quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA – Evangelho Lc 1,1-4;4,14-21 - 1Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, 2como nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra. 3Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo. 4Deste modo, poderás verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste. Naquele tempo: 4,14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor.’ 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: ‘Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.’
MENSAGEM - A Liturgia de hoje nos lembra a importância da Palavra de Deus na vida do Povo de Deus. Na 1ª Leitura, Deus convoca o Povo para escutar a Palavra e renovar a Aliança do Sinai. O instrumento encontrado para essa obra foi a PALAVRA DE DEUS. O texto mostra a importância que a Palavra de Deus deve assumir na vida de uma comunidade. Toda comunidade é convocada para escutar a Palavra. O local da leitura é cuidadosamente preparado. O Livro é acolhido de pé, de forma solene e em atitude de respeito. A Palavra interpela e provoca no povo uma atitude de conversão. Tudo termina numa grande festa: a Palavra é geradora de alegria e festa. É um Manual de como deve ser ainda hoje uma “Celebração da Palavra”. Na 2ª Leitura Paulo, falando dos carismas no “Corpo de Cristo” (Igreja), sublinha que a Comunidade cristã é gerada e alimentada, na unidade, pela PALAVRA DE DEUS. (1Cor 12,12-30) No Salmo rezamos: “Vossas Palavras, Senhor, são espírito de vida”. (Sl 18). No Evangelho, Cristo proclama e atualiza a PALAVRA DE DEUS, numa reunião de sábado, na sinagoga de Nazaré. (Lc 1,1-4;4,14-21) É o início do evangelho de São Lucas, que iremos estudar nesse ano litúrgico. São dois textos diferentes: No primeiro, temos uma introdução ao Evangelho de São Lucas. No segundo, o início da Pregação de Jesus, anunciando a sua MISSÃO: É o profeta que Deus ungiu para concretizar a missão libertadora. A missão de Jesus é a nossa Missão... Também nós fomos ungidos pelo Espírito Santo e enviados para anunciar uma Boa Nova de Esperança... e levar os oprimidos a gozar a vida plena... FONTE: Palavra de Deus... que devemos conhecer e anunciar... ONDE: Na comunidade... (na Missa... nos Grupos... na vida pessoal) MODELO: Cristo: “O espírito do Senhor me ungiu e me enviou...” CONTEÚDO: a Boa Nova da Libertação: de esperança e alegria... aos pobres: mais abertos a Deus... aos presos: Libertar da miséria, vícios, injustiças, do pecado... aos cegos: pela miséria, a exploração e estruturas anticristãs... aos oprimidos: para a conquista dos seus direitos... A Bíblia é a Palavra de Deus para nós. O Povo de Deus serviu-se da Palavra de Deus para reconstruir o país, quando voltou enfraquecido do exílio. Cristo com a Palavra de Deus iniciou sua Missão e apresentou seu programa. O Salmo diz: “Tua Palavra, Senhor, é lâmpada para meus pés, e luz para meu caminho”. (Sl 119,105) Paulo afirma: “Toda Escritura inspirada por Deus é útil para instruir e refutar, para corrigir e formar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda a espécie de boas obrar”. (2Tm 15,4) Em todas as épocas da história, sobretudo em épocas de crise, os homens voltaram a alimentar-se da Bíblia, procurando nela um sentido para a sua vida e o encontraram. A própria Igreja, no Concílio Vaticano II, redescobriu o valor da Bíblia e fez dela a fonte de inspiração para um profundo trabalho de renovação. Além de um documento dedicado à “Palavra de Deus”, propôs maior espaço para a Bíblia na Liturgia, na Catequese, nas Comunidades, nos grupos e na vida pessoal dos cristãos... O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica afirma: “A Sagrada escritura dá suporte e vigor à vida da Igreja. É para seus filhos firmeza da fé, alimento e fonte de vida espiritual. É a alma da teologia e da pregação pastoral... A Igreja exorta por isso à freqüente leitura da Sagrada Escritura, porque a ignorância das escrituras é ignorância de Cristo”. (CCIC 24) O sentido da Bíblia. O primeiro livro, que Deus escreveu para nós, é a NATUREZA, criada pela PALAVRA de Deus; são os fatos, os acontecimentos, a história, tudo que existe e acontece na vida do povo; é a realidade que nos envolve; é a vida que vivemos. O segundo livro é a BÍBLIA. “Ela foi escrita para nos ajudar a decifrar o mundo, para nos devolver o olhar da fé e da contemplação, e para transformar a realidade numa grande revelação de Deus”. (S. Agostinho) A Bíblia é isso para você? Ou Ela continua sendo apenas um objeto de enfeite na prateleira da sala, ou pior, permanece esquecida no fundo de uma gaveta? Cristo nos convoca com a sua Palavra, para que completemos a Obra iniciada por Ele... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 27.01,2019
NOTÍCIAS DIOCESANAS
27 de janeiro – 19:30 horas - Celebração Eucarística de Posse dos Padres José Lourival e José Maria – Paróquia Nossa Senhora Aparecida – em Sonora/MS -
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José