quarta, 03 de junho, 2026
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A PALAVRA - Evangelho segundo S. Mateus 21,28-32.
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo:«Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha.’ Mas ele respondeu: ‘Não quero.’ Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi. Dirigindo-se ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: ‘Vou sim, senhor.’ Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Responderam eles: «O primeiro.» Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder vos no Reino de Deus. João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para acreditar nele.»
A MENSAGEM
Celebramos neste domingo, último domingo de setembro, o “Dia Nacional da Bíblia”..., em homenagem a São Jerônimo (30/09), que dedicou 35 anos de sua vida na tradução da Bíblia...
A melhor homenagem à Bíblia é ler, estudar... e sobretudo VIVER... Diante da Palavra de Deus, podemos dizer SIM, assumindo um compromisso coerente ou evitar qualquer compromisso. Na 1ª Leitura, Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilônia a viverem com coerência o Sim dado ao Senhor e à Aliança. (Ez 18,25-28) Na 2ª Leitura, Paulo apresenta o exemplo de Jesus: despoja-se da condição divina, assume a condição humana e diz “SIM” ao Pai até a morte de Cruz. (Fl 2,1-11) O Evangelho fala de dois tipos de SIM. (Mt 21,28-32) Continuamos a refletir sobre a Igreja, “Vinha do Senhor”. Vimos já que todos somos chamados a trabalhar na vinha do Senhor... Veremos agora qual pode ser a nossa resposta a esse chamado... Com a Parábola, Jesus ilustra duas atitudes diversas: Ao Pai que convida os dois filhos a trabalharem na Vinha, o primeiro se nega no começo, mas depois acaba indo... o segundo responde Sim, Pai, mas depois não vai. E a parábola questiona: “Qual dos dois fez a vontade do Pai?” A resposta é clara: Não quem DISSE “Sim”, mas quem FEZ a vontade do Pai. A Parábola tinha endereço certo: Os dois filhos representam dois grupos do tempo de Jesus: Os “pecadores inveterados” e os “justos estabelecidos”. Os judeus eram os “justos estabelecidos”, fiéis praticantes da Lei, que há séculos tinham dito o seu SIM a Deus pela Aliança, e agora rejeitavam o Cristo, enviado de Deus e ficavam fora do Reino... O modo como viviam o seu “Sim” à Lei os levou a dizer “Não” ao Evangelho. Os “pecadores inveterados” eram os cobradores de impostos e as prostitutas, que por muito tempo disseram NÃO à vontade de Deus expressa na lei, mas agora acabavam dizendo “SIM” ao apelo de Jesus e entravam no Reino, seguindo a sua proposta. É interessante notar que essa parábola só foi narrada por Mateus, um cobrador de impostos, antes considerado um pecador público e agora um discípulo ardoroso de Cristo. O que a PARÁBOLA nos diz HOJE? Também em nossos dias, Deus continua tendo dois filhos: Alguns, no Batismo, dizem “Sim”, mas depois, na vida concreta, transformam o “Sim” em muitos “Não”. Outros nunca disseram um “Sim” explícito para Deus, mas, na prática de cada dia, amam o irmão, se sacrificam pelos outros,
executam muitas obras de caridade. Estes, ainda que não batizados, são verdadeiros Filhos de Deus... “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros como eu vos amei...” Hoje muitos, que se dizem católicos, afirmam: Cristo SIM, Igreja NÃO. Não é possível ser CRISTÃO, prescindindo da IGREJA. Somos cristãos pela graça de Deus e essa graça nós a recebemos na Igreja, fundada por Jesus, como sacramento universal de salvação, como fonte e sinal do favor de Deus à humanidade como povo eleito, organizado e unido na comunhão da caridade sob a animação pastoral dos apóstolos e dos sucessores. Não é suficiente uma adesão verbal a Cristo... Não bastam palavras bonitas, se não refletem a sinceridade do coração. Não basta pertencer a um grupo religioso, e não ter um olhar atento para perceber o caminho da justiça... “É melhor ser cristão sem dizê-lo, que o dizer sem sê-lo”. A que grupo pertencemos? A que filho nos assemelhamos? Ao primeiro, ao segundo? Ou um pouco de cada? Ou seria melhor que fôssemos como o terceiro filho, do qual a parábola não fala: aquele que diz “Sim” e vai mesmo! Todos são chamados a trabalhar na vinha do Pai. Ninguém está dispensado de colaborar com Deus na construção de um mundo mais humano, mais justo, mais verdadeiro, mais fraterno. Os chamados de Deus, nós os conhecemos pela sua Palavra, contida na BÍBLIA, cujo dia hoje comemoramos. Qual é a nossa resposta à Palavra de Deus?
- SIM, nós compramos a Bíblia e a colocamos num lugar nobre da casa, mas NÃO a lemos, muito menos nos esforçamos em vivê-la? Aceitamos toda a Bíblia, sem preconceitos e sem interesses... também os pontos que nos questionam e nos comprometem: Ou, isso Sim, isso Não!... Batismo sim, Casamento não... Ela nos garante: “Felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática...” Façamos nossa Profissão de fé = nosso SIM à PALAVRA DE DEUS... De mão estendida para a Bíblia: cantemos: “Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé...” Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.09.2014
Notícias Diocesanas
· Domingo 28 - Dia de oração pelo Sínodo dos Bispos, cujo tema é: “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”.
· Dia da Bíblia.
· Dia 29 - Dom Antonino celebra em São Gabriel, na Festa do Padroeiro.
· Dia 30 - Dom Antonino participa, em Campo Grande, da Festa de 50 anos do pe. Wilson, Diretor do ITEO.
· No mesmo dia, encontra os seminaristas e, com o secretário da CNBB, estuda os últimos detalhes da Assembleia Regional.
· Dia 03 - Início da Novena de Nossa Senhora Aparecida.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José