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6 de julho de 2018

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PALAVRA – Evangelho Mc 6, 1-6
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele.
Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. 
Na realização dos seus planos, Deus sempre chama e envia pessoas para serem a sua VOZ no meio do Povo. As leituras falam de três escolhidos por Deus para serem instrumentos de sua Palavra: Um Profeta desterrado... Um “carpinteiro”, filho de Maria; Um que reconhece suas fraquezas... A 1a Leitura fala da Missão de EZEQUIEL. (Ez 2, 2-5) Vemos os elementos da vocação profética: A Iniciativa é sempre de Deus; O chamado é um “filho de homem”; A Missão é ser a VOZ DE DEUS no meio do povo. Na 2a Leitura, PAULO fala da sua experiência: as dificuldade encontradas no seu apostolado. (2 Cor 12, 7-10)
Paulo assegura aos cristãos de Corinto, que Deus atua e manifesta seu poder no mundo através de instrumentos fracos e limitados. Deus garante a Paulo e a todos os que têm algum tipo de “espinho”: “Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente”. No Evangelho, encontramos a experiência de CRISTO. (Mc 6, 1-6) Jesus volta a Nazaré e ensina na sinagoga. O povo se admira da sabedoria, dos milagres… e, perplexo, se pergunta: “Quem é esse homem? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria?” Este Jesus não podia ser o Messias esperado. Eles esperavam um guerreiro como Davi, sábio como Salomão. Não um humilde carpinteiro. Eles o conheciam muito bem: o carpinteiro, filho de Maria, não poderia ser o enviado de Deus… Sua Palavra escandaliza, sua mensagem gera oposição e sua vida cria conflitos. Não conseguem reconhecer em Jesus o Messias esperado e o rejeitam. Até os parentes de Jesus não aderem à sua mensagem. Quantas desculpas para não aceitar “os Pastores”, ou a sabedoria dos “leigos”? JESUS, decepcionado, concluiu: “Um Profeta não é estimado entre os seus”. Mas apesar da incompreensão, continuou fiel aos planos do Pai... Quem são os Profetas? Os “profetas não são pessoas extintas do passado, mas são uma realidade com que Deus continua a contar ainda hoje para intervir no mundo. Todo “batizado” tem a sua história de vocação profética... O Profeta não é o encarregado de fazer milagres e prever o futuro. Deus espera dele uma coisa: que transmita a sua palavra. Deus não tem boca e precisa de alguém para ser a sua “Voz”.
Para isso, deve escutar a mensagem de Deus e deixar que ela penetre até o íntimo do coração… E depois anunciá-la com entusiasmo e fidelidade. Como desempenhar a missão de Profeta? Ele deve estar em comunhão com Deus e atento à realidade humana. E intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir. A denúncia profética implica, muitas vezes, a perseguição, o sofrimento, a marginalização e, em muitos casos, a própria morte... Normalmente, Deus não se manifesta na força, no poder, nas qualidades que os homens admiram tanto. Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade, nas pessoas mais humildes e despretensiosas... As nossas limitações humanas não podem servir de desculpa para não realizar a missão que Deus nos confia. Se ele nos pede um serviço, também nos dará a força para superar os nossos limites e para cumprir o que nos pede. Jesus não fez milagres em Nazaré, porque não acreditaram nele... Só a fé dá condições para que os milagres aconteçam...
Hoje, afirma-se que “Santo de casa não faz milagre”. Por que será? A culpa é dele ou nossa? Conhecemos pessoas, ignoradas ou rejeitadas na própria Comunidade, que fazem grande sucesso lá fora?  Por que será? A Liturgia nos apresenta três exemplos bonitos: Ezequiel, Paulo e Jesus. Diante das dificuldades, nenhum desistiu. Lutaram e venceram. Nós também podemos nos sentir na mesma situação: O testemunho, que Deus nos chama a dar, realiza-se, muitas vezes, no meio de incompreensões e oposições… Frequentemente nos sentimos desanimados e frustrados porque não somos entendidos, nem acolhidos. Temos a sensação de que estamos perdendo tempo… Jesus nos convida a nunca desanimar, nem desistir: Ele sabe como transformar um fracasso num êxito. Qual a nossa atitude? Nós continuamos a ser a “Voz” de Deus na comunidade, na família, mesmo diante das contrariedades e adversidades? Valorizamos as pessoas que atuam com dedicação em nossa comunidade, acolhendo-as como a “Voz” de Deus? Façamos nossa profissão de fé, não apenas em Deus, mas também nas pessoas com quem convivemos… E veremos, que os santos de casa também farão milagres… Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 08.07.2018

NOTÍCIAS DIOCESANAS
De 06 a 08 de julho -  Cursilho Jovem (Emaús).
13 de julho – Início da Festa do Divino:
06,00 – Alvorada festiva (início: 06,00 hs. – Casa do Bispo)
18,30 – Hasteamento da Bandeira – 1º dia da Novena.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José