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Tempo de Esperança

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27 de novembro de 2015

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PALAVRA - Evangelho segundo S. Lucas 21,25-28.34-36. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer e comparecer diante do Filho do homem».
MENSAGEM
Nesse domingo iniciamos mais um ano Litúrgico (Ciclo C), durante o qual iremos refletir e celebrar os principais mistérios de nossa fé e da História da Salvação. O companheiro principal na caminhada será o Evangelho de LUCAS. O ANO LITÚRGICO está centralizado em duas grandes festas: Natal e Páscoa. E cada uma delas, com 3 momentos: de preparação: Advento e Quaresma... de celebração: do Natal à Epifania; da Páscoa ao Pentecostes... de prolongamento: os domingos do tempo comum...
Domingo iniciamos as quatro semanas do ADVENTO. O ADVENTO é Tempo de ESPERA e ESPERANÇA, em que celebramos: Um fato passado: A Vinda histórica de Cristo, prometida a Abraão, lembrada pelos profetas, esperada pelo povo, realizada em Belém… Um fato presente: Vinda de Jesus presente na sua Igreja: Cristo continua a vir: na Palavra, na Eucaristia, nos irmãos.. Um fato futuro: É a segunda vinda… no fim do mundo… As leituras acenam para um novo tempo, marcado pela esperança e pela alegria: Na 1a Leitura, damos um olhar para o PASSADO. (Jr 33,14-16) Após um longo exílio, o Povo, cansado e abatido, retorna para a sua terra, mas encontra tudo destruído, precisa recomeçar tudo de novo. O profeta Jeremias proclama a chegada de dias melhores. Surgirá um descendente de Davi, que assegurará a paz e a salvação. Recordando as promessas de Deus, o profeta elimina a saudade do passado, elimina o medo do presente e instaura o clima da ESPERANÇA. Esse rebento esperando pelos israelitas é Jesus de Nazaré. Com ele teve início o Reino de Paz e Justiça. Contudo percebemos que a construção desse mundo novo não foi concluído com o nascimento de Cristo. Exige ainda muito tempo e e de nosso empenho e colaboração. Na 2a Leitura, damos um olhar para o PRESENTE. (1 Ts 3,12-4,2) Paulo lembra à comunidade de Tessalônica que a melhor maneira de esperar a vinda do Senhor Jesus é crescer no amor recíproco. Sem esse amor, torna-se vazio o Advento e o próprio Natal. No Evangelho, damos um olhar para o FUTURO. (Lc 21,25-28.34-36) Estamos nos últimos dias da vida terrena de Jesus. Ele anuncia tempos difíceis de sofrimento e perseguição. O texto, numa linguagem apocalíptica, fala da segunda vinda de Cristo. Os “sinais” catastróficos apresentados, não são um quadro do “fim do mundo”; são imagens utilizadas pelos profetas para falar do “dia do Senhor”, quando Ele vai intervir na história para libertar o seu Povo. O quadro visa reavivar a ESPERANÇA pelo novo dia que surgirá e e motivar a VIGILÂNCIA para reconhecer e acolher o Senhor que vem. “Fiquem de pé e levantem a cabeça, pois a vossa libertação está próxima”. O Evangelho ensina a não esperar passivamente a vinda do Filho do Homem. É preciso “estar atento” a essa salvação que nos é oferecida e aceitá-la. É necessário reconhecer Jesus que vem nos sinais da história, no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e que buscam a libertação. É preciso ter a vontade e a liberdade de acolher o dom de Jesus, deixar que ele nos transforme o coração e se faça vida em nossos gestos e palavras. É preciso ter presente, que este mundo novo está permanentemente a fazer-se e depende do nosso testemunho. Como você pretende preparar o NATAL desse ano? Um Natal apenas de presentes... de enfeites e músicas… de festas, comes e bebes... ou um Natal cristão? O verdadeiro Natal é vivido num Clima de... De Esperança: Advento é participar de uma espera profunda de todos os homens pela vinda de Deus. “De cabeça erguida...” apesar dos problemas que nos cercam... De Vigilância para perceber os sinais da presença de Deus entre nós… Vigilância significa por Deus em primeiro lugar na vida. Quer dizer ler a realidade com o olhar voltado à eternidade. Significa crer que o Reino de Deus já está presente entre nós. Jesus adverte a um Perigo:  “Não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida...” De Oração: - na Comunidade: com a liturgia do Advento... nas famílias: com a Novena do Natal em família... De Conversão: Acolher: preparar o nosso presépio, o coração… O Natal será realmente cristão, se Cristo tiver lugar em nosso coração. Caso contrário, a sua vinda será inútil. Vamos remover de nossa vida toda bagagem inútil que possa impedir os nossos passos para Cristo. Como há dois mil anos em Belém, Ele ainda hoje continua buscando um lugar… Será que Ele encontrará esse lugar em nossa casa, em nosso coração?
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 29.11.2015
Notícias Diocesanas
1) 6ª f. dia 27.
Crismas na comunidade do Jauru (Coxim).
2) Sábado 28.
- No Emaús, retiro dos crismandos da Catedral.
- Dom Antonino ministra uma palestra, em Costa Rica, para o ECC (Encontro de Casais com Cristo).
3) Sábado 28 e Domingo 29.
- Assembleia da PJ (Pastoral da Juventude), na Catedral.
- Festa da Obra Kolping, na Silviolândia.
4) Domingo 29.
Retiro dos Ministros da cidade de Coxim, no Emaús, das 08,00 a meio dia.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José