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“Sentinelas de Deus”

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5 de setembro de 2014

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A PALAVRA
Evangelho segundo S. Mateus 18,15-20. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão.Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.» «Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu.  Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»
A MENSAGEM
Estamos no mês de Setembro, dedicado à BÍBLIA. A melhor homenagem que podemos fazer à Palavra de Deus é acolhê-la e procurar vivê-la na vida de cada dia. Nela sempre temos uma resposta, uma luz 
para todas as situações da vida. Uma situação concreta, que muitas vezes nos aflige: Diante de uma pessoa amiga que está no erro, que atitude devemos tomar: Falar ou calar? As leituras bíblicas de domingo nos dão uma resposta... Na 1a Leitura, o profeta Ezequiel aparece como uma “SENTINELA”,  que Deus colocou a vigiar a “Casa de Israel”. (Ez 33,7-9) SENTINELA é o guarda atento, que perscruta o horizonte para prevenir o Povo de possíveis perigos. Quando percebe um perigo, deve tocar o berrante. Assim a comunidade poderá preparar-se para enfrentar o inimigo. Se não o fizer, será RESPONSÁVEL pela catástrofe. PROFETA é a Sentinela do Senhor no meio do Povo para perscrutar atentamente a realidade e alertar os perigos que a ameaçam. Como profundo conhecedor de Deus e das realidades dos homens, o profeta não pode ficar indiferente diante de uma pessoa má e corrupta. Ezequiel é conhecido como o “Profeta da Esperança”. Aos exilados, que estão em terra estrangeira, privados do Templo, do sacerdócio e do culto, e duvidam da bondade e do amor de Deus, alimenta a esperança de que Deus não os abandonou nem esqueceu. Deus continua a amar o seu Povo e a enviar seus profetas. Na Igreja, todos somos profetas (“sentinelas”), portanto RESPONSÁVEIS também pelo destino dos nossos irmãos. Na 2a leitura, Paulo ensina que o AMOR é a plenitude da Lei e o caminho para corrigir o irmão que erra. (Rm 13,8-10) Deus é Caridade e quer que sejamos caridade em palavras e ações. Caridade perfeita é a plenitude de todos os preceitos. A verdadeira fraternidade consiste em ajudar o irmão a ser melhor. A correção fraterna é um sinal importante na vida da Igreja. Ela é fácil quando animada pela caridade e muito difícil quando a comunhão fraterna não existe. O Evangelho sugere como proceder com o irmão que errou. (Mt 18,15-20) Iniciamos o “Discurso Eclesial” (o quarto), em que Jesus apresenta uma catequese sobre CORREÇÃO FRATERNA na Comunidade: Como corrigir o irmão que errou e provocou conflitos na Comunidade? O Evangelho propõe um caminho em VÁRIAS ETAPAS: 1º Passo: Um encontro pessoal a sós com esse irmão... Muitas vezes costumamos espalhar o erro aos quatro ventos... O AMOR é mais importante do que a VERDADE... A verdade nua e crua, muitas vezes destrói a convivência entre as pessoas, pode destruir uma pessoa..., arruinar uma família e destruir um casamento... Convém dizer sempre toda a verdade? A verdade que não produz amor, mas provoca perturbações, gera discórdias, ódios e rancor, não deve ser dita. (Mãe que esconde atitude dos filhos ao esposo, para evitar conflitos... Esposo convertido deve contar o passado infiel?) Falando, “Vai ajudar?” (Calando, quantos dissabores evitaríamos!) Saber quando devemos calar... quando devemos falar... e como falar...
2º Passo: Se ele não ouvir, pedir a ajuda de OUTRAS PESSOAS, que tenham sensibilidade e sabedoria... 3º Passo: Se essa tentativa também falhar, levar o assunto à COMUNIDADE, para recordar ao infrator as exigências do caminho cristão. Mas a intervenção deve ser guiada pelo amor. Como vemos, recomenda-se que fique tudo em casa... Falar mal da própria Comunidade: é negativo... Falar mal da família: Pode aumentar os ressentimentos... Você ouviu um “crente” falar mal da sua igreja ou do seu pastor? Você já ouviu um católico falar mal da sua paróquia ou do seu padre? De que Igreja então ele é? Finalmente: Se persistir no erro, será considerado um gentio, um pagão. Não é a Igreja que exclui o infrator, é ele que recusa a proposta do Reino e se coloca à margem da Comunidade. E o Evangelho acrescenta uma Exortação à ORAÇÃO em comum: “Se dois estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhe será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois, onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”. Isso quer nos lembrar que, quando a correção não for possível por outros meios, ainda poderá ser possível pela oração, feita em comum, em nome de Jesus. Deus pode contar com você como uma “SENTINELA” fiel? Diante das diferenças, dos erros e das falhas dos irmãos, Você é “tolerante”, tenta ajudá-los... com misericórdia... e com caridade? Você aceita com humildade as correções justas que os outros lhe fazem? Ou acha que isso é uma intromissão? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 07.09.2014
Notícias Diocesanas
Setembro 2014 – Mês da Bíblia.
12 – 14 3ª etapa da escola de Coordenadores da PJ (Emaús).
13 e 14: Congresso da RCC (Camapuã).
15 – Festa de N. S. das Dores.
19 – 21 Encontro Diocesano de Leigos (Emaús).
29 – Dom Antonino celebra em São Gabriel, na Festa do Padroeiro.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José