são apenas pessoas privilegiadas do passado, que já nasceram santas... São todas aquelas pessoas que vivem unidas a Deus, construindo o bem. São pessoas normais, que no passado e no presente dão testemunho de fidelidade a Cristo. As Leituras de hoje revelam o projeto de Deus a respeito do homem: quer torná-lo participante da sua Santidade. A 1ª Leitura afirma que uma grande multidão de pessoas, de todos os povos, são os santos que participam da glória celeste, junto de Deus. (Ap 7,2-4.9-14). O texto fala de 144 mil eleitos. O Número é simbólico e indica a totalidade da comunidade cristã. (12x12x mil:12 tribos do AT + 12 apóstolos do NT + mil) A 2ª leitura recorda que a Vida divina, que se manifestará no final da vida, já está presente em nós desde agora. (1Jo 3,1-3) No Evangelho, Jesus apresenta uma proposta de Santidade, resumida nas BEM-AVENTURANÇAS: (Mt 5,1-12). O melhor CAMINHO para a Santidade é a vivência das Bem aventuranças. A Festa de Todos os Santos pretende homenagear todos, conhecidos ou não, e apresentar o ideal da santidade como possível hoje e desejado por Deus. “Todos os fiéis são chamados à Santidade cristã. Ela é a plenitude da vida cristã e perfeição da caridade, realiza-se na união íntima ao Cristo e, nele, com a Santíssima Trindade”. (CCIC 428). Portanto, SANTOS podemos e devemos ser também nós... Acolhamos o apelo de Deus à Santidade... e que os Santos sejam modelos e intercessores nossos, nessa caminhada. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 03.11.2019
NOTÍCIAS DIOCESANAS
02 de novembro – Dia de Finados.
Missas: 07,30 – no Cemitério Central.
06,00 – no Cemitério da Vila Bela.
07,00 – no Cemitério da Silviolândia.
09,00 - no Horto da Paz.
03 e 04 de novembro – Dom Antonino administra as crismas na Paróquia São Gabriel.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José